sábado, 20 de abril de 2019

Horário da Comunidade


O horário de nossa comunidade:
5h45- Oração das Laudes

6h30- Meditação

07h- Santa missa

08h30- Hora média

11h25- Hora sexta

12h- Almoço

14h- Noa e terço

17h25- Véspera e Oficio de Leituras

18h30- Meditação

19h- jantar

19h30- Completas

20h- Recreio comunitário

21h- Grande Silêncio


quinta-feira, 6 de dezembro de 2018

SCALA




BERÇO DA ORDEM DO Ss. REDENTOR
O viajante que margeando o golfo de Salerno chega à cidade de Amalfi, fica encantado com a beleza da paisagem.
Amalfi é uma rainha sentada à sombra de verdejantes colinas cobertas de cedros e de laranjeiras.
A seus pés, um mar azul-celeste; acima um céu de safira; aos lados das montanhas abruptas e desnudadas, mais além bosques espessos. Como fundo do quadro, a leste um penhasco quase a prumo, com cerca de 400 metros de altitude. Sobre esta elevação ergue-se Scala, defronte de Ravelo.
Scala e Ravelo vistas de baixo são dois ninhos de águia, irradiantes de luz, visinhos do céu; vistas de perto são simples ninhos de pombas pelo encantador aspecto.
Scala e Ravelo, cidades outrora importantes, hoje decaídas.  Antigamente cidades episcopais, depois pertencentes ao arcebispado de Amalfi. Pois bem, foi em Scala que decidiu Deus colocar o Berço da Instituto do Ss. Redentor; e como?

quarta-feira, 5 de dezembro de 2018

NAPOLES


Cidade notável pela sua beleza natural, foi o berço das duas grandes almas escolhidas por Deus para dar à Sua Igreja essa nova ordem.
No dia 27 de setembro de 1696 nascia em Marianella, pequena aldeia de Nápoles, o primogênito de José de Ligório e Ana Cavalieri. Dois dias depois, na festa de São Miguel, recebeu a criança, na pia batismal da matriz de Santa Maria das Virgens, os nomes de Afonso Maria Antônio João Francisco Cosme Damião Miguelangelo Gaspar.
Indo são Francisco Jerônimo, visitar a família Ligório, tomou o pequenino Afonso nos braços e disse em tom alegre à Dona Ana: “Este menino viverá muito, muito; não morrerá antes dos 90 anos; será bispo e fará grandes coisas por Jesus Cristo”. E esta profecia se realizou.
Quem não terá ainda ouvido falar do grande e Santo Afonso Maria de Ligório, doutor da Igreja, Bispo de Santa Ágata, o cantor das glórias de Maria Santíssima, o defensor intrépido da infabilidade papal, o apóstolo e missionário zelosíssimo cujas obras e escritos, traduzidos em todas as línguas, perpetuaram o seu apostolado e inflamam os corações de amor para com Deus, o Coração de Jesus sempre conosco na divina Eucaristia?
Inútil, pois, queremos estender-nos sobre a vida deste tão eminente santo...
  Mas, debaixo deste mesmo belo céu de Nápoles, também uma outra criança nascia a 31 de outubro desse mesmo ano de 1696, a futura Soror Maria Celeste, essa humilde virgem será escolhida pelo Senhor para ser a “terra em que será levantado o grande edifício de Sua Obra”.
Nascera tão fraquinha que recearam perde-la e por isto apressaram-se em batizá-la sem as cerimonias da Igreja.
Mas a pequenina dileta do Senhor, reanimou-se e no dia seguinte, com grande alegria de todos os seus, foi levada a Igreja paroquial de São José; aí recebeu o batismo condicional com os nomes de Júlia Marcela Santa. Era quase a caçula, pois, nascendo após seus irmãos: Francisco, Miguel, Ágata, Rosa, Úrsula, Gertrudes, Úrsula Rosa, Tiago, Jorge e Braz, só teve uma irmãzinha mais nova, Joana. 
Desde a mais tenra infância, (conta mais tarde em sua autobiografia) foi favorecida pelo Senhor com graças extraordinárias.
Com cinco anos apenas já o Senhor se manifestava passivamente à pequenina Júlia, dando-lhe a conhecer sua Divindade; e desde então não teve ela outro desejo senão o de amar e servir o Senhor.
Aos 11 anos fez a primeira Comunhão, e Nosso Senhor nesse momento mostrando-se a ela, disse que lhe dava o Seu Coração e seu Precioso Sangue e que a escolhia por Esposa.
Aos 20 anos foi Júlia, com sua Mãe e sua irmã Úrsula Rosa, visitar uma religiosa no Carmelo de Marigliano e aí ficou com sua irmã.
Seis meses mais tarde, no dia 21 de Novembro, festa da Apresentação de Nossa Senhora, receberam o hábito de Carmelita.
No fim de um ano fizeram a Profissão religiosa.
Quando nomeada Mestra das Noviças, a Venerável pode mais facilmente gozar do recolhimento, recebendo graças extraordinárias.
Assim, certo dia, (era então sacristã) depois da Santa Comunhão, penetrada pelo Olhar Divino, teve uma grande luz interior e o Senhor lhe disse: “Quero fazer-te mãe de muitas almas que desejo salvar por teu intermédio” e mostrou-lhe muitas almas religiosas que ela não conhecia....

