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segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015

Festa da Apresentação do Senhor no templo

Hoje dia que a Igreja comemora a festa da Apresentação do Senhor e celebra o dia da Vida Consagrada queremos compartilhar com todos os leitores de nosso Blog um texto da série de Jean-Marie Ségalen, sobre nossa Fundadora.




Agora!...

Eu fico. Agora!...(R. p. 235)


Em sua notavel obra "Afonso de Ligório, uma opção pelos abandonados", Th. Rey-Mermet apresenta assim Maria Celeste:

   "Manhã de primavera de 1718. A carruagem de José Crostarosa, advogado lotado em Nápoles, corre ao sol pelas planícies de Nola. Na neblina azulada, que se dissipa entre as árvores em flor, quatro senhoras se dirigem a Marigliano, distante 20 Km da capital: a senhora Paula Battista Crostarosa, uma sua amiga e duas de suas filhas : Úrsula, com trinta anos e Júlia, a futura irmã Maria Celeste, que tem então por volta de vinte anos. Vão para uma visita à irmã Veridiana de Jesus, priora do conservátorio carmelita de Marigliano(....)

   No carmelo, a acolhida é a mais calorosa possível. alegre, a conversa.

   Lá pelo meio da conversa, a priora teve a inspiração de dirigir a Júlia esta intrigante pergunta:

   -E você, que espera para se doar ao Senhor? Não gostaria de ficar hoje mesmo conosco neste mosteiro?
   A Resposta veio instantânea, flamejante:
   -eu fico. Agora!... "


   Agora!... Nessa resposta está todo o temperamento de Maria Celeste: chama viva de amor e generosa impetuosidade; liberdade de espírito e vontade férrea; firmeza de caráter e rapidez de decisão; paixão pelo Cristo e dom total, alegre, sem medida.

   Ela fica. E inflamado debate se desenrola então entre ela e a mãe. Malgrado as objeções desta, que alega que seu pai não está a par da decisão, Maria Celeste retruca dizendo que se seu pai recusa, elas voltarão para casa, mas ela está convencida de que ele dará sua aprovação e pagará o dote requerido pelo mosteiro. É o que de fato acontece.

   Maria Celeste nasceu no coração de Nápoles, em 31 de outubro de 1696, trinta e quatro dias depois de Afonso de Ligório e no mesmo bairro. Era o mês das rosas. Seu nome de família- "Crosta-rosa": Rosa de fogo- lembrava que ela veio ao mundo envolta pelos aromas do outono, que fazem o poeta exclamar: "Recende a ouro, açafrão e cobre..."

   Ela é a décima filha da família. Raio de sol por sua vivacidade e bom humor, é querida de todos . E, no entanto, recolhida: por volta dos cinco ou seis anos, ela inicia a experiência de uma vida mística precoce e extraordinária. Ao redor dos onze anos, começa a comungar. Pelos quinze, seu confessor a autoriza a comungar todos os dias. Autorização inusitada numa época em que se comungava raramente. A eucaristia se torna desde então o tempo forte de sua oração diária e o centro de sua vida espiritual. Aos dezessete anos, com a aprovação de seu confessor, consagra-se a Deus fazendo o voto de castidade.

   Ela está nessa época no carmelo de Marigliano. Mas não aceita uma vida religiosa pela metade. Tendo constatado certo relaxamento, reage pronta e vigorosamente junto à superiora:

                                     Se a senhora não tomar providências contra esse  relaxamento, jamais farei profissão neste  convento...(R, p. 236).


   A Priora a atende, e, a 21 de novembro de 1719, na festa da Apresentação de Maria no templo, Maria Celeste faz a profissão, toda feliz por ser “aceita como filha por Maria”(A, cap. IX).

   Seis meses depois de sua profissão religiosa, Maria Celeste é nomeada mestra de noviças. Esse cargo inflama seu zelo. Falando de si mesma, escreverá mais tarde:

                                           Sobrevém-lhe (a Maria Celeste) grande fome de ajudar o próximo a amar com fervor a Deus (R, p. 236).

   Mas logo o carmelo é fechado por ordem do bispo e para escapar aos desmandos da proprietária das terras. Foi preciso então procurar uma solução para permanecer fiel a sua consagração ao Senhor. É quando ela entra para as Visitandinas de Scala, a conselho do padre Falcoia. Nesse novo mosteiro, Deus irá revelar-lhe um tipo de vida religiosa que ele pretende propor, por meio dela, a homens e mulheres de seu tempo e de séculos futuros. Essa revelação se dará durante a ação de graças, depois da comunhão, um tempo forte, todos os dias, de sua espiritualidade.

