quarta-feira, 21 de novembro de 2012

As Redentoristas

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domingo, 11 de novembro de 2012

Jubileu de Ouro


Irmã Maria Afonso

No dia 14 de julho de 2012, foi celebrada no mosteiro da Imaculada conceição o jubileu de ouro da irmã Maria Afonso (Redentoristina). A celebração foi presidida pelo missionário Redentorista e bispo emérito de Coari Dom Joercio, e concelebradas por diversos sacerdotes. Os animadores da celebração foram os noviços de Tietê e houve uma grande participação de fieis entre familiares, religiosos e amigos. Agradecemos ao Pai Eterno por essa vida feita "Memoria do Redentor"!

E pedimos que Ele envie mais operários para a vossa messe!

Se você jovem busca ser "Memoria viva do Redentor", entre em contato!

















 .

sexta-feira, 9 de novembro de 2012

Espiritualidade



O projeto espiritual de Maria Celeste é sempre a transformação em Cristo pela ação do Espírito Santo que nos faz retratos animados do Verbo. No ensinamento de Maria Celeste a centralidade da pessoa de Jesus Cristo é considerada sempre como Filho, o Verbo feito Homem. Mas a recordação constante da divindade serve para ressaltar a importância da humanidade. Em diversos momentos Maria Celeste lembrará que a “humanidade de Cristo é sempre a porta para se estar em Deus”. Jamais pode a alma se esquecer da sagrada humanidade, por mais sublime que seja o grau de união que tenha alcançado. “ Onde estão os se atrevem a dizer que a alma deve prescindir desta humanidade, esquecê-la e ignorá-la, sendo que recebeu todo o bem do Deus feito homem?” (Jardim interior, 6 de abril).

A natureza humana assumida pelo Verbo recebeu a plenitude das perfeições divinas em grau tão eminente que pode comunicá-las a todas as almas que se unem a ele pelo amor. E o verbo se revestiu da natureza humana e a natureza foi revestida das perfeições divinas. Jesus Cristo é o novo Adão o homem novo criado como verdadeira imagem de Deus não deformada pela culpa e possui a plenitude de todos os dons e virtudes da graça. Assim como Jesus é a imagem do Pai nós somos imagem de Jesus. Deus olha com complacência a alma de Jesus e “a alma de Jesus olha para Deus com a mesma complacência com que é olhada; com esta complacência de amor impetra para as alma os mesmos bens que ele tem e as veste de sua inocência, de sua justificação, de amor, porque é sua digna esposa, imaculada e pura, Jesus o comunica às almas a sua própria graça. Participamos de sua veste riquíssima de graças, de modo que, sendo Deus e homem, nosso irmão mais velho e cabeça da Igreja, nós feitos gratuitamente membros seus, recebemos no Sacramento do Batismo a mesma veste de nossa cabeça e formamos um só corpo com Jesus Cristo. Com Ele desfrutamos de todos os adornos das virtudes e graças com as quais o Espírito Santo amou e por amor deu a alma santíssima de Jesus Cristo. (Exercício de amor de Deus... 3 de fevereiro).


Para Maria Celeste, Jesus Cristo é, já o dissemos, “como um selo na mão do gravador com o qual se marcam todas as almas justas no ser da justiça. Com este selo de amor são gravadas todas as almas eleitas, e assim, com um só fazem-se muitos retratos vivos de seu único amor”. Vendo-nos em Jesus “como membros unidos à nossa cabeça, o Pai que nos ama com amor infinito que é o mesmo amor com o qual o seu Filho amado e nô-lo dá na humanidade assumida; o Homem-Deus dá ao Pai todos nós em si mesmo. Este dom lhe é tão grato e excelente que impetra para todos nós almas criadas por ele um amor infinito do próprio Deus. Assim por meio de Cristo é nos dada a graça de o mesmo Espírito Santo como esposo verdadeiro de nossas almas; por isso ama-nos como membros de nossa cabeça e, Cristo nos ver como verdadeiros filhos seus por amor por graça”. (Exercício de amor de Deus...6 de fevereiro)

O Pai nos chama, pois, pelo Cristo e no Espírito a ser hoje uma Memória viva do Cristo Redentor. (Capítulo I das Constituições).


“Viva memória do Cristo Redentor. O projeto espiritual de Maria Celeste é sempre a transformação em Cristo. Em contraste com uma mentalidade ascética, que propugna principalmente o exercício metódico para adquirir as virtudes necessárias para se chegar à perfeição, Maria Celeste insiste na ação do Espírito Santo que nos transforma em Cristo. Desse modo, a comunidade redentorista será uma viva memória do amor do Pai demonstrada em Cristo. Para atingir esta meta, os membros da comunidade deve imprimir em seu espírito a vida de Cristo e a “verdadeira semelhança de sua imitação” e “ser na terra vivos retratos animados do Filho”. Citando São João 17, 10-11, Irmã Maria Celeste propõe a característica fundamental da comunidade: Ser “uma só alma e um só coração numa perfeitíssima caridade divina, eles se amarão mutuamente num só espírito e num só amor”.

