Cidade do Vaticano (RV) - Rezar a Deus pelas vocações, para que envie sacerdotes e religiosas com o coração só para Ele, livres da idolatria, da vaidade do poder e do dinheiro: é a exortação feita pelo Papa Francisco na manhã desta segunda-feira na missa na Casa Santa Marta.
O Evangelho do homem rico que se lança de joelhos diante de Jesus para pedir-lhe o que deveria fazer para herdar a vida eterna, foi o foco da homilia do Papa Francisco. Este homem - disse o Santo Padre – “tinha um grande desejo de ouvir as palavras de Jesus”: era “um homem bom, porque desde a sua juventude tinha observado os mandamentos. Um homem bom”, portanto, “mas isso não era suficiente para ele: queria mais. O Espírito Santo o impulsionava”. Jesus olha para ele com amor e lhe faz a proposta: “Venda tudo e vem comigo pregar o Evangelho”. Mas ele, ouvindo estas palavras, “fechou a cara e foi embora triste”, porque possuía muitos bens:
“O seu coração inquieto, por causa do Espírito Santo que lhe impulsionava a chegar perto de Jesus e a segui-lo, era um coração cheio, e ele não teve a coragem de esvaziá-lo. E ele fez a escolha: o dinheiro. O coração cheio de dinheiro... Mas não era um ladrão, um criminoso, não, não! Ele era um homem bom: nunca roubou, nunca! Nunca enganou: era dinheiro honesto. Mas seu coração estava preso ali, estava ligado ao dinheiro e não tinha a liberdade de escolher. O dinheiro escolheu por ele”.
“Quantos jovens - continuou o Papa Francisco - sentem em seus corações este chamado para se aproximar de Jesus, e ficam entusiasmados”, “não têm vergonha de se ajoelharem” diante d’Ele, para dar uma demonstração pública de sua fé em Jesus Cristo” e “desejam segui-lo? Mas quando eles têm o coração cheio de outras coisas e não são muito corajosos para esvaziá-lo, voltam para traz, e a alegria se torna tristeza”. Ainda hoje existem muitos jovens que têm vocação, mas às vezes há algo “que os impede”:
“Devemos rezar para que o coração destes jovens possa se esvaziar, se esvaziar de outros interesses, de outros amores, para que o coração se torne livre. E esta é a oração pelas vocações”: “Senhor, envie-nos religiosas, envie-nos sacerdotes, defenda-os da idolatria, da idolatria da vaidade, da idolatria do orgulho, da idolatria do poder, da idolatria do dinheiro. E a nossa oração é para preparar esses corações para poder seguir de perto a Jesus”.
O homem deste Evangelho - afirmou o Papa - é “tão bom, mas também muito infeliz”. Hoje há tantos jovens assim. Por isso, precisamos elevar a Deus uma oração intensa:
“É a oração: “Ajudai, Senhor, esses jovens, para que eles sejam livres e não sejam escravos, para que tenham o coração só para Vós, e assim o chamado do Senhor possa chegar e possa dar frutos. E esta é a oração pelas vocações. Devemos fazer muitas: rezar. Mas, sempre estar atentos: existem vocações. Devemos ajudar para que cresçam, para que o Senhor possa entrar naqueles corações e dar esta alegria indizível e cheia de glória que tem cada pessoa que segue de perto a Jesus”. (SP)
Texto proveniente da página http://pt.radiovaticana.va/news/2014/03/03/francisco:_rezar_a_deus_pelas_voca%C3%A7%C3%B5es,_para_que_envie_sacerdotes_e/bra-778061
do site da Rádio Vaticano
terça-feira, 4 de março de 2014
domingo, 2 de março de 2014
“Reinventar-se a partir do pó”

“Lembra-te, ó homem, que és pó e ao pó hás de voltar” (Gn 3,19). A advertência que, na Quarta-Feira de Cinzas, chama a atenção do ser humano para sua finitude e provisoriedade, por outro lado, apresenta-se como uma porta aberta para a criatividade de quem abre o próprio coração para “reinvertar-se”. Já dizia a poetisa Cecília Meireles: “A vida só é possível reinventada”.
O crente do Antigo Testamento derramava sobre a cabeça um punhado de cinzas para se recordar o quanto era insignificante diante da grandeza de Deus! Sem abandonar por nenhum instante seus atributos grandiosos, Deus se dispôs a fazer-se um de nós no espaço e no tempo: Jesus Cristo, embora sendo em tudo semelhante a Deus, não se apegou a esta condição e se fez Grão de Trigo que, triturado no flagelo da cruz, tornou-se farinha, pó, pão, Pão da vida… Jesus é a presença encarnada de um Deus criativo, que nos chama à mesma criatividade na reinvenção. De uma situação totalmente desfavorável, da aniquilação total em todos os níveis, Jesus se reinventa e, Ressuscitado, eterniza sua presença entre os seus e os convida à mesma dinâmica: reinventar-se significa converter-se, buscar o melhor de si mesmo, com humildade e comprometimento.
Se o pó remete a situações de morte e abandono, também pode ser sinal da doação de muitos elementos que se unem em favor da vida. Basta lembrar-se da sagrada multimistura distribuída em todo o Brasil pela Pastoral da Criança e que vem salvando milhões de vidas infantis das doenças provenientes da desnutrição. Pó da vida. Cada um daqueles ingredientes se doa totalmente, se mói, se destrói para dar origem à mistura da vida e da salvação. É assim que o cristão é chamado a se portar: morrer para si, para o próprio egoísmo, para os interesses superficiais com o objetivo de se integrar a esta grande mistura (comunhão) de vida que é o Reino de Deus.