   Em 1718, ao ser perguntada pela Priora do carmelo de Marigliano, Maria Celeste havia respondido: “Sim, agora!” Hoje, ela não somente aceita continuar a responder “sim” ao Senhor, mas se empenha  em um “sim” que será longo, difícil e doloroso como a paixão de Jesus, mas que lhe trará a felicidade e a paz de páscoa. Ela se empenha em fazer apelos aos homens e mulheres de seu tempo e de tempos vindouros para viverem o novo tipo de vida religiosa que o Senhor lhe revela na hora da eucaristia; apelo a fazer ver o Cristo em seu mistério pascal por meio de uma vida religiosa pessoal e comunitária; apelo a continuar dessa forma a a missão de Jesus Salvador no mundo todo e ao longo dos séculos.

E nós, hoje?

   Os primeiros momentos da oração de Maria Celeste destinavam-se a escutar Deus. Será que nós empregamos tempo em escutar Deus?

   Além disso, quando sentimos um chamado do Senhor, respondemos “sim”, prontamente, como Pedro ao abandonar suas redes e seu barco de pesca? “sim”, como Mateus deixando seu balcão de cobrador de impostos? “Sim, agora”, como Maria Celeste renunciando o conforto do palácio de seus pais?

   Compreendemos que Deus não exige êxito apostólico imediato, agora, mas fidelidade a seu amor, seja lá quanto isso custe?

   Mais: nosso “sim” é não apenas generoso, ardente, paciente, fiel, mas também um “sim” alegre, com cores de páscoa?

   Por fim, compreendemos que nosso “sim” ao Senhor não tem como meta primeira fazer-nos campeões em virtudes, mas nos dar, “uma grande fome de ajudar o próximo”, de partilhar nossa fé, nossa bondade, o amor que o Senhor nos dá, amor que descobrimos por meio de sua Palavra, seus sacramentos, principalmente a eucaristia?



Oremos com Maria Celeste

No dia de sua profissão religiosa, Maria Celeste confirmou seu “Sim, agora!” ao Senhor, cantando este canto que compusera certa ocasião:


Eis a hora tão esperada
Em que Deus me desposou.
Plenamente consolada,
Nele, que é meu amor,
Repousarei.

Sim, estou muito contente,
Saciou-se meu desejo;
Gozarei o meu Esposo
Por toda a eternidade.

Aqui estarei desejando
 Usufruir de meu amante,
Servi-lo, a ele satisfazer
E possuí-lo eternamente.

Irei, depois
Meu Bem-amado,
Ver-te lá em cima, no céu;
Lá, para sempre possuirei
Esse Esposo que me amou (L, cap. IX)



sábado, 20 de dezembro de 2014

ORAÇÃO REDENTORISTA


Ó meu Deus, Tu me chamastes e consagrastes em seu Filho, para
fazer com a minha vida, a vida de Cristo ressuscitado em Ti, o louvor de Jesus a Ti,
salvação dos homens em Jesus para Ti.
Com o novo sol nascente vou renovar essa consagração
sem reservas. Envie o Seu Espírito para me dar fé, amor, esperança,
para consumir hoje o que deve morrer em mim, e assim por Jesus
renovar em mim a sua ressurreição para a Igreja, para toda a humanidade.
Ó Jesus, me leve com você no altar como um louvor eucarístico para o
Pai; como o pão da vida na caridade fraterna neste Mosteiro e
em toda a Ordem Redentorista; pão da vida em abnegação,  oração e
luz pascal do seu rosto para a humanidade.
Maria, minha Mãe, com seu salvamento nunca deixará de ser
Mãe de Seu Jesus em mim. Amém.
(P. Domenico Capone C. Ss. R.)

quinta-feira, 23 de outubro de 2014

Uma mística para nossos dias

Continuando nossa série de espiritualidade Crostarosiana , damos sequencia aos escritos de Jean-Marie Ségalen

Uma mística para nossos dias


Maria Celeste é uma mística da eucaristia.  Uma mística para nossos dias. Os 250 anos de sua entrada no céu coincidiram com o ano de 2005, proclamado "Ano Eucarístico" por João Paulo II. Feliz coincidência!
Sua mensagem, com efeito, e sobretudo sua mensagem eucarística, não é reservada aos contemplativos: é dirigida a todos os cristãos. Por sua vida e seus escritos, Maria Celeste nos convida a descobrir, não novas receitas para a oração ou devoções particulares, mas Alguém, o próprio Jesus, que vem ao nosso encontro na eucarístia para nos falar, purificar de nossas faltas, comunicar sua vida, revelar seu amor, nos transformar e nos enviar ao mundo para continuar sua obra de Salvação.
Orar com Maria Celeste nos arrebata, pois para a contemplação e para a missão. com fé, com alegria, com fogo, o fogo do amor por Jesus, que lhe falava na intimidade de sua ação de graças após a comunhão:

