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terça-feira, 1 de maio de 2012

Finalidade

MISSÃO

Dar a vida pela Copiosa Redenção "Eu quis escolher este Instituto a ser uma lembrança viva para todos os homens no mundo de tudo o que meu filho queria trabalhar para a sua salvação" (Maria Celeste apresenta e regra de vida a nossa missão: realizar o sonho do Padre que toda a humanidade a descobrir o amor de Jesus Cristo)

A vida contemplativa é uma resposta Àquele que nos amou primeiro. No "campo" de nossas vidas que temos encontrado um tesouro, uma pérola preciosa e pura alegria que "esgotado" para possuir o tesouro (Mt 13:44). Esse tesouro é Jesus Cristo, e tudo o mais foi ao fundo. A Celeste Maria, nosso fundador, gostava de repetir as palavras de S. Paulo: "Para mim viver é Cristo" (Fl 1,21). Como ele, também nós podemos dizer, "Eu conto tudo como perda, comparado com conhecimento de Cristo Jesus, meu Senhor, por quem todas as coisas perdidas, e eu tenho para  qualquer coisa que eu possa ganhar a Cristo (...) e conhecê-Lo, a poder da sua ressurreição e na comunhão com seus sofrimentos, tornando-se como ele. " Isto é o que nós também Redentoristas: nos tornar semelhantes a Cristo, seja para todos a imagem viva do amor de Cristo, especialmente para aqueles que mais precisam.


Seguindo os passos de Jesus: Nossa forma contemplativa é deixar Jesus viver em nós: é Ele quem ora em nós e que irradia amor para todos. Reviva a vida de Jesus de Nazaré. Ele queria proclamar o amor do Pai passou a maior parte de sua vida na obscuridade, gastando apenas alguns anos para proclamar o Reino de Sua Palavra e os sinais que o acompanhavam.Somos chamados a chorar com a nossa vida escondida que só Deus pode preencher o coração humano, cheio de felicidade que o amor deles é suficiente para nós.

Colaborar na obra da redenção, dando o nosso sim ao plano de Deus para nós, viver intimamente unidos a Cristo, aprender de Maria para ouvir a Palavra e transformá-lo em seu coração. "Como Maria, nós também estamos atentos ao Espírito, que queremos realizar na mesma obra do Redentor. O Espírito nos faz sinais, testemunhas e, agora, a construção do novo céu e nova terra, para aqueles que caminham com confiança "(Const. l6).

Contemplação, louvor e intercessão, nós buscamos o rosto de Deus ouvindo a Sua Palavra no silêncio do coração, em um ambiente que encoraja a contemplação e união com Deus.  As celebrações litúrgicas tomar cuidado especial para ser um louvor ao Senhor e ajudar outros a descobrir a beleza da vida em Cristo. Oramos para toda a humanidade, queremos ser não só o coração da Igreja, mas o coração que irradia o amor de Deus a todos os homens e mulheres de qualquer raça ou religião, especialmente os mais pobres.


Com as boas-vindas a todos aqueles que buscam a Deus, esperamos que nosso mosteiro é uma casa de oração e escola. Oferecemos espaço para orar na solidão e participar de nossas celebrações litúrgicas.  Nós emprestamos a nossa voz para aqueles que não rezam, que não têm voz em nosso mundo, nossa oração é um grito a Deus por todos aqueles seres humanos que vivem no abandono, privação e da pobreza.

Somos uma comunidade memória viva de Jesus. A nossa espiritualidade é muito comunidade: a caridade é a primeira regra da vida.Juntos, buscamos viver o Evangelho em um radical, agradecendo ao Senhor pelo dom de ter irmãs com quem partilhar a vida e a jornada de fé.

Como comunidade, optamos por um estilo de vida simples que mostra os valores do Reino, uma outra forma alternativa de ser e do mundo. Vivemos da partilha livre, fraterna e solidária. Você compartilhou a alegria de testemunhar a presença de Cristo ressuscitado entre nós.

segunda-feira, 30 de abril de 2012

Santidade

Serva de Deus Madre Maria Rafaela da Caridade
Ordem do Santíssimo Redentor
Mosteiro de  Santa Ágata dei Goti, Itália 
(1699-1778)

Primeira Superiora das Redentoristas em Santa Ágata dei Goti. Nasce em Nápoles, Itália a 5 março de 1699, de uma família muito honrada. Matilda de Vito entrou para o mosteiro de Scala aos 20 anos  idade após o conselho de Padre Thomas Falcoia dos  Piedosos Trabalhadores. Onde morou quase 50 anos e foi eleita várias vezes superiora.