A fórmula viva memória é como um resumo das Regras e da doutrina espiritual da Irmã Maria Celeste. Viva Memória significa ser e ter viva lembrança de Cristo na comunidade, porque hoje Cristo, por meio das almas nas quais vive uma vida de amor, continua a obra de amor realizada durante sua vida terrena, quando era peregrino neste mundo. (Pe. Emílio Lage - Livro:M. Celeste Crostarosa e sua espiritualidade).

“Quanto mais nos esforçarmos por viver o amor do Cristo, mais os pensamentos e os sentimentos do Cristo encherão nosso espírito e nosso coração, e mais nos tornaremos suas imagens fiéis, e poderemos ser testemunhas autênticas de amor Daquele que é nosso princípio e nosso fim, nosso caminho e nossa Vida, nosso Pastor e nosso Mestre.

Para permanecer no amor do Senhor e para nele progredir sem cessar, esforçar-nos-emos em pautar sempre mais nossa vida pelo Evangelho. Lembrar-nos-emos também que a Eucaristia é o Sacrifício de amor e de louvor por excelência. É na Eucaristia e por ela que estaremos de modo melhor em comunhão com o Senhor e que aprenderemos a ser nós mesmas, como Ele, Eucaristias para o mundo.

“A contemplação assídua dos Mistérios de Cristo desenvolverá em nós esta nota de alegria irradiante, de natural simplicidade e de verdadeira caridade, que nós consideramos como uma característica de nossa comunidade”. (Capítulo I das Constituições).

          "- Filha, está desejosa de saber como poderias dar-me mais gosto neste mundo...”  Vive este modo de vida.  “Entrarás na memória de minha vida e em todas as horas que são prescritas na minha e tua Regra:  isto quer dizer viver no meu Espírito e nas mesmas obras de minha vida”.

          “- Filha, eu serei a lâmpada de tuas ações... Este é o espírito de teu Instituto:  a viva memória e minha imitação, como se eu vivesse entre vós”.

          “- A vossa vida consiste em fazer o ofício de Madalena na santa contemplação: felizes serão aquelas Religiosas que praticarem com amorosa vigilância... A minha memória”.

(Solilóquio Nono)

O ideal

É seguir ao Cristo que reza, continuando pela Oração e Doação a Deus a Obra do Cristo Redentor, da Salvação do mundo – Cristo Vivo no Evangelho é o fundamento de nossa vida e nosso modelo, incluindo o chamado universal a santificação, o qual todo cristão é convidado. 

A Vida

Vivemos em Mosteiro contemplativos, empenhadas na imitação de Cristo orante a interceder junto ao Pai pelo Bem e pela Salvação da Humanidade. Vivemos nossa Consagração a Deus, por Votos Solenes, em Comunidade; e por nossas Orações e Vida de União com Deus, cooperamos na Obra Missionária da Igreja, para que Deus abra os corações dos homens para a Riqueza da sua Graça.


Espiritualidade é ser Memória Viva. Aseguir texto da Venerável Maria Celeste Crostarosa.

Memória Viva


O Senhor me disse-no interior do coração:

'Quero ser o teu guia.
Quero te conduzir.
Não procure outro, mas a mim,
eu serei teu mestre.'
'Deves imitar minha vida.
Unida às obras da minha vida
realizarás tuas próprias obras.'
O projeto de vida que nos propõe
está contido na frase exclusiva
de Maria Celeste:
"Ser Memória Viva
de Jesus Cristo".

quinta-feira, 8 de novembro de 2012

Fundação

Dia 9 de novembro de 1732 o Instituto do Santíssimo Salvador é reconhecida canonicamente como Congregação Religiosa a pedido do Papa Clemente XII passa a ser Congregação do Santíssimo Redentor, na ocasião já havia a Congregação do Santíssimo Salvador.

No dia em que a Congregação do Santíssimo Redentor irá fazer 280 anos de fundação eis algumas  fotos dos Redentoristas e das Redentoristas que tem laços fraternos e mantem ao longo dos tempos um bom dialogo e uma estima benevolente. Fotos de destaque dos Redentoristas.


São Geraldo Magela, por sua reconhecida virtude da pureza, tinha a permissão dos bispos em visitar e entrar em dois mosteiros de clausura, de Ripacandida e da Redentorista de Foggia, na imagem acima. 

Santo Afonso de Ligório e Madre Maria Celeste

quarta-feira, 31 de outubro de 2012

Bibliografia

Alguns livros publicados


  • CALVER O.SS.R., Irmã Joan. Em Memória de Mim – Jesus Redentor na Espiritualidade de Maria Celeste Crostarosa. Editora Santuário. 


  • CROSTAROSA, Maria Celeste. Essa Desconhecida (e esquecida) Venerável Maria Celeste Crostarosa – Mãe Espiritual das e dos Redentoristas. Traduzão Pe. João Batista Boaventura Leite, C.Ss.R. Papercores Gráfica e Editora Ltda.

  • LAGE C.SS.R., Pe. Emílio. Afonso e Celeste. PS Editorial. Covarrubias, Madrid.