"Eu vim trazer fogo à terra." Para que você se inflame, 
eu venho, neste dia, colocar em seu coração dois tipos
 de fogo, ou melhor, dois de seus efeitos, pois o fogo de minha caridade é um só.
O primeiro é a transformação de sua vida em meu Ser...Como eu, trabalhei unicamente para a glória 
de meu Pai e assim viverá de minha vida, e eu 
viverei na sua.
O segundo efeito desse fogo é o zelo pela salvação 
das almas: você brilhará para o bem e utilidade delas;
 você me dará assim grande prazer e me mostrará um 
amor autêntico (ES, Dixième Jour)



Jovem você já pensou no futuro em seu futuro? Em meio a tantas propostas apresentadas, oferecemos a você nosso estilo de vida, Ser memória Viva do Redentor!
Que tal?
Entre em contato: mosteiroredentorista@ig.com.br




Versão em Espanhol!


Una mística de nuestros días 


María Celeste es una mística de la Eucaristía. Un místico de nuestros días. El 250 aniversario de su entrada en el cielo coincidió con el año 2005, proclamado "Año de la Eucaristía" por Juan Pablo II. Feliz coincidencia! 
Su mensaje, en realidad, y sobre todo su mensaje eucarística no está reservado para los ascetas: Se dirige a todos los cristianos. Por su vida y sus escritos, Maria Celeste le invita a descubrir, no hay nuevas recetas para la oración o devociones privadas, pero alguien, el mismo Jesús, que viene a nosotros en la Eucaristía para decirnos, purificar nuestras faltas, comunicar su vida revelar su amor, nos transforma y nos envía al mundo para continuar su obra de salvación. 
Orar con María Celeste nos arrebata, por tanto, para la contemplación y la misión. con fe, con alegría, con el fuego, el fuego del amor de Jesús, que habló con él en la intimidad de su acción de gracias después de la Comunión: 

"He venido a traer fuego sobre la tierra." Para que usted pueda encender, 
Vengo este día, puesto en su corazón dos tipos 
  fuego, o más bien dos de su efecto, por el fuego de mi caridad es uno. 
El primero es la transformación de su vida en mi ser ... A medida que trabajaba exclusivamente para la gloria 
mi Padre, y así va a vivir mi vida, y yo 
vivir en la suya. 
El segundo efecto de este fuego es el celo por la salvación 
de las almas: que brille para siempre y su utilidad; 
  usted me da tan gran placer y me muestre un 
amor auténtico (ES, Dixième Jour) 




Joven que nunca creyó en el futuro en su futuro? En medio de todas estas propuestas, le ofrecemos nuestro estilo de vida, la memoria Viva Siendo el Redentor! 
¿Qué tal? 
Contacto: mosteiroredentorista@ig.com.br


quinta-feira, 16 de outubro de 2014

Festa de São Geraldo Magela


Compartilhamos varias imagens do pequeno grande Santo, que fez da sua vida uma oferenda agradavel a Deus e aos irmãos e irmãs!

















Festa de São Geraldo Majella



Hoje comemoramos enquanto Ordem e Congregação a festa de um Grande-Pequeno Santo, porque? Ele soube fazer de sua pequena Vida Religiosa um Grande testemunho de vida para todos os seus irmãos e irmãs! Além de ser um grande testemunho para nós, ele ajudou bastante a Ordem na dimensão vocacional, enviando-nos diversas candidatas para nossa comunidade, Oxalá muitos jovens espelhem-se nele no exemplo de vida simples e dedicada ao Serviço do Reino.










Aqui temos uma de suas cartas enviada a venerável Maria Celeste, sua grande amiga!




Viva o Espírito Santo


Minha Celeste,

desagrada-me não poder escrever-lhe mais longamente, devido à pressa que tenho, pois tenho que sair e estão me esperando na Igreja. Seja sempre feita a vontade divina!
Querida irmã, lembrei-me de que V. Revma. queria um livrinho de cânticos, desde o ano passado; mas, porque não tive oportunidade, não lho enviei: esperei a ocasião. Agora que me acho em Nápoles, lembrei-me de novo. Desde agora, ei-lo, lho envio. Cante na sua cela para que se faça uma grande santa e reze sempre a Deus por mim.

Os senhores seus irmãos a saúdam e estão bem. Saudações à minha priora, a Maria de Jesus, Madalena, Batista, Teresa do Amor Divino, Josefa, à sua irmã, e a todas as outras minhas irmãs; e aqui fico, fazendo-lhes humilde revência.

De V. Revma.