Que as cinzas recebidas nesta Quarta-Feira sejam sinal deste compromisso em tentarmos ser diferentes, sempre para melhor, sem medo ou qualquer espécie de tristeza por sermos tão pequenos e precários, pois mesmo assim Deus nos ama incondicionalmente. Revistamo-nos do pó que realmente somos, sem lamúria ou complexo de inferioridade, dando graças e louvores a Deus por Ele, mais uma vez, nos convidar a este esforço de conversão.
Frei Gustavo Medella (http://www.franciscanos.org.br/?p=53319)
quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014
Nossas irmãs pelo mundo-Série 1
Irmãs de S. Restituit!
Irmãs de Kiri
Irmãs de Scala
Irmãs de Kezmaroke
E você jovem, não que fazer parte desse time?
Você pode salvar vida pelo poder da oração!
Seja uma:
MONJA REDENTORISTA!
Com você nosso time fica mais forte.
Entre em contato:
terça-feira, 25 de fevereiro de 2014
Por uma cultura vocacional!
Nos unimos aos nossos irmãos Redentoristas que a pedido de nosso superior geral, pede para que vivamos um ano dedicado a vocação missionária Redentorista. E vamos um pouco mais longe, nos unimos a ele por um ano dedicado a cultura vocacional missionária, contemplativa Redentorista!
Para que os jovens de suas frentes de trabalho e de nossa comunidade eclesial monástica, vivam com intensidade a espiritualidade herdada por nosso pai e mãe fundadores:
Afonso e Celeste.
Rezemos pois, para que muitos jovens sintam o desejo de se doarem totalmente a serviço do evangelho, como continuadores e "imitadores" do Santíssimo Redentor!
Jovem? Você já pensou em ser todo de Deus?
Venha ser irmão, irmã e padre Redentorista a Serviço da boa Nova!
(irmãs OSsR e padres CSsR (prov. Rio de Janeiro))
"Como é bom os irmãos viverem juntos"
(mosteiro Santo Afonso-Dublim)
Acessem:
segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014
Descobrindo a vocação!
Diálogo 7
Procuramos viver a fraternidade deixada por Jesus Redentor! Amando cada irmã e cada irmão que nos procuram para se encontrarem com o Santíssimo Redentor!
Jovem! Você quer ser uma monja Redentorista? Nos procure, venha ser uma memória viva do Redentor!
quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014
Meditando com a venerável Celeste, nossa mãe fundadora
No coração dos viventes produzes uma semente semelhante a tua: Tu és o trigo fecundo que, morto na terra não ficastes só, mas que frutificastes para a vida eterna.
(Diálogo 5- pág. 74)
Como Redentoristas dedicamos nossas vidas a contemplação e ao trabalho!
Jovem! Já pensou em florir o jardinzinho de nosso Divino Esposo? Não hesite junte-se a nós e venha oferecer Rosas ao nosso Redentor!
segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014
Dom João fala sobre o Ano da Vida Consagrada
Em contexto com as celebrações pelos 50 anos do Concílio Vaticano II o Papa Francisco dedicou o ano de 2015 à vida consagrada. Aproveitando a vinda de Dom João Braz de Aviz, ao Brasil, os jornais O São Paulo, do estado de São Paulo e Testemunho de Fé, da Arquidiocese de São Sebastião, no Rio de Janeiro, fizeram uma entrevista para saber mais a respeito das comemorações para este ano dedicado aos consagrados.
Dom João falou da importância de se ter um ano inteiro dedicado à vida consagrada. Comentou também que um dos objetivos é fazer com que os consagrados olhem para o futuro com esperança, desapegando dos pecados e deixando os erros do passado para trás.
Por fim Dom João falou sobre os anseios e desafios da vida religiosa nos dias de hoje. “Temos que recuperar profundamente a vida fraterna, a vida de família dentro das congregações e das ordens. Por que se você está numa casa e não se sente bem nela, você vai para a rua. O jovem também faz isso. Nós temos que recuperar esse senso da fraternidade, onde você está com o outro e sente alegria, não desconfia, onde você quer o bem do outro e se deixa modificar pelo outro.”
Segundo o Cardeal que é prefeito da Congregação para os Institutos de Vida Consagrada e as Sociedades de Vida Apostólica, atualmente são aproximadamente um milhão e meio de religiosos e religiosas espalhados em cerca de dois mil institutos, ordens, congregações ou institutos de apostolados leigos no mundo.
Por Kamila Aleixo
O SÃO PAULO: Por que um ano voltado à vida consagrada?
Dom João Braz: O Papa Francisco sente que, neste momento, a vida consagrada precisa olhar para o passado com grande gratidão. Não vamos ficar só chorando pelos pecados. Tem muita coisa de erro, sim, mas também há muita tentativa de desmoralizar a Igreja. Vamos olhar para o passado agradecendo a Deus por tudo de bom e vamos rever o que está errado sem medo.
Depois, queremos olhar para o futuro com esperança. Não dizer “Ah, está tudo morrendo mesmo, não tem mais jeito”. E viver o presente com paixão. Esse é grande programa para o Ano da Vida Consagrada. O Papa tem um grande amor pela vida religiosa.
Quais ações estão previstas para marcar o ano da Vida Consagrada?
Estamos preparando a assembleia plenária da nossa Congregação para os Institutos de Vida Consagrada para outubro ou novembro de 2015. Também queremos realizar um encontro de superiores gerais em Roma. Prevemos, ainda, um encontro de pessoas que estão no âmbito da formação nos vários institutos, e queremos realizar, também, encontros por vocações e algo específico para vida contemplativa, como uma corrente de oração.