  • CAPONE, Domenico; LAGE, Emílio; MAJORANO, Sabatino. Maria Celeste Crostarosa e sua espiritualidade. Editora Santuário.

terça-feira, 30 de outubro de 2012

Vocacional

A fundadora das Ordem do Santíssimo Redentor é a Venerável Madre Maria Celeste Crostarosa. Fator decisivo para a fundação da Ordem foi a ajuda de Santo Alfonso Maria de Ligório e Dom Tomas Falcoia. (Imagem do Mosteiro de Foggia). Na imagem acima Madre Maria celeste referenciando Cristo crucificado, Santo Afonso maria de Ligório segurando Cristo crucificado, de cabelo grisalho Dom Falcoia e ao fundo a esquerda as freiras da Ordem monástica.


A Comunidade de Scala (Itália) alguns anos atrás.

A Comunidade de Magliano Sabina em torno 
Pe. Michael Brehl, C.Ss.R. Geral dos Redentoristas. (Itália)

Animação vocacional promovida pela comunidade da Irlanda

Monjas

As Freiras Redentoristas pede que oremos pela Beatificação de Madre Maria Celeste e que comuniquemos as graças obtidas por sua interseção ao Mosteiro de Cristo Redentor em Madrid, Espanha pelo e-mail ossrmadrid@hotmail.com. Ou ao Mosteiro mais perto de você, acesse Mosteiro Redentoristas. Desejamos que falte muito pouco para que chegue o dia em que seja reconhecida por toda a Igreja como Santa e se realize o que já em sua morte já diziam em Foggia: "A morre a Santa Priora!" Seu corpo permanece incorrupto na cidade em que viveu a última etapa de sua vida.
Rezemos pela beatificação de Maria Celeste Crostarosa 


Santíssima Trindade, Eu te adoro do fundo do meu ser e agradeço pelos dons e privilégios dado a tua serva Madre Maria Celeste. Peço-Te que exaltá logo encontrou-se desejam também aqui na terra, por intermédio de sua intercessão. Peço-lhe por misericórdia, e espero que com humildade da misericórdia de seu pai. Amém
3 x Glória ao Pai, Ave Maria ...

quinta-feira, 18 de outubro de 2012

Irmãos na fé

Serva de Deus Maria Crostarosa e o São Geraldo
Andarilhos a caminho da casa do Pai

Em 13 de Maio de 1733 Maria Celeste é despojada do hábito que vestia havia dois anos no Mosteiro de Scala. No dia seguinte, 14 de Maio, abandona seu Mosteiro vestindo hábito emprestado das beneditinas de Scala.

Andarilha fiel à vontade de Deus, dirige-se a Pareti, pequena aldeia de Nocera, e é recebida no Mosteiro da Anunciação com o fim de permanecer três meses.

"Compreendi que Deus me havia conduzido até ali para ajudar aquelas religiosas... e recebi ordem do bispo para assumir o cargo de superiora sem escusa nenhuma, por três anos, e realizar a reforma daquele Mosteiro."

Enquanto se ocupa da reforma do Mosteiro, recebe cartas convidando-a para fazer fundações em Perugia e também Rocapiemonte.

Atendendo as insistências do Duque de Rocapiemonte, ela segue para realizar a fundação no mês de Novembro de 1735; de reformadora converte-se em fundadora. Inicia-se, para Maria Celeste, um período de paz e fecundidade em que ela escreve suas obras.

Em seguida Maria Celeste é convidada a fundar em Foggia e parte, confiante na vontade de Deus. Quem busca a Deus na interioridade necessariamente é um andarilho. A 22 de Março de 1738 a fundação foi realizada com solenidade e participação do povo.

"Uma manhã, ouvi do Senhor sua voz em meu interior:'Vá a Foggia, quero que se faça ali a fundação de um Mosteiro'. Comecei colocando a Regra primitiva que o Senhor me havia revelado em Scala, já tendo algumas jovens se apresentado."

Nesta época, é importante lembrar a presença atuante de São Geraldo Magela, ele conduz ao Mosteiro sua sobrinha e outras jovens. Na clausura ele dirige exercícios espirituais. Geraldo e Celeste mantém uma santa e calorosa amizade, partilham experiências místicas de oração e se afervoram, crescendo no amor de Deus, de modo que não se sabe se ela o ajuda ou é ajudada por ele. Esta amizade dura até o fim de suas vidas. São Geraldo, em 16 de Outubro de 1755, em seu leito de morte, diz: "Vi Celeste, como uma pomba, subir para o céu".

Em Foggia a "Santa Priora" passa a última etapa de sua vida, aí termina seus escritos. Em 14 de Setembro de 1755, numa sexta-feira, pede que seja feita a leitura da Paixão de Nosso Senhor Jesus Cristo, e, às quinze horas da tarde, parte, agora para a casa do Pai.

"A primeira lição que Tu me deste é a de manter o olhar continuamente fixo em teu Divino Ser." Maria Celeste é extremamente contemplativa? É apostólica? Vai mais além, sua vida é transparência radiante de Cristo.

segunda-feira, 8 de outubro de 2012

Memória Viva


Memória Viva

O Senhor me disse
no interior do coração:
'Quero ser o teu guia.
Quero te conduzir.
Não procure outro, mas a mim,
eu serei teu mestre.'
'Deves imitar minha vida.
Unida às obras da minha vida
realizarás tuas próprias obras.'