Indigmo. servo e irmão em Jesus Cristo,
Geraldo Magela, do Santíssimo Redentor

sábado, 11 de outubro de 2014

Santo Efrem


O claustro que o cerca
é a paz que tudo envolve.
Sua fortaleza, seu baluarte
a concórdia que tudo reconcilia.
Um querubim o guarda:
sorridente para os de dentro,
ameaçante para os de fora,
que estão na condenação.
Sobre esse Paraíso, puro e santo,
tudo que pudesse dizer
seria espiritual e sutil.
(Hino sobre o Paraíso)





sábado, 4 de outubro de 2014

Uma mística da Eucarístia no século XVIII


 Maria Celeste é uma mística do século XVIII, o século das Luzes e da Razão, caracterizado pela rejeição a todo misticismo. Numa época em que as mulheres pouco valem na sociedade, e mesmo na Igreja, Maria Celeste é uma mulher forte, perseverante, enérgica, decidida.
Sabe dizer sempre "sim" a Deus. E quando necessário sabe dizer "não" aos homens, inclusive aos homens da Igreja.

   Seus Escritos não são muitos e são poucos conhecidos. Certamente ela aprendeu a ler em sua juventude, mas jamais aprendeu escrever, como, aliás, muitas jovens de seu tempo. Isso, entretanto, não a impede de escrever a pedido de seu confessor, de seu diretor espiritual e, sobretudo, a mando do próprio Senhor:


 Bem- amada de meu Coração, escreva a meu respeito; o que eu lhe comuniquei em segredo, diga-o publicamente,  pois é vontade minha que publique todas as verdades recebidas de minha Sabedoria, como também as revelações  sobre minha Encarnação e a grandeza das obras que fiz, quando assumi a natureza humana.
 (Pe. João Batista Leite-Autobiografia)


   Maria Celeste não escreveu para ser editada, ao contrário de seu amigo Afonso, que considerava seus livros como instrumentos de evangelização. A isso ele havia sido encorajado pelo bem-aventurado Janúario Sarnelli, seu companheiro de apostolado, que, com humor, gostava de dize: "Com meus livros, eu pregarei até os confins do mundo."

   São mais modestas as ambições de Maria Celeste. apenas quer colaborar com o esforço de esclarecer a respeito de sua vida espiritual e da fundação do novo Instituto, para a qual, desde 1725, o Senhor a convoca. Erros de ortografia e pontuação, bem como termos do dialeto napolitano, são abundantes em sua pena. simplesmente conta o que se passa entre ela e seu "Amigo bem-amado", o Senhor Jesus. Ela fala "com o arrebatamento de uma mística e se inflama como um vulcão, cuja lava incandescente se solidificou na massa de um dialeto napolitano do século XVIII, sob a pena de uma mulher que praticamente não estudara e para quem o único livro, parece, era a Bíblia. Mas que fez descobertas surpeendentes, para a época, no oceano mais profundo da Palavra de Deus" (Marie-Christine, O.Ss.R., Ma vie c´est le Christ, les écrits de Mère Marie Celeste Crostarosa, Landser, p. 2).

   Os escritos de Maria Celeste revelam uma espiritualidade simplesmente espantosa sobre a eucaristia. Como outros contemplativos, ela sabe mais sobre esse místerio que célebres teólogos. Ela é bem consciente de que cada comunhão não é somente um encontro com o Cristo, mas uma união transformadora, a um tempo dolorosa e feliz: sem deixar de ser ela mesma, ela se torna "corpo de Cristo" e pode dizer com Paulo: "Cristo vive em mim" (Gl 2, 20).



   Narrando sua vida espiritual, Maria Celeste ilumina a nossa. Não com sábias definições, mas com imagens. Belíssimas! Que evocam o mistério, especialmente os mistérios trinitário e eucarístico. Imagens que convidam à viagem da fé cristã.

   Entretanto, não se pode tomar ao pé da letra todas as suas declarações a respeito de visões ou mensagens: nada disso poderia ser filmado por uma câmera oculta ou gravado em fita magnética. Na verdade, não se trata de audições concretas ou de visões físicas, e sim- ela mesma o afirma- de intuições místicas, bem reais, todavia, que a deslumbram. Com sinceridade e humildemente, ela tenta prestar contas disso com palavras do dia-a-dia e imagens próprias suas. Revela-nos assim seu diálogo interior com Cristo, especialmente na hora da comunhão diária.  

   Consequentemente, Maria Celeste não escreve palavra por palavra, como se copiasse um ditado do Senhor, mas procura, com humildade e com amor, traduzir em sua linguagem de mulher aquilo que o Senhor lhe revela. Ela ouve, depois escreve. E isso é extraordinário, porque Maria Celeste não é uma teóloga, mas uma napolitana de coração ardente. Amante do Cristo desde a infância, ela nos faz confidências sobre seu amor apaixonado pelo Senhor. Há, sob sua pena, não menos de noventa vezes, a expressão "a ternura de Deus", e mais de 550 vezes a palavra "amor".