Essas são as primeiras perspectivas... O Papa também nos pediu para renovar os documentos fundamentais que falam da vida consagrada. Por exemplo, o documento que fala da relação entre bispos e religiosos, nós temos que rever, pois está desatualizado. O documento que fala da vida contemplativa dos monges e das monjas também tem que ser revisto, pois o que temos agora é de 1950.
Além disso, estamos para publicar um documento sobre os chamados “irmãos”, ou seja, aqueles que são consagrados e não se tornam padres, para revalorizar essa vocação como ela é. É uma vocação muito grande e ela foi deixada um pouco na sombra. Já estamos com o documento quase pronto. E, claro, queremos escutar aquilo que vai nascer no mundo inteiro.
Como apresentar aos jovens a vida religiosa? Ela responde aos anseios do homem atual?
É interessante, mas o jovem quer seguir Jesus. Quando a gente fala e testemunha Jesus, a gente nota que o jovem quer um grande ideal. Então, quando o jovem ouve um grande ideal e ele vê testemunhado um grande ideal, ele se sente atraído. Hoje, aqui no Rio de Janeiro, a referência que tenho diante dos meus olhos é a imagem do que aconteceu entre os jovens e o Papa Francisco durante a Jornada Mundial da Juventude (JMJ).
Mas isso não é só aqui. Nós temos, por exemplo, movimentos onde os jovens tem despertado para todos os tipos de vocações.
Tem muita gente que pensa que a vida consagrada não existe mais. Ela não tem mais a mesma força em determinados lugares, como a Europa. Mas aqui na América Latina, África e em parte da Ásia as vocações estão se desenvolvendo de modo muito profundo.
Neste sentido, o jovem responde. Mas ele precisa de autenticidade e de desafio, pois o jovem não quer coisa pequena. Ele quer algo que valha a pena dedicar toda a sua vida.
Como renovar a vida religiosa sem perder a fidelidade aos carismas?
Aqui tem duas coisas. O carisma é como uma herança que cada família religiosa recebe do seu fundador, da sua fundadora. A primeira coisa é que se uma congregação quer sobreviver, deve permanecer fiel à luz que recebeu. Se começar a pular de galho em galho, e ir para campo que não é dele, ele mata o carisma, por que a graça não estava naquela outra coisa, mas naquilo que foi dado ao fundador.
Agora, do outro lado, o fundador, às vezes, viveu no século passado e a linguagem do século passado, a organização da sociedade, eram diferentes. Então, precisa atualizar o diálogo com a cultura atual. Nós temos que escutar o homem e a mulher, perceber quais são as suas sensibilidades, quais são seus valores, conviver e aprender com a sociedade, mas não perder aquilo que vem do carisma e aquilo que vem do Evangelho.
Quais são as preocupações e anseios da vida religiosa hoje?
Nós temos alguns problemas. Por exemplo, temos que recuperar profundamente a vida fraterna, a vida de família dentros das congregações e das ordens. Por que se você está numa casa e não se sente bem nela, você vai para a rua. O jovem também faz isso. Nós temos que recuperar esse senso da fraternidade, onde você está com o outro e sente alegria, não desconfia, onde você quer o bem do outro e se deixa modificar pelo outro.
Outro desafio é voltar aquilo que foi a primeira decisão da gente no seguimento da vocação do consagrado. O que aconteceu ali? Ali Deus manifestou seu grande amor pela gente. E nós nos sentimos atraídos pela beleza deste amor. Depois, acabamos nos desiludindo um pouco, o caminho é sempre difícil, com tropeços. Então, é preciso recuperar essa ligação profunda com Jesus para se deixar moldar por ele.
Também é preciso saber a hora de sair das obras... Se tem muita obra e pouca gente, deixa de lado um pouco de obra. Não mata o carisma. Segura o carisma e deixa as obras. Deixa a obra à disposição da Igreja e cuida do carisma.
Também é preciso fazer a ligação entre novos e antigos carismas. Não são dois Espíritos. É o mesmo Espírito que falou no passado e que agora fala no presente. Se não a gente contrapõe os movimentos atuais dizendo “bom, os outros já passaram, e agora é conosco”. Não é assim.
Fonte: Arquidiocese de Brasília
sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014
Conheça algumas de nossas formandas
Irmã Monic- juniorista de Cebu
Irmã Monic- juniorista de Cebu
Madre do México e uma jovem na experiência
Irmã do méxico e a postulante Verônica
Mestra Maria Mercedes e as duas postulantes mexicanas- Sarai e Verônica
Primeira noviça da Tailândia
Irmãs e postulantes da Polônia
Recreio fraterno na Polônia
Alegria da vida num mosteiro-Bielsko Biala-Polônia
Irmã Maria Ancilia-Alemanha
Irmã Joan- Noviça, Irlanda
Irmãs de Scala e sua Postulante
Não pode pensar a Igreja sem as religiosas
#quem saiba esse apelo não seja um convite
Por ocasião do XVIII Dia Mundial da Vida Consagrada, o Papa Francisco presidiu uma missa no Vaticano com a participação de centenas de Religiosos e Religiosas. Francisco ressaltou a importância e o papel das mulheres que se consagram a Deus neste estilo de vida e frisou que não se pode pensar a Igreja sem elas. "Pensem na Igreja sem as Irmãs. Não. Não se pode pensar. São grandes essas mulheres que consagram suas vidas e levam a mensagem de Jesus", disse. "A Igreja e o mundo precisam deste testemunho do amor e da misericórdia de Deus", acrescentou.