O projeto de vida que nos propõe
está contido na frase exclusiva
de Maria Celeste:
"Ser Memória Viva
de Jesus Cristo".

sexta-feira, 14 de setembro de 2012

Celebrar


Hoje, dia 14 de Setembro a Ordem do Santíssimo Redentor e a Congregação do Santíssimo Redentorista em comunhão com a Igreja Católica celebram  a memória da Venerável Maria Celeste Crostarosa (1696-1755). Júlia Crostarosa, seu nome civil, nasceu em Nápoles em 1696. Tornou-se Carmelita aos 21 anos, tendo se transferido para o Mosteiro das Irmãs da Visitação em Scala no ano de 1723. Em 1725 a Monja Júlia teve 40 dias de revelações sobre a fundação de um novo instituto religioso feminino e sobre a regra que deveria seguir. Em 1731 a nova regra foi aceita pelas monjas e passaram a formar a nova Ordem das Monjas do Santíssimo Salvador ocasião em que Júlia tomou o nome de Monja Celeste do Santíssimo Salvador. Maria Celeste teve uma nova série de visões sobre a fundação de um instituto religioso masculino. Por causa de brigas internas no mosteiro de Scala, Maria foi obrigada a se retirar daquele mosteiro e com duas de suas Irmãs fundou a Ordem das Monjas do Santíssimo Redentor. Maria Celeste tornou-se grande amiga de São Geraldo Magela. Faleceu em 14 de setembro de 1755. O processo de beatificação da Irmã Maria Celeste Crostarosa foi iniciado em 1987.

Venerável Maria Celeste Crostarosa, Rogai por Nós! 

quarta-feira, 1 de agosto de 2012

Proposta de Alfonso

A Proposta de Santo Afonso
Nápoles, Padres demais e Apóstolos de menos

Lá por 1700 e pouco, a diocese de Nápoles, no sul da Itália, tinha uns 500 mil habitantes, 39 paróquias na sede e 41 na zona rural. Na sede havia 104 conventos, com 4.500 religiosos, padres e irmãos. As igrejas eram 504, com uns 1.500 padres seculares ligados à arquidiocese, enquanto havia ainda mais uns 3.000 sem ocupação pastoral definida. Em todo o Reino de Nápoles, para uma população de 4 milhões, havia 56 mil padres, 31 mil religiosos, 23 mil freiras.

Havia duas ou até três cidades de Nápoles. Uma era a dos importantes e dos ricos, vivendo de rendas, do comércio ou ocupando altos cargos no Reino e na Igreja. Era a Nápoles dos andares superiores, das carruagens, dos salões e dos minuetos. Outra era a cidade dos andares térreos e dos porões, a Nápoles dos empregados domésticos, dos prestadores de serviço, dos que viviam de espertezas. Fora do centro de ruas apinhadas, estava a cidade da periferia, da beirada do porto, dos quarteirões olhados com suspeita, dos marinheiros e dos desempregados.

Além do Reino da capital, havia o reino dos fundões perdidos, dos povoados escondidos, das pequenas cidades, dos pobres e dos esquecidos. Também no interior sobravam os padres, mas poucos eram os que realmente se dedicavam à evangelização. Era quase dominante uma religiosidade sincretista e mágica, alimentada pelo medo, pela ignorância e por interesses.

Foi na capital desse reino que, em 1696, nasceu Afonso de Ligório, de família rica, importante e cristã. Recebeu a melhor instrução possível naquele tempo, foi advogado de fama, deixou tudo para ser padre em 1726, para ser apóstolo de fato para os que precisavam.

terça-feira, 1 de maio de 2012

Finalidade

MISSÃO

Dar a vida pela Copiosa Redenção "Eu quis escolher este Instituto a ser uma lembrança viva para todos os homens no mundo de tudo o que meu filho queria trabalhar para a sua salvação" (Maria Celeste apresenta e regra de vida a nossa missão: realizar o sonho do Padre que toda a humanidade a descobrir o amor de Jesus Cristo)

A vida contemplativa é uma resposta Àquele que nos amou primeiro. No "campo" de nossas vidas que temos encontrado um tesouro, uma pérola preciosa e pura alegria que "esgotado" para possuir o tesouro (Mt 13:44). Esse tesouro é Jesus Cristo, e tudo o mais foi ao fundo. A Celeste Maria, nosso fundador, gostava de repetir as palavras de S. Paulo: "Para mim viver é Cristo" (Fl 1,21). Como ele, também nós podemos dizer, "Eu conto tudo como perda, comparado com conhecimento de Cristo Jesus, meu Senhor, por quem todas as coisas perdidas, e eu tenho para  qualquer coisa que eu possa ganhar a Cristo (...) e conhecê-Lo, a poder da sua ressurreição e na comunhão com seus sofrimentos, tornando-se como ele. " Isto é o que nós também Redentoristas: nos tornar semelhantes a Cristo, seja para todos a imagem viva do amor de Cristo, especialmente para aqueles que mais precisam.


Seguindo os passos de Jesus: Nossa forma contemplativa é deixar Jesus viver em nós: é Ele quem ora em nós e que irradia amor para todos. Reviva a vida de Jesus de Nazaré. Ele queria proclamar o amor do Pai passou a maior parte de sua vida na obscuridade, gastando apenas alguns anos para proclamar o Reino de Sua Palavra e os sinais que o acompanhavam.Somos chamados a chorar com a nossa vida escondida que só Deus pode preencher o coração humano, cheio de felicidade que o amor deles é suficiente para nós.