(Orar 15 dias com Maria Celeste)




(Próximo tema: Uma mística para nossos dias, NÃO PERCAM!)

O três de outubro de 1731

   Enquanto numa tarde a religiosa que havia recebido a nova Regra, se encontrava no refeitório, e era Vigília de São Francisco, 3 de outubro do ano 1731, o Senhor atraiu a si o espírito da Religiosa, e se lhe mostrou Nosso Senhor Jesus Cristo junto com o seráfico Pai São Francisco na luz da glória, e o Padre D. Afonso de Liguori estava aí presente. Então o Senhor disse à Religiosa: Esta alma é escolhida para chefe deste meu Instituto, ele será o primeiro superior na congregação dos homens. E a religiosa viu em Deus esta Obra já feita e como efetuada. Ficou sua alma cheia de jubilo sem poder tomar outro alimento corporal, suspensa por uma alegria interior, e lhe restou a companhia daquele Santo Patriarca que com apareceu transformado em Nosso Senhor Jesus Cristo. E Isto durou, enquanto durou a mesa. (...) 
   Passou adiante sem querer acreditar nisso. Na manhã seguinte, dia do Santo Patriarca, de quem a Religiosa era muito devota, foi ela comungar, completamente esquecida de quanto lhe acontecera na tarde anterior. Foi de Novo surpreendida a sua alma pela clareza e luz do Senhor, e entendeu que devia escrever na formula do Instituto aquelas palavras que estão no Evangelho, que dizem: Ide e pregai a toda criatura que se aproxima o Reino dos Céus, (...)
Fez a Religiosa uma relação ao Padre Espiritual de tudo aquilo de que o Senhor a fizera sentir a respeito da nova Congregação dos homens, e todas as outras coisas que lhe tinham sido reveladas.
(Autobiografia p. 92)

terça-feira, 23 de setembro de 2014

Espiritualidade Crostarosiana




Irmã Maria Celeste Crostarosa é pouco conhecida. Entretanto, ela foi amiga de dois grandes santos venerados no mundo inteiro: Afonso Maria de Ligório, doutor da Igreja, fundador da Congregação do Santíssimo Redentor, e do irmão redentorista, patrono das gestantes, Geraldo Magela.



A fundadora de um Instituto religioso

   Maria Celeste não queria ser chamada com o título de "fundadora". Para ela, não havia se- não um verdadeiro fundador da Ordem das Monjas do Santíssimo Redentor, como também da Congregação dos Missionários do Santíssimo Redentor. Um só: Jesus Salvador. Ela fala muitas vezes a esse respeito, sem deixar dúvidas.

O Senhor Jesus lhe disse que, nesta regra, não se deveria dar a ninguém o título de fundadora, mas que ele é quem devia ser a pedra fundamental da Ordem. As sementes evangélicas da divina palavra lhe seriam a argamassa, o coração da religiosa, o chão desse edifício, e, seu divino Pai, o construtor (M, 5).
    Maria Celeste, no entanto, trabalhou para a fundação dessa ordem de Monjas e, junto com Afonso, para a fundação da Congregação dos Missionários do Santíssimo Redentor. E trabalhou, com o Senhor, corajosa e dolorosamente, e com muita eficiência. Mas bem conciênte de que era o Senhor seu principal artesão. De sua parte, envida todos os esforços para organizar a Ordem das Monjas, com a decisiva ajuda de Afonso e o apoio de Dom Tomás Falcoia. além disso, é ela a inspiradora da fundação da Congregação dos Missionários do Santíssimo Redentor, ramo masculino desse novo Instituto, do qual o organizador será Afonso. Mas é sempre o próprio Jesus o fundador primeiro, cioso por salvar as almas mais abandonadas.
     É, pois, com essas nuances que empregamos aqui a palavra "fundadora", ao qualificar o trabalho de Maria Celeste. O Senhor a havia preparado para essa tarefa, dando-lhe oportunidade de viver primeiro como carmelita, na escola de Teresa d'Ávila; depois como Visitandina,na escola de Francisco de Sales; e, por fim, como Dominicana, em Pareti. Mas sempre, desde a primeira infância, sua vida se pautou pelo Evangelho, na escola de Jesus, que a instruía principalmente na hora da comunhão diária.

(Orar 15 dias com Maria Celeste Crostarosa)

(Próximo tema: Uma mística da Eucarístia no século XVIII, NÃO PERCAM)

quinta-feira, 18 de setembro de 2014

Espiritualidade Crostarosiana!