Aos fiéis reunidos na praça de São Pedro para o Angelus de domingo 2 de Fevereiro, festa da Apresentação do Senhor, o Papa dirigiu estas palavras improvisadas para frisar a importância das pessoas consagradas na vida da Igreja e do mundo.
«Há muita necessidade — acrescentou — destas presenças, que fortalecem e renovam o compromisso da propagação do Evangelho, da educação cristã, da caridade aos necessitados e da oração contemplativa; o compromisso a favor da formação humana, da formação espiritual dos jovens e das famílias, o compromisso pela justiça e pela paz na família humana».
Ao testemunho dos religiosos e das religiosas, o Pontífice dedicou também a homilia pronunciada pouco antes na basílica de São Pedro para a celebração do dia da vida consagrada. Evocando a simbologia da apresentação de Jesus no templo, recordou que na experiência da consagração religiosa, «observância» e «profecia» não estão em oposição mas devem proceder juntas sob a guia do Espírito Santo.
Na conclusão do Angelus, o Papa lançou um apelo a favor do acolhimento e da promoção da vida humana em todas as suas fases, convidando os fiéis à solidariedade concreta para com as populações atingidas pelo mau tempo nalgumas regiões da Itália.
Fonte: News.va
Homilia do Papa francisco no dia da apresentação do Senhor e da vida Consagrada!
Maria Celeste Crostarosa e sua fundação!
Julia Marcela Santa Crostarosa; a inpiradora dos redentoristas.
Vós me fazeis ver que coisa é a vida de minha alma em vós: (...) E minha Alma, deixando qualquer outra ocupação com objeto criado, é atraída por vossa suavidade acima de qualquer coisa exterior ou interior. Tudo deixa por vós e tudo renuncia por vós, até a alguma reflexão razoável que pertença ainda a mim mesma, com o ato que eu chamo de pureza, tudo cede a vós. (Diálogos de uma Alma com seu Senhor, Jesus )
Julia Marcela Santa Crostarosa, esse era nome de batismo da atual Serva de Deus Madre Celeste Crostarosa. Nasceu no dia 31 de outubro de 1696 na paroquia de São José Maior, na cidade de Nápoles. Filha de Paula Batista Caldari e José Crostarosa, a boa monja pertencia a alta magistratura, porém poucos diriam que, semelhante a Santo Afonso, essa monja deixaria tudo para levar a todos para Cristo, com seu modo de vida contemplativo e sua espiritualidade Cristocentrica. Sua família era de uma profunda vivência religiosa. E os primeiros paços de sua vida fazem parte de uma experiência intima com Jesus Cristo, e a vivência dessa intimidade.
Na introdução da sua Auto biografia, ela escreve na terceira pessoa do singular: “ Foi-me ordenado por vontade do Senhor, por quem me pode mandar, que eu escrevesse as misericórdias liberalíssimas feitas por Nosso Senhor Jesus Cristo, por sua só bondade, a uma alma religiosa [Madre Celeste], chamada por Ele em seu seguimento desde a sua mais tenra idade. (...) Por isso peço e tenho pedido ardentemente ao Senhor, (...),para que eu acerte sua Divina Vontade.” Acertar a Vontade de Deus, é, semelhante a São Geraldo, de modo resumido, toda a intenção, pensamento e ação de Madre Celeste Crostarosa.
Aos 11 anos Madre Celeste faz a primeira confissão, na Igreja de Santo Tomás de Aquino, e promete dar-se toda a Deus. Orientada pelo confessor, um padre dominicano, começou a praticar a oração mental pela leitura das meditações da São Pedro Alcântara, intituladas de Alimento da Alma. Sua vida de oração, ao contrário do método comumente praticado pelo Bispo Falcoia, não estava apoiada na meditação e prática das virtudes. Pelo contrário, sua espiritualidade, sua vida de oração, estava apoiada na sua interioridade com Deus, num Deus que fala ao seu coração e pelas Sagradas Escrituras. E o resultado desta unidade e intimidade, que ela descreve tão detalhadamente no Diálogos da Alma, está ligada a uma encarnação, vída prática, da vontade de Deus.
Na vida religiosa, a Serva de Deus entra no Carmelo de Marigliano e, por conseguinte, no mosteiro da Visitação em Scala. Neste ela recebe uma revelação divina para fundação de um instituto religioso: “No dia das Rogações do ano de 1729 no mês de abril, indo comungar a referida religiosa, se fez na sua alma, de novo, aquela transmutação de seu ser no de Nosso Senhor Jesus Cristo. (...) Então lhe foi dado a entender um novo Instituto que o Senhor colocaria no mundo por meio dela. E que Nele e na sua Vida, se encerravam todas as leis de seu viver e sua regra” (Autobiografia). Deste modo Madre Celeste se torna a fundadora da Ordem do Santíssimo Salvador, posteriormente, modificada pelo nome de Ordem do Santíssimo Redentor.
A fundação do Instituto não foi fácil. Inclusive a própria monja se questionou acerca da verdade da revelação divina e da concretização da vontade de Deus nesse Instituto. A confirmação desta obra se fez na sua abertura, entrega e confiança total ao projeto de Deus. A espiritualidade redentoristina tinha uma intenção precisa: ser uma viva memória de Jesus e isso, segundo a Serva de Deus, exige a plena transformação em Cristo. Desse modo Deus fala ao coração de Madre Celeste, nas Spicilegium Historicum: Imprimi, portanto, em vosso espírito a sua vida e a verdadeira semelhança de sua imitação e sede na terra, vivos retratos animados de meu dileto Filho, sendo somente ele vosso chefe, o vosso princípio... A vossa vida será regulada pela verdade por ele ensinada nos santos Evangelhos, nos quais estão escondidos todos os tesouros do céu, a fonte da vida.