Enquanto ela não é a fundadora da sua Ordem, ela  foi principais apoio da ordem. O Convento de Sta. Ágatha  de Goths em que ela foi chamada por Santo Afonso, que era então Ordinário do lugar, e da qual outros conventos Redentoristas viria adiante, deve a ela ao lado de sua existência, as tradições de fervor que perpetua.

Quando os edifícios do Scala, onde a cair em ruínas, foi Madre Maria Rafaela, que levantou  novo mosteiro. O edifício espiritual exigido de seus cuidados não menos a habilidade. A freira virtuosa contribuíram muito, de sua parte, ao seu estabelecimento.  Madre  Maria Rafaela era uma testemunha da angústia e os conflitos da Venerável Madre Maria Celeste Crostarosa, compartilhou sua dor e angustias e foi-se favorecido com os dons celestiais. Sua mente forte e perfeita docilidade a preservou de todo espaço nesta estrada difícil.

Santo Afonso deu testemunho mais tarde, de uma forma mais surpreendente, para a estima em que ele tinha dela. Ela colocou todos os cuidados dela em suas filhas espirituais guiando no caminho da perfeição, imitando as virtudes e os exemplos de Nosso Senhor Jesus Cristo. Ela possuía o dom da oração em um grau muito elevado. Uma das preocupações principais da Serva de Deus estava a trabalhar para a salvação dos pecadores. Ela morreu com a idade de 79 sendo 58 anos de religiosa.

Por ocasião de sua morte, Santo Afonso, então Bispo de Santa Ágata dei Goti, para afirmar as lições que a  santa freira tinha dado a suas filhas ao longo de sua longa carreira, que lhes resta, entre outros conselhos, este que revela a sua grande alma apostólica:

"Eu instruo a vos para rezar pelos pecadores e, sobretudo, para os infiéis e os outros que vivem separados da Igreja. A freira que não rezar pelos pecadores prova, assim, o pouco amor que ela tem a Jesus Cristo, aqueles que amam o Doce Salvador desejam vê-lo amado por todo o mundo. Recomendo-vos, portanto, pecadores e as almas do Purgatório."

Qui converti fecerit peccatorem…salvabit animam ejus. [St James V,20] †
(Depois o Memorial Alphonsiano)

quarta-feira, 18 de abril de 2012

Esscritos

Desejo verdadeiramente ser todo Seu.
Madre Maria celeste

O que olhais?

Cristo o que olhais
com olhar indescritível 
 e com força irresistível
 atraente e cativo,

 por que, se morto estás,
 tem tão viva expressão
 que agitas minha razão
 trocando vossos olhares
 em duas pulsantes espadas 
que parte meu coração? 
Ao vê-lo, olhos piedosos,
todo meu ser se comove.

sexta-feira, 30 de março de 2012

Escrito

O evangelho é a norma de vida no projeto crostarrosiano. No título que coloca acrescenta: "conta no Santo evangelho" No Diálogo 9 Madre Celeste diz: "No evangelho tem todo o que é caminho, verdade e vida. Numa só palavra está todas as perfeições divinas, porque nele está o Verbo Substancial do Pai de quem saiu." (p. 140)Por tanto o evangelho é chave de leitura, de interpretação, de atualização para descobrir a Regra e o espirito da Ordem. Oh, amado meu! Perfurou-me no coração com teu amor, tão doce que não tenho palavras para expressar ao aproximar de teu coração... Senti como coloca-los dentro de meu peito teu coração e o meu como cera derretida, entre no teu, deixando assim meu coração dentro do teu. (Diálogo 2)

domingo, 18 de março de 2012

Vocação

Da vocação religiosa
(II Parte)

por Santo Afonso Maria de Ligório*


Meios para conservar a Vocação

De modo que quem deseja obedecer à vocação divina, é preciso não só que se resolva a segui-la, mas também a segui-la sem demora e quanto antes para se não expor a perdê-la.

Supondo, porém, que circunstâncias especiais o obriguem a esperar, deve conservá-la com toda a diligência como a jóia mais preciosa que tivesse.