segunda-feira, 3 de dezembro de 2018

Momento de Espiritualidade


O  projeto espiritual de Maria Celeste é sempre a transformação em Cristo pela ação do Espírito Santo que nos faz retratos animados do Verbo. No ensinamento de Maria Celeste a centralidade da pessoa de Jesus Cristo é considerada sempre como Filho, o Verbo feito Homem.  Mas a recordação constante da divindade serve para ressaltar a importância da humanidade. Em diversos momentos Maria Celeste lembrará que a “humanidade de Cristo é sempre a porta para se estar em Deus”.  Jamais pode a alma se esquecer da sagrada humanidade, por mais sublime que  seja o grau de união que tenha alcançado. “ Onde estão os se atrevem a dizer que a alma deve prescindir desta humanidade, esquece-la e ignora-la, sendo que recebeu todo o bem do Deus feito homem?” (Jardim interior, 6 de abril).
A natureza humana assumida pelo Verbo recebeu a plenitude das perfeições divinas em grau tão eminente que pode comunica-las a todas as almas que se unem a ele pelo amor.  E o verbo se revestiu da natureza humana e a natureza foi revestida das perfeições divinas.  Jesus Cristo é o novo Adão o homem novo criado como verdadeira imagem de Deus não deformada pela culpa e possui a plenitude de todos os dons e virtudes da graça. Assim como Jesus é a imagem do Pai nós somos imagem de Jesus. Deus olha com complacência a alma de Jesus e “a alma de Jesus olha para Deus com a mesma complacência com que é olhada; com esta complacência de amor impetra para as alma os mesmos bens que ele tem e as veste de sua inocência,  de sua justificação, de amor, porque é sua digna esposa,  imaculada e pura, Jesus o comunica às almas a sua própria graça. Participamos de sua veste riquíssima  de graças, de modo que,  sendo Deus e homem, nosso irmão mais velho e cabeça da Igreja, nós feitos gratuitamente membros seus, recebemos no Sacramento do Batismo a mesma veste de nossa cabeça e formamos um só corpo com Jesus Cristo.  Com Ele desfrutamos de todos os adornos das virtudes e graças com as quais o Espírito Santo amou e por amor deu a alma santíssima de Jesus Cristo. (Exercício de amor de Deus... 3 de fevereiro).
Para Maria Celeste, Jesus Cristo é, já o dissemos, “como um selo na mão do gravador com o qual se marcam todas as almas justas no ser da justiça. Com este selo de amor são gravadas todas as almas eleitas, e assim, com um só fazem-se muitos retratos vivos de seu único amor”.  Vendo-nos em Jesus “como membros unidos à nossa cabeça, o Pai que nos ama com amor infinito que é o mesmo amor com o qual o seu Filho amado e nô-lo dá na humanidade assumida; o Homem-Deus dá ao Pai todos nós em si mesmo. Este dom lhe é tão grato e excelente que impetra para todos nós almas criadas por ele um amor infinito do próprio Deus. Assim por meio de Cristo é-nos dada a graça de o mesmo Espírito Santo como esposo verdadeiro de nossas almas; por isso ama-nos como membros de nossa cabeça e, Cristo nos ver como verdadeiros filhos seus por amor por graça”. (Exercício de amor de Deus...6 de fevereiro)


sexta-feira, 30 de novembro de 2018

Escritos de nossa fundadora (Obras completas)