Foi pela vontade de Deus que Madre Celeste foi a Fundadora da Ordem do Santíssimo Salvador e a Inspiradora da Congregação do Santíssimo Redentor. Essa inspiração costrarosiana está até hoje inserida nas nossas constituições. Assim como o filho de Deus veio ao mundo por intermédio de Maria, foi pela Serva de Deus, Madre Celeste Crostarosa, que a Congregação do Santíssimo Redentor teve origem. Uma coisa que não podemos descartar nessa fundação masculina é o aspecto trinitário (Crostarosa-Geraldo-Afonso) por onde se apresenta o caráter espiritual-carismático-missionário da Congregação dos Redentoristas. Que Madre Celeste possa cada dia nos inspirar na continuidade do seguimento de Jesus redentor.
fonte: juventude Redentorista
Vós me fazeis ver que coisa é a vida de minha alma em vós: (...) E minha Alma, deixando qualquer outra ocupação com objeto criado, é atraída por vossa suavidade acima de qualquer coisa exterior ou interior. Tudo deixa por vós e tudo renuncia por vós, até a alguma reflexão razoável que pertença ainda a mim mesma, com o ato que eu chamo de pureza, tudo cede a vós. (Diálogos de uma Alma com seu Senhor, Jesus )
Julia Marcela Santa Crostarosa, esse era nome de batismo da atual Serva de Deus Madre Celeste Crostarosa. Nasceu no dia 31 de outubro de 1696 na paroquia de São José Maior, na cidade de Nápoles. Filha de Paula Batista Caldari e José Crostarosa, a boa monja pertencia a alta magistratura, porém poucos diriam que, semelhante a Santo Afonso, essa monja deixaria tudo para levar a todos para Cristo, com seu modo de vida contemplativo e sua espiritualidade Cristocentrica. Sua família era de uma profunda vivência religiosa. E os primeiros paços de sua vida fazem parte de uma experiência intima com Jesus Cristo, e a vivência dessa intimidade.
Na introdução da sua Auto biografia, ela escreve na terceira pessoa do singular: “ Foi-me ordenado por vontade do Senhor, por quem me pode mandar, que eu escrevesse as misericórdias liberalíssimas feitas por Nosso Senhor Jesus Cristo, por sua só bondade, a uma alma religiosa [Madre Celeste], chamada por Ele em seu seguimento desde a sua mais tenra idade. (...) Por isso peço e tenho pedido ardentemente ao Senhor, (...),para que eu acerte sua Divina Vontade.” Acertar a Vontade de Deus, é, semelhante a São Geraldo, de modo resumido, toda a intenção, pensamento e ação de Madre Celeste Crostarosa.
Aos 11 anos Madre Celeste faz a primeira confissão, na Igreja de Santo Tomás de Aquino, e promete dar-se toda a Deus. Orientada pelo confessor, um padre dominicano, começou a praticar a oração mental pela leitura das meditações da São Pedro Alcântara, intituladas de Alimento da Alma. Sua vida de oração, ao contrário do método comumente praticado pelo Bispo Falcoia, não estava apoiada na meditação e prática das virtudes. Pelo contrário, sua espiritualidade, sua vida de oração, estava apoiada na sua interioridade com Deus, num Deus que fala ao seu coração e pelas Sagradas Escrituras. E o resultado desta unidade e intimidade, que ela descreve tão detalhadamente no Diálogos da Alma, está ligada a uma encarnação, vída prática, da vontade de Deus.
Na vida religiosa, a Serva de Deus entra no Carmelo de Marigliano e, por conseguinte, no mosteiro da Visitação em Scala. Neste ela recebe uma revelação divina para fundação de um instituto religioso: “No dia das Rogações do ano de 1729 no mês de abril, indo comungar a referida religiosa, se fez na sua alma, de novo, aquela transmutação de seu ser no de Nosso Senhor Jesus Cristo. (...) Então lhe foi dado a entender um novo Instituto que o Senhor colocaria no mundo por meio dela. E que Nele e na sua Vida, se encerravam todas as leis de seu viver e sua regra” (Autobiografia). Deste modo Madre Celeste se torna a fundadora da Ordem do Santíssimo Salvador, posteriormente, modificada pelo nome de Ordem do Santíssimo Redentor.
A fundação do Instituto não foi fácil. Inclusive a própria monja se questionou acerca da verdade da revelação divina e da concretização da vontade de Deus nesse Instituto. A confirmação desta obra se fez na sua abertura, entrega e confiança total ao projeto de Deus. A espiritualidade redentoristina tinha uma intenção precisa: ser uma viva memória de Jesus e isso, segundo a Serva de Deus, exige a plena transformação em Cristo. Desse modo Deus fala ao coração de Madre Celeste, nas Spicilegium Historicum: Imprimi, portanto, em vosso espírito a sua vida e a verdadeira semelhança de sua imitação e sede na terra, vivos retratos animados de meu dileto Filho, sendo somente ele vosso chefe, o vosso princípio... A vossa vida será regulada pela verdade por ele ensinada nos santos Evangelhos, nos quais estão escondidos todos os tesouros do céu, a fonte da vida.