Colaborar na obra da redenção, dando o nosso sim ao plano de Deus para nós, viver intimamente unidos a Cristo, aprender de Maria para ouvir a Palavra e transformá-lo em seu coração. "Como Maria, nós também estamos atentos ao Espírito, que queremos realizar na mesma obra do Redentor. O Espírito nos faz sinais, testemunhas e, agora, a construção do novo céu e nova terra, para aqueles que caminham com confiança "(Const. l6).

Contemplação, louvor e intercessão, nós buscamos o rosto de Deus ouvindo a Sua Palavra no silêncio do coração, em um ambiente que encoraja a contemplação e união com Deus.  As celebrações litúrgicas tomar cuidado especial para ser um louvor ao Senhor e ajudar outros a descobrir a beleza da vida em Cristo. Oramos para toda a humanidade, queremos ser não só o coração da Igreja, mas o coração que irradia o amor de Deus a todos os homens e mulheres de qualquer raça ou religião, especialmente os mais pobres.


Com as boas-vindas a todos aqueles que buscam a Deus, esperamos que nosso mosteiro é uma casa de oração e escola. Oferecemos espaço para orar na solidão e participar de nossas celebrações litúrgicas.  Nós emprestamos a nossa voz para aqueles que não rezam, que não têm voz em nosso mundo, nossa oração é um grito a Deus por todos aqueles seres humanos que vivem no abandono, privação e da pobreza.

Somos uma comunidade memória viva de Jesus. A nossa espiritualidade é muito comunidade: a caridade é a primeira regra da vida.Juntos, buscamos viver o Evangelho em um radical, agradecendo ao Senhor pelo dom de ter irmãs com quem partilhar a vida e a jornada de fé.

Como comunidade, optamos por um estilo de vida simples que mostra os valores do Reino, uma outra forma alternativa de ser e do mundo. Vivemos da partilha livre, fraterna e solidária. Você compartilhou a alegria de testemunhar a presença de Cristo ressuscitado entre nós.

segunda-feira, 30 de abril de 2012

Santidade

Serva de Deus Madre Maria Rafaela da Caridade
Ordem do Santíssimo Redentor
Mosteiro de  Santa Ágata dei Goti, Itália 
(1699-1778)

Primeira Superiora das Redentoristas em Santa Ágata dei Goti. Nasce em Nápoles, Itália a 5 março de 1699, de uma família muito honrada. Matilda de Vito entrou para o mosteiro de Scala aos 20 anos  idade após o conselho de Padre Thomas Falcoia dos  Piedosos Trabalhadores. Onde morou quase 50 anos e foi eleita várias vezes superiora.

Enquanto ela não é a fundadora da sua Ordem, ela  foi principais apoio da ordem. O Convento de Sta. Ágatha  de Goths em que ela foi chamada por Santo Afonso, que era então Ordinário do lugar, e da qual outros conventos Redentoristas viria adiante, deve a ela ao lado de sua existência, as tradições de fervor que perpetua.

Quando os edifícios do Scala, onde a cair em ruínas, foi Madre Maria Rafaela, que levantou  novo mosteiro. O edifício espiritual exigido de seus cuidados não menos a habilidade. A freira virtuosa contribuíram muito, de sua parte, ao seu estabelecimento.  Madre  Maria Rafaela era uma testemunha da angústia e os conflitos da Venerável Madre Maria Celeste Crostarosa, compartilhou sua dor e angustias e foi-se favorecido com os dons celestiais. Sua mente forte e perfeita docilidade a preservou de todo espaço nesta estrada difícil.

Santo Afonso deu testemunho mais tarde, de uma forma mais surpreendente, para a estima em que ele tinha dela. Ela colocou todos os cuidados dela em suas filhas espirituais guiando no caminho da perfeição, imitando as virtudes e os exemplos de Nosso Senhor Jesus Cristo. Ela possuía o dom da oração em um grau muito elevado. Uma das preocupações principais da Serva de Deus estava a trabalhar para a salvação dos pecadores. Ela morreu com a idade de 79 sendo 58 anos de religiosa.

Por ocasião de sua morte, Santo Afonso, então Bispo de Santa Ágata dei Goti, para afirmar as lições que a  santa freira tinha dado a suas filhas ao longo de sua longa carreira, que lhes resta, entre outros conselhos, este que revela a sua grande alma apostólica:

"Eu instruo a vos para rezar pelos pecadores e, sobretudo, para os infiéis e os outros que vivem separados da Igreja. A freira que não rezar pelos pecadores prova, assim, o pouco amor que ela tem a Jesus Cristo, aqueles que amam o Doce Salvador desejam vê-lo amado por todo o mundo. Recomendo-vos, portanto, pecadores e as almas do Purgatório."

Qui converti fecerit peccatorem…salvabit animam ejus. [St James V,20] †
(Depois o Memorial Alphonsiano)

quarta-feira, 18 de abril de 2012

Esscritos

Desejo verdadeiramente ser todo Seu.
Madre Maria celeste

O que olhais?