Momento de refletirmos sobre a espiritualidade de Maria Celeste, como ela faz da sua vida uma perfeita oblação ao Senhor por meio dos votos!











Oremos Com maria Celeste

No dia de sua profissão religiosa, Maria Celeste confirmou seu "Sim, agora!" ao Senhor, cantando este canto que compusera certa ocasião:

Eis a hora tão esperada
em que Deus me desposou.
Plenamente consolada,
nele, que é meu amor, repousarei.

Sim, estou muito contente,
saciouse meu desejo;
gazarei o meu Esposo
por toda a eternidade.

Aqui estarei desejando
usufruir de meu amante,
servi-lo, a ele satisfazer
e possuí-lo eternamente.

Irei, depois,
meu Bem-amado,
ver-te lá em cima, no céu;
lá, para sempre possuirei
esse Esposo que me amou.

(retirado do livro: Orar 15 dias com Maria Celeste Crostarosa)

domingo, 14 de setembro de 2014

Nascimento de Maria Celeste aos Céus



Na festa da exaltação da Santa Cruz, nossa ordem celebra a festa de nossa fundadora Maria Celeste Crostarosa. Motivo de festa por lembrar daquela que foi muito mais do que uma simples fundadora, mas sim Mãe. Mãe de nossa ordem e mãe dos missionários Redentoristas, aqueles a quem ela muito os amava.


Um pouco de espiritualidade
 

(...) No dia 14 de setembro de 1755, na festa da exaltação da Santa Cruz, nada fazia prever a proximidade de sua morte. No entanto, lá pelo meio do dia, ela sente suas forças declinarem estranhamente. Pede que chamem um padre.(...) Ela recebe então a unção dos enfermos e a eucarístia como viático, isto é, como o diz a palavra, como alimento para sua ultima viagem. Pede em seguida que o padre leia em voz alta a paixão de Jesus segundo o evangelho de João. Em silêncio, ela escuta a palavra do Crucificado: "Tudo está consumado! E inclinando a cabeça, entregou o espírito (Jo 19, 30)" Nesse momento, Maria Celeste, unida ao sacrifício pascal de seu amigo, inclina a cabeça e dá o último suspiro. era por volta das três da tarde. Uma sexta- feira.

Um misterioso perfume, um perfume de rosas, tomou conta do quarto da morta. Era como que sua assinatura: "Crosta-Rosa", rosa de fogo! Era também uma mensagem. A última: o evangelho da rosa. Esse era o  evangelho que Gandhi gostava de apresentar desta maneira: "Deixai, pois, vossa vida nos falar. A rosa absolutamente não fala, ela se contenta em espargir seu perfume. E, então, mesmo o cego, sem ver a rosa, sente seu perfume. É este todo o segredo do evangelho da rosa".
Este é também o evangelho de maria Celeste: sua vida e sua morte nos fazem ver, como por uma transparência, a vida e a morte de Jesus, a quem ela tanto amou. 
Nessa mesma hora, em Materdomini, a uma centena de quilômetros dali, seu amigo Geraldo, muito doente- ele morrerá no mês seguinte-, exclama diante do irmão Estevão Sperduto, enfermeiro que o assistia: "Meu irmão, hoje Maria Celeste Voou para o Céu, para receber a recompensa de seu grande amor por Jesus e por Maria". Um santo, Geraldo Majela, acabava de "canonizar", por assim dizer, aquela a quem, já havia anos o povo chamava "A santa priora". É por isso que,  nos dias que seguiram à sua morte, o povo de Foggia e dos arredores fazia vigília em torno de seu caixão, repetindo com tristeza: "A santa priora morreu! A santa priora morreu!"                               (Orar 15 dias com Maria Celeste)

Oremos:

Em vós (Jesus)
Deus Pai me deu vida.
Por vossa morte, ele me deu vida.
Ó morte preciosíssima, 
que me ressuscitou para a vida!
Sim, meu Amor, Verbo bem-amado de Deus,
Vós dais assim a vida àqueles a quem quereis fazer viver.
Mas Deus Pai não vos ressuscitou
antes que houvésseis padecido
vossa dolorisíma morte.
Da mesma forma, vós não realizais na alma
essa preciosa ressurreição,
se a alma não começa por morrer, ao longo 
de toda a vida,
em seus sentimentos interiores e exteriores, 
na vossa morte,
para daí ressuscitar para uma vida nova de 
Amor,
em vós, o verbo de Deus
vida de todas as coisas (exercice d' amour pour chaque jour, 4 avril).