Foi pela vontade de Deus que Madre Celeste foi a Fundadora da Ordem do Santíssimo Salvador e a Inspiradora da Congregação do Santíssimo Redentor. Essa inspiração costrarosiana está até hoje inserida nas nossas constituições. Assim como o filho de Deus veio ao mundo por intermédio de Maria, foi pela Serva de Deus, Madre Celeste Crostarosa, que a Congregação do Santíssimo Redentor teve origem. Uma coisa que não podemos descartar nessa fundação masculina é o aspecto trinitário (Crostarosa-Geraldo-Afonso) por onde se apresenta o caráter espiritual-carismático-missionário da Congregação dos Redentoristas. Que Madre Celeste possa cada dia nos inspirar na continuidade do seguimento de Jesus redentor.
fonte: juventude Redentorista
domingo, 2 de fevereiro de 2014
Mensagem ao Dia Mundial da Vida Consagrada
Mensagem aos Institutos Seculares e de Vida Consagrada
Amados, amadas de Deus
Tenho Sede!
"Despertem o mundo! Sejam testemunhos de uma forma diferente de fazer as coisas, de agir, de viver! É possível viver neste mundo de forma diferente" (Papa Francisco).
Caríssimos irmãos, caríssimas irmãs, em Jesus Cristo, nosso Salvador, membros dos Institutos Seculares e das Sociedades de Vida Apostólica, a nossa Mãe Igreja faz coincidir o dia da Apresentação de Jesus ao Templo com o dia dedicado aos senhores e às senhoras.
As ricas imagens de Simeão, com Jesus nos braços e a da profetisa Ana, que dia e noite servia a Deus no Templo, nos falam da harmonia que deve haver entre o antigo e o novo no coração de cada consagrado(a) a Deus, qualquer que seja o estado de vida. Como não ver nestas imagens a vida e o trabalho de cada um dos senhores e de cada uma das senhoras, membros dos Institutos Seculares e das Sociedades de Vida Apostólica, homens e mulheres que, de maneira livre e espontânea, total e existencial, vivem, mediante os carismas próprios, a radicalidade do seguimento de Jesus. Toda vocação é boa e bonita. Basta vivê-la em plenitude.
Jesus Cristo é apresentado ao mundo como luz e salvação para o povo de Israel que vivia na expectativa da chegada do Messias de Deus. Como Simeão, devemos, como consagrados e consagradas, ter sempre em nossos corações o desejo do encontro com Jesus e de receber dele a plenitude de vida e de sua graça, que somente Ele pode nos oferecer. Ele é a luz que ilumina nossas vidas e aquece nossos corações. É Ele a esperança última dos corações humanos que não querem morrer antes de o encontrar. É Ele o este sinal de contradição para um mundo que prima .. Ele é a espada que traspassará nossos corações, deixando-os indivisos.
A vida, a vocação e a missão de quem se consagrada a Deus, a exemplo de Jesus, deve também ser um farol que ilumina aqueles que vivem na noite do pecado, da ignorância e do desamor. Ajudar os homens e as mulheres do nosso tempo a se encontrar com Jesus e ter a alegria de carregá-lo no coração é a missão primeira de quem se consagra a Deus na doação total.
As pessoas de vida consagrada, vivida plenamente pelos membros dos Institutos Seculares e pelas Sociedades de Vida Apostólica, são chamadas a ser reflexo da bondade, da misericórdia e da compaixão que vem de Deus. Ao refletir a luz de Cristo na vida cotidiana de silêncio, de escondimento e de inserção no tecido da vida social, os senhores e as senhoras irradiam o bom odor de Cristo e são capazes de gritar com vossas vidas o quanto é importante ser sinal do amor oblativo e criativo de Deus por este mesmo mundo que tem dificuldade de fazer as contas com o mistério de Deus. Não são poucos hoje aqueles ou aquelas que vivem suas vidas como se Deus não existisse. A estes devemos com coragem anunciar a boa nova do Reino.
Devemos ser, neste mundo, sal, luz e fermento, pois “a Igreja cresce, não por proselitismo, mas por atração; como Cristo atrai tudo para si, com a força do seu amor, a Igreja atrai quando vive em comunhão, pois, os discípulos de Jesus serão reconhecidos se amarem uns aos outros como Ele nos amou” (DAp 159).
Caros e caras, o papa Francisco, na Evangelli Gaudium, com uma frase lapidar, define muito bem o que os senhores e as senhoras são na e para a Igreja: “os religiosos tem na sua vida consagrada um meio privilegiado de evangelização eficaz. Pelo mais profundo de seu ser, eles situam-se de fato no dinamismo da Igreja, sequiosa do Absoluto de Deus e chamada a santidade. É desta santidade que dão testemunho. Eles encarnam a Igreja desejosa de se entregar ao radicalismo das bem-aventuranças” (EG, 69).
Hoje muito se fala da crise pela qual passa a vida consagrada. É preciso, enfim, nos debruçarmos com atenção sobre esta questão para identificar as razões de tal situação e as possíveis respostas para amenizar os efeitos danosos de tal crise. Mais do que uma crise da vida consagrada enquanto tal, o que está em crise hoje é nossa capacidade de entregar completamente nossa vida a Jesus; o que está em crise são nossas escolhas, o nosso testemunho, a nossa vivência do Evangelho. Diante deste estado de coisas, devemos ritmar nossos passos no caminho de Jesus, descobrindo que Ele nos dá tudo aquilo que nos faz plenamente felizes. Por Ele, vale a pena deixar tudo e arriscar a vida. Somente Ele pode saciar nossa sede e nossos desejos de paz e de felicidade que se aninham em nosso coração.