Cristo o que olhais
com olhar indescritível 
 e com força irresistível
 atraente e cativo,

 por que, se morto estás,
 tem tão viva expressão
 que agitas minha razão
 trocando vossos olhares
 em duas pulsantes espadas 
que parte meu coração? 
Ao vê-lo, olhos piedosos,
todo meu ser se comove.

sexta-feira, 30 de março de 2012

Escrito

O evangelho é a norma de vida no projeto crostarrosiano. No título que coloca acrescenta: "conta no Santo evangelho" No Diálogo 9 Madre Celeste diz: "No evangelho tem todo o que é caminho, verdade e vida. Numa só palavra está todas as perfeições divinas, porque nele está o Verbo Substancial do Pai de quem saiu." (p. 140)Por tanto o evangelho é chave de leitura, de interpretação, de atualização para descobrir a Regra e o espirito da Ordem. Oh, amado meu! Perfurou-me no coração com teu amor, tão doce que não tenho palavras para expressar ao aproximar de teu coração... Senti como coloca-los dentro de meu peito teu coração e o meu como cera derretida, entre no teu, deixando assim meu coração dentro do teu. (Diálogo 2)

domingo, 18 de março de 2012

Vocação

Da vocação religiosa
(II Parte)

por Santo Afonso Maria de Ligório*


Meios para conservar a Vocação

De modo que quem deseja obedecer à vocação divina, é preciso não só que se resolva a segui-la, mas também a segui-la sem demora e quanto antes para se não expor a perdê-la.

Supondo, porém, que circunstâncias especiais o obriguem a esperar, deve conservá-la com toda a diligência como a jóia mais preciosa que tivesse.

São três os meios para conservar a vocação: Segrego, oração e recolhimento.

1º - Do Segredo

Antes de mais nada e de modo geral, é necessário guardar segredo para com todos a respeito da vocação, menos com o padre espiritual, visto que, ordinariamente, as pessoas do século não tem escrúpulo nem se coíbem de dizer aos pobres jovens, chamados ao estado religioso, que em toda parte, até no mundo se pode servir a Deus. O que é mais para estranhar é que semelhantes asserções saiam às vezes da boca de sacerdotes, e até de religiosos que, ou entraram em religião sem vocação ou não sabem o significado dessa palavra. É bem verdade que em todo lugar pode servir a Deus quem não é chamado para a vida religiosa; mas quem o é e quer ficar no mundo por seu capricho, dificilmente, como foi demonstrado acima, levará vida regrada e servirá a Deus.

De modo especial, é mister ocultar a vocação aos parentes. Já Lutero era de opinião, como refere Belarmino (Contr. 2 Tom. de manarch, cap. 36, nº 1), que os filhos pecavam entrando em religião sem consentimento de seus progenitores. Dava como fundamento que os filhos são obrigados a obedecer-lhes em tudo. Tal opinião tem sido comumente refutada pelos concílios e pelos Santos Padres.

O décimo Concílio de Toledo no último capítulo diz expressamente que é permitido aos filhos entrarem em religião, desde que tenham ultrapassado os anos da puberdade: "Aos pais será permitido negar aos seus filhos a licença para entrarem em religião até aos 14 anos de idade. Passados os 14 anos, poderão os filhos abraçar licitamente o estado religioso, quer por vontade de seus pais, quer por eleição espontânea".

O mesmo se prescreve no Concílio Tibutirno (can. 24). Esta é a doutrina de Santo Ambrósio, São Jerônimo, Santo Agostinho e São Bernardo. É assim que diz São Tomás e outros, servindo-se das palavras de São João Crisóstomo: "Quando os pais impedem o bem espiritual nem sequer se devem consultar" (Hom 84 - in Joan).

Não deixa de haver quem opine que, no caso de um filho chamado por Deus para o estado religioso poder fácil e seguramente obter o consentimento dos seus progenitores, sem correr o perigo de que eles lhe impeça a vocação, seria de aconselhar pedir-lhes a benção. Esta doutrina especulativamente sustentável, na prática acarreta ordinariamente perigos. É ponto que precisa de ser muito bem aclarado para tirar a alguns certos escrúpulos farisaicos. É doutrina assente que na eleição de estado os filhos não são obrigados a obedecer aos pais.

Assim o ensina comumente os doutores como São Tomás nos termos seguintes: Quando se trata de contrair matrimônio ou de guardar castidade ou de matéria semelhante, nem os criados são obrigados a obedecer aos amos, nem os filhos a seus pais.

No que toca ao estado conjugal, o padre Pinamonti no seu tratado sobre A Vocação Religiosa, é do parecer de Sanchez, de koning e de outros teólogos, os quais defendem que o filho é obrigado a pedir conselho a seus pais, pois que nesta matéria eles, sendo mais idosos, tem maiores experiências do que os jovens, e, em assuntos destas natureza, não se esquecem de que são pais.