A Beata Maria Celeste escreve com inteligencia, profundidade, graça feminina, chistes, altivez, personalidade, humildade, sem renúncia às suas convicções e à missão de que tinha consciência ser de Deus, mesmo tendo de se separar e não só discordar quando lhe deve ter sido doloroso.

No mosteiro de Scala, donde a expulsaram e tentaram apagar a memória de sua pessoa e de seus escritos, mas (ironia divina!) conservaram o principal sendo elas mesmas "memórias vivas do Redentor", cerne cristocêntrico da espiritualidade que receberam dela.
Seus escritos são 16.


  • Autobiografia: muito fluente e agradavel de se ler;
  • Diálogos da Alma: São 152 paginas manuscritas, na maioria (de 1- 116 páginas), escritas nos anos de Scala, de 1724-1732. O restante em Roccapiemonte de 1737-1738, na tentativa de um mosteiro. Em Foggia, já no mosteiro de seus sonhos, encerrou-os com estas últimas palavras "...ella ama Dio com l'amore del Verbo, Uomo Dio, amante suo Sposo, oggi 10 del mese di settembre 1751"
  • Graus de Oração: Maria Celeste expõe sua experiencia de oração em 16 graus ou degraus, usando a comparação clássica da escada de Jacó, tão frequente na história da espiritualidade. São 132 páginas manuscritas que ela escreveu nos primeiros anos de Foggia. Apenas para ser completo enumero, sem comentário, os outros 13 escritos, também inéditos da Beata:

  • Instituto e Regras do SS. Salvador;

  • Dez dias de Exercícios Espirituais;

  • Sobre o Evangelho de São Mateus- Exercícios de Amor a Deus para todos os dias do Ano, mas só conseguiu escrever 193 meditações.

  • Exercício de Amor para todos os dias da Quaresma, de quarta-feira de cinzas ao domingo da Ressurreição. todos, exceto um, baseado nos capitulos 18 e 19 do evangelho de São João.

  • Exercício Interno de amor para o Advento do Nascimento de Nosso Senhor Jesus Cristo;

  • Meditação unidos a J. contidos nos Santos Evangelhos Para todos o Ano para o Advento do Senhor; 77 meditações, divididas em dois pontos, escritas nos ultimos anos em Foggia;

  • Novena do Santo Natal: 13 páginas, na forma como sempre muito querida por Maria Celeste, de diálogo entre o Esposo e a Esposa, escrita nos primeiros anos em Foggia.

  • Para o mês de Dezembro Exercícios Espirituais para cada Ano: Provavelmente são os exercícios espirituais que ela mesma pregou às dominicanas de Pareti, encarregada pelo bispo de Nocera de fazer reflorescer a vida monacal entre elas.

  • Sete Regras Espirituais: Escrita quando carmelita em Marigliano, em 1718 aos 22 anos de idade, reelaboradas no fim da vida em Foggia, e incluidas por ela na redação final de sua autobiografia.

  • Livro de Exercício Devotos: 10 paginas de orações, escritas também como jovem carmelita em Marigliano de 1718 a 1719. 

  • Jardinzinho interior do Divino Amor: Maria Celeste nos fala deste escrito seu na autobiografia. Devia ter muitas páginas, irremediavelmente desaparecidos. Só resta uma cópia não autografada da primeira página.

  • Cançõezinhas Espirituais e Morais: coletanea de poesias (muitas originais de Maria Celeste) em 3 códices: um de 45, outro de 78, outro de 56.
  • Cartas: São 28 cartas que restam das quais 3 ao então diretor espiritual (temido mais que amado); 15 a Santo Afonso (a primeira de 1730, a última de 1732).



(Autobiografia original de Maria Celeste no museu do Mosteiro do Santíssimo Salvador em Foggia )