Por fim, constatamos com alegria que os Institutos Seculares e as outras formas de vida apostólica vão, aos poucos, encontrando seus lugares na Igreja e no mundo, manifestando a força transformadora do Evangelho de Jesus Cristo. É importante que a vocação e a missão dos senhores e das senhoras sejam cada vez mais valorizadas, estimuladas, visibilizadas e testemunhadas, a fim de que a Igreja seja realmente uma comunidade plena de dons e de carismas.
Neste dia de feliz comemoração dos vossos estados de vida, façamos votos que todas as comunidades paroquiais ou outras formas de comunidades e diferentes famílias religiosas, se reúnam para momentos de oração e fervorosa ação de graças. Vivam este dia que o Senhor fez para os senhores e as senhoras como dia de oração, reflexão, revisão de vida e confraternização.
Aproximamo-nos daquele que é Vida Plena e somente nele encontremos nossa alegria e nossa esperança!
Que o bom Jesus nos carregue em seus braços e ilumine nossas vidas.
Com minha benção!
Dom Pedro Brito Guimarães
Arcebispo Metropolitano de Palmas e
Presidente da Comissão Episcopal Pastoral para os
Ministérios Ordenados e a Vida Consagrada
sexta-feira, 17 de janeiro de 2014
Pensamento de Celeste
"Meu coração te conhece com a luz, beleza e pureza que dás a meu espírito, como uma Ressurreição de vida em paz e justiça"
Diálogo 7
domingo, 12 de janeiro de 2014
sexta-feira, 18 de outubro de 2013
Sites
Site oficial da Ordem na Europa:
Site oficial da Ordem em Brasil:
Grande progresso tem sido feito a criação e o lançamento oficial do site da Ordem Redentorista. Esta semana, em Kezmarok Sr. Ewa, O.Ss.R. de Bielsko-Biala, Polónia; Sr. Lucy, O.Ss.R. de Dublin, Irlanda e Sr. Martina, O.Ss.R. de Kezmarok, Eslováquia se uniram para lançar oficialmente o site. É a maneira de atualizar notícias das monjas em todo mundo, com informações importantes e como instrumento para uma maior comunicação entre cada Mosteiro com a finalidade de aprofundar a espiritualidade. É uma inovação para o mundo em que elas, como contemplativas são testemunhas radiante. Convidamos você jovem que se sentem vocacionada à vida contemplativa de modo especial ao das Monjas, entre em contato com o Mosteiro mais perto de você acesse.
No Brasil foi lançado o site oficial da Ordem do Santíssimo Redentor no Brasil. Agora há dois sites oficial no Brasil, o primeiro a ser lançado foi pelas Monjas do Mosteiro da Santa Face e do Puríssimo e Doloso Coração de Jesus. Agora são dois canais de comunicação para melhor conhecer-nos.
quinta-feira, 5 de setembro de 2013
Novo site
Agora além do nosso belíssimo blog, fizemos um site para a interação e notícias da ordem do Santíssimo Redentor no mundo. Não deixem de acessar:
www.ossr.com.br
sábado, 3 de agosto de 2013
sexta-feira, 2 de agosto de 2013
Ano Vocacional Redentorista
Durante
a celebração da abertura oficial do Ano de Promoção da Vocação Missionária
Redentorista, no dia 1º de agosto, o Superior Geral da Congregação do
Santíssimo Redentor, Pe. Michael Brehl, C.Ss.R., falou sobre as expectativas
para esse ano especial e também sobre a vida do fundador dos Redentoristas,
Afonso Maria de Liguório.
O sacerdote destacou três ensinamentos de Santo Afonso que deverão ser seguidos como exemplo: proximidade do povo, escutar com respeito e acompanhar com compaixão e esperança.
A missa solene foi realizada durante os festejos de Santo Afonso, na Paróquia de mesmo nome, no Rio de Janeiro (RJ).
Confira na íntegra a homilia do Redentorista:
O sacerdote destacou três ensinamentos de Santo Afonso que deverão ser seguidos como exemplo: proximidade do povo, escutar com respeito e acompanhar com compaixão e esperança.
A missa solene foi realizada durante os festejos de Santo Afonso, na Paróquia de mesmo nome, no Rio de Janeiro (RJ).
Confira na íntegra a homilia do Redentorista:
quinta-feira, 1 de agosto de 2013
Dia de nosso Pai Espiritual
Afonso de Ligório nasceu no dia 27 de setembro de 1696, no povoado de Marianela, em Nápolis, na Itália. Filho de pais cristãos, ricos e nobres que ao se depararem com sua inteligência privilegiada deram-lhe todas as condições e suporte para se tornar uma pessoa brilhante. Enquanto seu pai o preparava nos estudos acadêmicos e científicos, sua mãe se preocupava em educá-lo nos caminhos da fé e do Cristianismo. Ele cresceu um cristão fervoroso, músico, poeta, escritor e, com apenas dezesseis anos de idade, doutorou-se em direito civil e eclesiástico.
Ele sempre foi muito prudente, atendia a todos, ricos ou pobres, com igual empenho. Era um advogado bem sucedido, mas em uma ocasião, por influência políticas desonestas, acabou perdendo uma importante causa. Após este acontecimento, decidiu abandonar tudo e seguir a vida religiosa.
Ele concluiu os estudos de teologia, sendo ordenado sacerdote aos trinta anos, em 1726. Seu pai demorou a aceitar sua decisão, mas vendo as ações do filho, acabou reconhecendo a graça de Deus presente nele.