Mas na questão da vocação religiosa, ajunta avisadamente o mencionado padre Pinamonti, que o filho não é de modo nenhum obrigado a tomar o conselho de seus pais, porque, neste assunto, eles não tem nenhuma experiência, e, por mal entendido interesse, se convertem comumente em inimigos. Como adverte ainda São Tomás ao falar expressadamente da vocação: Muitas vezes aos amigos segundo a carne opõe-se ao nosso proveito espiritual. (2. 2 qu.189 art. 10). Mas querem os pais que os filhos se condenem junto deles do que se salvem, tendo que os deixar seguir o chamamento de Deus. Este procedimento arrancou a São Bernardo a severa exclamação: Oh pai cruel e mãe desnaturada, cuja consolação é a morte do filho, que preferem que morra com eles a que reine sem eles. (Epist. III)

Deus, diz um grande autor, quando chama uma alma para a vida perfeita, quer que ela se esqueça de seu pai, e assim lho faz sentir: ouve, filha, olha; aplica o teu ouvido; esquece do teu povo e a casa paterna (Ps. 44,II). Com esta exortação, ajunta o citado autor, nos adverte portanto, o Senhor e no seguir da vocação religiosa, não tem que intervir o conselho dos pais. Aqui deixo as suas palavras textuais: Se Deus quer que uma alma que Ele chama para si esqueça os pais e a casa paterna, dá a entender com isso que essa alma, chamada por Ele para a religião, não deve fazer entrar o conselho de seus amigos carnais e parentes na execução de tal vocação. (In S.Th. 9,189).

São Cirilo, ao explicar a advertência de Jesus Cristo ao jovem do Evangelho: Ninguém que meteu a mão ao arado e olha para trás está talhado para o reino do Céu (Lc 9,62), afirma que quem está à espera de tempo para cuvir o parecer de seus parentes acerca da sua vocação, esse é precisamente aquele que Senhor declara inapto para o Céu: Olha para trás quem procura dilação para ter oportunidade de consultar os parentes. Nisto se funda São Tomás quando adverte aos chamados para a vida religiosa que se precavenham de se aconselharem com os seus parentes sobre a vocação. Dá consulta esse assunto, em primeiro lugar, se deve afastar os parentes.

Aconselha-se que se discutam os nossos interesses com os amigos. Ora, os parentes, neste caso, não são amigos, mas antes inimigos segundo a asserção do Senhor: Os inimigos do homem são os parentes.

Se para seguir a vocação seria grande perigo pedir conselho aos pais, esse perigo subiria de ponto se se espera-se obter a sua licença quando se tentasse alcançá-la, porque tal diligência não poderá fazer-se sem correr o risco de perder a vocação, no caso de se prever que eles se empenhem em pedi-la.

E a verdade é que os Santos quando foram chamados a deixar o mundo, partiram de suas casas sem o comunicar aos seus pais. Assim o fizeram São Tomás de Aquino, São Francisco Xavier, São Felipe Neri, São Luis Beltrão. E sabemos que o Senhor aprovou estas fugas gloriosas.

São Pedro de Alcântara, fugiu a sua mãe, debaixo cuja obediência ficara depois da morte de seu pai, para entrar num mosteiro. Tendo que atravessar um rio encomendou-se a Deus e de repente viu-se transportado para outra margem.

De igual modo Santo Estanislau Kostka, tendo fugido de casa paterna, o irmão partiu de carroça em sua perseguição. Quando estava próximo a alcançá-lo, os cavalos estacaram e, por mais que o chicotassem, não conseguiram que eles dessem um passo em frente. Voltados que foram em direção à cidade, partiram à desfilada.

A beata Orinja de Valdarno na Toscana, prometida por seu pai como esposa a um jovem, fugiu também da casa de seus pais. No seu caminho teve de atravessar o rio Arno. Chegada que foi diante dele, fez uma breve oração; viu separarem-se as água diante dela, formarem-se como dois muros de Cristal, entre os quais pode passar a pé enxuto.

Por conseguinte, irmão caríssimo, se Deus nos convida a deixar o mundo, tende muito cuidado de não dar a conhecer a vossa resolução a vossos pais. Contentai-vos com ser abençoados por Deus e procurai pô-la em execução, o mais previamente que puderes, sem que eles, o saiba, se não o quereis expor-vos ao perigo de perder a vossa vocação.

Como já salientamos, ordinariamente, os parentes, e até mesmos os pais contraíram a execução do chamamento para a vida religiosa. Chega a suceder, que pais, aliás tementes a Deus e piedosos, se deixam cegar pelo interesse e a paixão a ponto de não terem escrúpulo de impedir, sob vários pretextos e por todos os meios, a vocação dos filhos.

Lê-se na vida do padre Paulo Segneri Junior e sua mãe, senhora de muita oração, não deixou pedra por mover para obstar à vocação religiosa de seu filho.

O mesmo fato se refere na vida de Monsenhor Cavalieri, bispo de Tróia, cujo pai, ainda que senhor de muita piedade, tentou por todos os modos impedir que seu filho entrasse (como de fato entrou) na Congregação dos pios operários, indo ao ponto de instaurar um processo no Tribunal Eclesiástico.

E quantos outros pais e mães, apesar de serem pessoas devotas e de oração ao tratar-se da vocação de seus filhos se transformam como se tivessem possessas do demônio!

É que o inferno para nenhuma outra se arma de ponto em branco, como para impedir a entrada na vida religiosa aqueles que para ela são chamados.

Por isso, repito, tende muito cuidado em não comunicar a vossa vocação aos amigos, os quais não terão escrúpulos, se não de vos aconselhar, ao menos de publicar, o segredo, de modo que os vossos facilmente chegaram aos conhecimento de vossos intentos.