Venerável Maria Celeste Crostarosa, rogai por nós!

terça-feira, 9 de setembro de 2014

5º dia da novena

Vinde ó Deus em meu auxilio, socorrei-me sem demora.
Glória ao Pai e ao filho e ao Espírito Santo, como era no principio agora e sempre amém!



"Ele disse-lhes uma parábola sobre o fato de que eles deviam orar sempre e nunca esmorecer" (Lc 18,1 )

Maria Celeste:
Na oração ... foge para um abrigo seguro sob as asas de Deus, onde ele se esconde no ato total de devoção, sacrifício e dependência Dele ... Nele coloca todas as suas esperanças, escondendo toda a sua miséria, descansando nEle em todas as suas cruzes , Nele é feita todos os seus desejos, permanecendo Nele estão satisfeitos com cada um de sua paixão, aflição ou desprezo ... Então o coração é privado de todos os medos, pela certeza de que abunda na alma. Apenas um olhar para a alma o amor de Deus se apresenta a ele, todas as necessidades de seu vizinho, e cada desejo, que deve se reunir com ...
Reflexão sucinta:
De que fonte flui almejada por cada uma das pessoas de confiança e liberdade de coração? Para Maria Celeste é sempre uma fonte - Jesus, a nossa certeza, a nossa liberdade, a nossa sala. E, mais especificamente, todos os bens que experimentamos através de um encontro pessoal com Ele em oração.
É então que podemos realmente conhecer a Deus; não mais a nossa mente limitada, mas o coração regozija que Deus concede uma capacidade única de conhecer; superando nossas capacidades humanas, porque sendo um puro dom de Deus, mas ao mesmo tempo muito simples - intuição alguém que ama e cujo amado. Parece-nos, em seguida, a verdadeira imagem de Deus.
No final recitar a oração pela beatificação de Maria Celeste, 3 x Glória ao Pai e uma Ave-Maria.
Oração pela Beatificação
Maria Celeste Crostarosa (1696-1755) -
Fundadora da Ordem do Santíssimo Redentor
Santíssima Trindade,
Eu te amo do fundo do meu nada
e obrigado pelos dons e privilégios
concedida a tua serva
Irmã Maria Celeste.
Por favor, você logo se viu que desejam exaltar seu
também aqui na terra,
porque por sua intercessão
Peço-lhe por misericórdia,
Espero que com humildade
da misericórdia de seu pai.
Amen.

segunda-feira, 8 de setembro de 2014

4º dia de nossa novena em preparção para a festa da Venerável Maria Celeste



Vinde ó Deus em meu auxilio, socorrei-me sem demora.
Glória ao Pai e ao filho e ao Espírito Santo, como era no principio agora e sempre amém!



"Vós sereis meus amigos, se fizerdes o que eu vos prescrevo" (João 15, 14)



Jesus a Maria Celeste:

"Enquanto você é o nosso grande Deus, dono absoluto de suas pobres criaturas, não há querido restringir a liberdade do homem, para que todos nós entendêssemos que Você não necessita de nada"(Diálogo 7)



Reflexão

Não somente fazer a vontade de Deus, mas o seu desejo com todo o coração. Dê disposição à Deus com simplicidade e prontidão. Quanto mais confiança, mas o espírito santo agirá em nós!


Oração de Beatificação


"Ó meu amado, ajuda-me a dar à tua presença divina, louvor infinito, e ação de graças que não terá fim com minha vida. Possa minha morte somente aumentar o meu louvor e ação de graças.
Com tua presença, ó Espírito do Pai e do Filho, não temos nenhuma dor neste mundo, apenas meus pecados, e te peço, purifica-os no amor.
Espírito de Deus, como és belo! Sopra em minha alma a chama do teu fogo. Dize-me, minha Alegria, o que desejas que eu faça a cada momento; desejo ser tua alegria. Dirige meu coração, desejo somente fazer a tua vontade. Para que Tu somente sejas glorificado em todas as coisas. Amém!"
No final rezar 3 Glórias ao Pai.

3º dia da Novena

oração:

"Ó Espírito Santo, Divino Amor do Pai e do Filho, que transformastes a alma da Venerável Maria Celeste Crostarosa num instrumento poderoso nas mãos do amor redentor para a salvação e santificação de inumeráveis almas, fazendo-a mensageira do apostolado de missionários devotados às almas mais abandonadas, dignai-vos também esclarecer e santificar a nossa vida pela palavra divina e concedei-nos a graça....., que, cheios de confiança, esperamos alcançar por intercessão da Venerável, e glorifica-la  aqui na terra como já a glorificastes entre os bem-aventurados no céu."