Afonso colocou seus talentos a serviço do povo de Deus. Em suas pregações usava as qualidades da oratória e colocava sua ciência a serviço do Redentor. As suas palavras eram um bálsamo aos que procuravam a reconciliação e orientação, através do confessionário, ministério ao qual se dedicou durante todo o seu apostolado. Aos que lhe perguntavam qual era seu lema, dizia: "Deus me enviou para evangelizar os pobres".
Em 1732, fundou a Congregação do Santíssimo Redentor, destinada exclusivamente à pregação aos pobres, às regiões de população abandonada, sob a forma de missões e retiros.
Em 1762 aceitou ser o Bispo da diocese de Santa Águeda dos Godos. Entretanto a saúde enfrequecida o fez retirar-se de volta para o convento, onde continuou a escrever. Durante a vida chegou a escrever mais de 120 livros e tratados. Dentre os mais célebres estão: Teologia Moral; Glórias de Maria, Visitas ao SS. Sacramento e o Tratado sobre a oração.
Afonso Maria de Ligório morreu aos noventa e um anos no dia 1º de agosto de 1787. Santo Afonso é doutor da Igreja e padroeiro dos confessores e moralistas.
Oração:
Ó Deus, que marcastes pela vossa doutrina a vida de Santo Afonso Maria de Ligório, concedei-nos, por sua intercessão, que sejamos fiéis à mesma doutrina, e a proclamemos em nossas ações. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso filho, na unidade do Espírito Santo. Amém.
Colaboração: Padre Evaldo César de Souza, CSsR
Vocação cristã
Vocação Cristã: é preciso acertar para ser feliz
Quando chega agosto, é quase impossível não ouvir bater em nosso coração o apelo vocacional. Para a Igreja Católica no Brasil, agosto é mês vocacional. Mas ao mesmo tempo eu sinto que nem todo batizado entende profundamente o sentido e alcance da palavra vocação. Talvez por isso ela continue insistindo em falar sobre isso todo ano.
Cresci ouvindo meus catequistas dizerem que vocação, palavra que vem do latim vocare, significa chamado. Até aí tudo bem, fácil de entender. Mas chamado para quê? Quem me chama? Como me chama? Como devo responder ao chamado? Ou devo ignorá-lo? Como poderei saber se estou realmente respondendo bem ao chamado? Perguntas como essas são frequentes, afinal, a decisão vocacional vai marcar minha existência, minha vida, única e irrepetível. Acertar ou errar na resposta vocacional pode ser a razão de conquista ou não da minha felicidade na vida! Isso é sério, e para os que creem, como nós, resposta vocacional coerente e certeira é a única certeza que teremos de estar ou não respondendo acertadamente à vontade de Deus.
Espero que não tenha ficado temeroso, afinal resposta vocacional precisa ser sempre alegre e afetiva, não deve nos causar medo, ainda que precise ser dada com responsabilidade. Aliás, aqui está a diferença entre vocação e profissão: a primeira é dom de Deus para mim, é existencial, será perene, faz parte das minhas entranhas e me completará até o dia em que chegar o momento da morte; a segunda é escolha pessoal, a partir de gostos e aptidões, será necessária para meu sustento, me trará alegrias, mas chegará o dia da aposentadoria.
Assim serei vocacionado para determinados estados de vida cristã – matrimonial, sacerdotal, religioso, leigo consagrado – e em todos esses estados de vida poderei definir melhor uma profissão, que ao longo da vida poderá mudar, sem que isso altere minha existência profunda. Usando exemplos, posso ser chamado para ser padre e trabalhar como jornalista, escritor, pároco, professor. No chamado ao matrimônio posso ser médico, operário, secretária ou cientista. Posso ser um leigo consagrado e trabalhar normalmente para meu sustento. Ufa, acho que ficou claro, né?
Assim, quando falamos de vocação, estamos dizendo que pela fé, e pela vida cristã que assumimos, nós acreditamos que Deus tece para cada um de nós um caminho de realização existencial, que será revelado ao longo da vida, e do qual dependerá minha realização plena. A experiência da Igreja mostra que normalmente Deus chama cada um de nós na adolescência e juventude. É nessa etapa de definição da personalidade que Deus também age, provocando nossos pensamentos e sentimentos na escolha de um estado de vida. Obviamente há exceções, há os que definem sua vocação desde a infância e outros que precisarão amadurercer um pouco mais para percebê-la claramente. O certo é que Deus convoca, e a resposta depende muito de nossa sensibilidade à voz de Deus.
A voz de Deus não vem diretamente dele. Há sempre mediações nesse dialógo. A voz de Deus pode vir dos meus pais, do pároco da igreja, de algum amigo, dos professores ou catequistas, de algum fato que vejo na TV ou ouço no rádio, de alguma notícia ou alguma experiência que tenho num retiro ou na liturgia.
A voz de Deus vem, especialmente, pela leitura e meditação de sua Palavra. A Bíblia sempre será o lugar privilegiado de ouvir a voz de Deus. O certo é que saberemos ser uma voz verdadeira quando arder nosso coração pelo desejo de ser algo bom para Deus e para o próximo, quando pulsar em mim o sonho da missão pelo bem e pela construção do Reino de Deus, marcado pela paz e justiça.
Seja como for, casado, solteiro, consagrado, o importante, caro jovem, é encontrar-se com Deus e responder positivamente ao chamado que Ele lhe faz. Em caso de dúvidas, há livros e orientadores espirituais, padres, religiosos e religiosas, que podem colaborar com seu discernimento. Lembre-se: acertar na vocação é acertar no caminho da felicidade!
Por. Pe. Evaldo César,C.Ss.R.
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