2º- Da oração

Em segundo lugar, é preciso não esquecer que a vocação religiosa apenas por meio da oração se pode conservar.

Quem largar a oração, largará também certamente a vocação. É negócio que requer oração. Por isso, quem se sente chamado por Deus para a vida mais perfeita, nunca deixe de fazer uma hora de oração pela manhã, ou ao menos, meia hora em casa ou na igreja se em casa não puder ter o recolhimento preciso; e outra meia hora antes de se recolher. Não omita de modo nenhum a visita diária ao santíssimo Sacramento e a Maria Santíssima para obter a perseverança na vocação. Comungue três ou, ao menos, duas vezes por semana. O ponto na meditação seja quase sempre a vocação, considerando como fui grande a graça que Deus lhe fez chamando, quanto assegura mais a salvação eterna, se lhe obedecer com fidelidade; em que perigo se põe, pelo contrário, se lhes não obedece. Ponha muito especialmente diante dos olhos a hora da morte, e considera a alegria e a satisfação que então sentirá de ter ouvido a voz de Deus e a pena e remorsos que o hão de torturar, se acabar seus dias no século. Com este propósito ajuntaremos no fim algumas considerações sobre as quais se poderá fazer a oração mental.

Necessário é, por tanto, que todas as orações feitas a Jesus e a Maria, muito principalmente depois da comunhão e durante a visita ao Santíssimo, tenham por fim alcançar a santa perseverança. Quer na oração, quer na comunhão, renovai sempre a doação de vós mesmos a Deus, com essa fórmula: Eis me aqui, Senhor, já não sou meu, sou vosso. Já me entreguei a Vós, a Vós de novo me torno a entregar. Aceitai-me e dai-me força para Vos ser fiel e para me retirar quanto antes para a vossa santa casa.

3º- Do Recolhimento

Em terceiro lugar é necessário o recolhimento e este não se pode ter sem nos retirarmos do trato e divertimentos mundanos. Que é que nos pode enquanto estamos no século, fazer perder a vocação? Um nada. Bastará um dia de diversões: o embuste de um amigo, uma paixão mal dominada, uma afeição desordenada, um temor vão, uma tristeza não vencida. Tudo isto bastará, repito para fazer perder a resolução tomada de retirar-se do mundo e dar-se todo a Deus. Por isso, impõe-se a necessidade de um recolhimento total de um desprendimento de tudo o quanto seja o mundo.

Neste tempo outra não deve ser a vossa ocupação que a oração, a freqüência dos Sacramentos, a casa e a igreja. Quem assim não proceder e se entregar a passa tempos e diversões, tem que se convencer de que perderá a vocação. Ficará com remorsos de a não ter seguido, mas de certo a não seguirá. Quantos por desprezarem este conselho - de se entregar ao recolhimento - perderam a vocação e com ela a alma.

sábado, 18 de fevereiro de 2012

Vocação 1ª parte


Da vocação religiosa
(I Parte)

por Santo Afonso Maria de Ligório* 

 “Levá-lo-ei ao deserto e lhe falarei ao coração” (Os 2,14).


 Quanto importa seguir a vocação para a vida religiosa

 É verdade indiscutível que a nossa eterna salvação consiste na escolha do nosso estado. O Padre Granada chamava à eleição do estado a roda mestra da vida. Assim como nos relógios, descentrada a roda mestra, anda mal todo o relógio, assim também no negócio da salvação.

Na eleição do estado, se queremos assegurar a salvação eterna, é mister que sigamos a vocação divina, pois só assim nos concede Deus o auxílio necessário para alcançar a bem-aventurança.

E esta asserção é corroborada por São Cipriano de Cartago, que afirma: “A virtude do Espírito Santo não é dada segundo o nosso arbítrio, mas segundo a sua vontade.” Por isso diz São Paulo: “Cada um recebe de Deus o próprio dom” (I Cor. 7,7). E isto quer dizer, como explica Cornélio a Lápide, que Deus talha a cada um a sua vocação e lhe assinala o estado em que o quer salvar.

Meditações de Afonso de Ligório

AS SETE MEDITAÇÕES SUGERIDAS POR
Santo Afonso Maria de Ligório
Bispo, Confessor
Doutor Zelosíssimo da Igreja
Criou um sistema teológico, a saber, Teologia moral
Fundador da Congregação do Santíssimo Redentor
Diretor Espiritual da Ordem do Santíssimo Redentor

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Fundção

A fundadora das Ordem do Santíssimo Redentor é a Venerável Madre Maria Celeste Crostarosa. Fator decisivo para a fundação da Ordem foi a ajuda de Santo Alfonso Maria de Ligório e Dom Tomas Falcoia. (Imagem do Mosteiro de Foggia). Na imagem acima Madre Maria celeste referenciando Cristo crucificado, Santo Afonso maria de Ligório segurando Cristo crucificado, de cabelo grisalho Dom Falcoia e ao fundo a esquerda as freiras da Ordem monástica.

A Comunidade de Scala (Itália) alguns anos atrás.

A Comunidade de Magliano Sabina em torno 
Pe. Michael Brehl, C.Ss.R. Geral dos Redentoristas. (Itália)

Animação vocacional promovida pela comunidade da Irlanda