3 Glórias ao Pai....

sábado, 6 de setembro de 2014

2º Dia da Novena

Oração:

"Ó dulcíssimo Jesus, filho Eterno do Pai, que fizestes do coração da venerável Maria Celeste Crostarosa um holocausto perfeito do amor redentor, associando-a à vossa Paixão dolorosa nos opróbrios, perseguições e sofrimentos de sua vida, para elevá-la à maternidade das almas que com o seu zelo e o fogo do seu amor conquistaria para Vós, dignai-vos também fazer-nos do numero dos eleitos e concedei-nos a graça....que humildemente vos suplicamos pelos merecimentos da venerável, e glorificai-a aqui na terra como já a glorificastes entre os bem-aventurados no céu.  "

sexta-feira, 5 de setembro de 2014

Novena


Novena 

Em honra da venerável Maria Celeste Crostarosa



1º Dia


"Ó Deus, Pai celestial que manifestastes soberanamente na vida da venerável Maria Celeste Crostarosa, tantos prodígios de misericórdia e de bondade do amor Redentor para a salvação das almas fazendo-a cooperadora de uma norma de vida semelhante a de Vosso Divino filho, pela imitação e reprodução das divinas virtudes e dos exemplos que Jesus nos deu na sua vida sobre a terra, dignai-vos também fazer-nos participantes dos frutos e merecimentos desta vida divina, concedei-nos a graça.... que com a mais viva fé vos suplicamos por intercessão da venerável, e glorificai-a aqui na terra como já a glorificastes entre os bem-aventurados no céu."

3 gloria ao Pai...

segunda-feira, 25 de agosto de 2014

Festa do Beato Domingos etódio

No dia 24 de abril de 2001, na presença do Santo Padre, foi promulgado o Decreto de Martírio de cinco Redentoristas, sendo quatro ucranianos e um tcheco. 
O tcheco, Beato Domingos Metódio Trcka, nasceu no dia 6 de julho de 1886 em rydlant nad Ostravici, Morávia, hoje parte da República Tcheca. Em 1902 ele entrou para os Redentoristas e começou o noviciado em 1903
Fez sua profissão religiosa no dia 25 de agosto de 1904. Após completar seus estudos, foi ordenado sacerdote em Praga no dia 17 de julho de 1910. 
Nos primeiros anos de sacerdócio, trabalhou nas missões paroquiais. Em 1919 foi enviado para trabalhar com os católicos gregos, na região de Halic, na Galícia e posteriormente para Eparchy de Presov, na Eslováquia, onde desenvolveu uma atividade missionária muito intensa. Em março de 1935 foi apontado pela Congregação das Igrejas Orientais para ser Visitador Apostólico aos Monges basilianos em Presov e em Uzhorod. Quando a Vice-Província de Michalovce foi fundada, o Pe. Trecka foi apontado primeiro Vice-Provincial no dia 23 de março de 1946. Começou a trabalhar zelosamente para fundar novas casas e formar novos jovens redentoristas.
Na noite do dia 13 de abril de 1950, o governo checo suprimiu todas as comunidades religiosas. Após um julgamento sumário, Pe. Trecka foi condenado a 12 anos de prisão, durante os quais foi submetido a longos interrogatórios e a torturas. Em 1958 foi transferido para a prisão de Leopoldov. Nesse meio tempo, passou a sofrer de pneumonia, contraída no confinamento solitário, imposto a ele por ter cantado na prisão um hino de Natal. Morreu no dia 23 de março de 1959.
Foi enterrado no cemitério da prisão, mas após a liberação da Igreja Católica Grega, seus restos mortais foram trasladados para o túmulo redentorista no cemitério de Michalovce, no dia 17 de outubro de 1969. O Papa João Paulo II proclamou Beato Domingos Metódio no dia 4 de novembro de 2001.
fonte: a12.com

segunda-feira, 11 de agosto de 2014

Mês vocacional, Ano da promoção vocacional Redentorista




Jovem! Estamos no mês vocacional, você já meditou e rezou qual é sua missão na Igreja? Nos te propomos uma vida cheia do amor de Deus, como Irmã Redentorista. Nossa comunidade busca ser no coração da Igreja um memorial Vivo de Jesus Redentor, nosso Deus de amor.

Venha fazer parte de nossa família!

Somos uma comunidade Viva Memória de Jesus
Nossa espiritualidade é muito comunitária: A caridade é a primeira regra de vida. Juntas buscamos viver o Evangelho com radicalidade, agradecendo ao Senhor o dom de ter irmãs com quem partilhar a vida e a caminhada de fé. 







                                                                                                 A comunidade deve ser:
Viva Memoria, sinal claro e irradiante do amor de Deus;
Sinal profético da salvação, especialmente aos mais pobres;
Igreja em seu sentido mais pleno.












Entre em contato: mosteiroredentorista@ig.com.br