São três os meios para conservar a vocação: Segrego, oração e recolhimento.

1º - Do Segredo

Antes de mais nada e de modo geral, é necessário guardar segredo para com todos a respeito da vocação, menos com o padre espiritual, visto que, ordinariamente, as pessoas do século não tem escrúpulo nem se coíbem de dizer aos pobres jovens, chamados ao estado religioso, que em toda parte, até no mundo se pode servir a Deus. O que é mais para estranhar é que semelhantes asserções saiam às vezes da boca de sacerdotes, e até de religiosos que, ou entraram em religião sem vocação ou não sabem o significado dessa palavra. É bem verdade que em todo lugar pode servir a Deus quem não é chamado para a vida religiosa; mas quem o é e quer ficar no mundo por seu capricho, dificilmente, como foi demonstrado acima, levará vida regrada e servirá a Deus.

De modo especial, é mister ocultar a vocação aos parentes. Já Lutero era de opinião, como refere Belarmino (Contr. 2 Tom. de manarch, cap. 36, nº 1), que os filhos pecavam entrando em religião sem consentimento de seus progenitores. Dava como fundamento que os filhos são obrigados a obedecer-lhes em tudo. Tal opinião tem sido comumente refutada pelos concílios e pelos Santos Padres.

O décimo Concílio de Toledo no último capítulo diz expressamente que é permitido aos filhos entrarem em religião, desde que tenham ultrapassado os anos da puberdade: "Aos pais será permitido negar aos seus filhos a licença para entrarem em religião até aos 14 anos de idade. Passados os 14 anos, poderão os filhos abraçar licitamente o estado religioso, quer por vontade de seus pais, quer por eleição espontânea".

O mesmo se prescreve no Concílio Tibutirno (can. 24). Esta é a doutrina de Santo Ambrósio, São Jerônimo, Santo Agostinho e São Bernardo. É assim que diz São Tomás e outros, servindo-se das palavras de São João Crisóstomo: "Quando os pais impedem o bem espiritual nem sequer se devem consultar" (Hom 84 - in Joan).

Não deixa de haver quem opine que, no caso de um filho chamado por Deus para o estado religioso poder fácil e seguramente obter o consentimento dos seus progenitores, sem correr o perigo de que eles lhe impeça a vocação, seria de aconselhar pedir-lhes a benção. Esta doutrina especulativamente sustentável, na prática acarreta ordinariamente perigos. É ponto que precisa de ser muito bem aclarado para tirar a alguns certos escrúpulos farisaicos. É doutrina assente que na eleição de estado os filhos não são obrigados a obedecer aos pais.

Assim o ensina comumente os doutores como São Tomás nos termos seguintes: Quando se trata de contrair matrimônio ou de guardar castidade ou de matéria semelhante, nem os criados são obrigados a obedecer aos amos, nem os filhos a seus pais.

No que toca ao estado conjugal, o padre Pinamonti no seu tratado sobre A Vocação Religiosa, é do parecer de Sanchez, de koning e de outros teólogos, os quais defendem que o filho é obrigado a pedir conselho a seus pais, pois que nesta matéria eles, sendo mais idosos, tem maiores experiências do que os jovens, e, em assuntos destas natureza, não se esquecem de que são pais.

Mas na questão da vocação religiosa, ajunta avisadamente o mencionado padre Pinamonti, que o filho não é de modo nenhum obrigado a tomar o conselho de seus pais, porque, neste assunto, eles não tem nenhuma experiência, e, por mal entendido interesse, se convertem comumente em inimigos. Como adverte ainda São Tomás ao falar expressadamente da vocação: Muitas vezes aos amigos segundo a carne opõe-se ao nosso proveito espiritual. (2. 2 qu.189 art. 10). Mas querem os pais que os filhos se condenem junto deles do que se salvem, tendo que os deixar seguir o chamamento de Deus. Este procedimento arrancou a São Bernardo a severa exclamação: Oh pai cruel e mãe desnaturada, cuja consolação é a morte do filho, que preferem que morra com eles a que reine sem eles. (Epist. III)

Deus, diz um grande autor, quando chama uma alma para a vida perfeita, quer que ela se esqueça de seu pai, e assim lho faz sentir: ouve, filha, olha; aplica o teu ouvido; esquece do teu povo e a casa paterna (Ps. 44,II). Com esta exortação, ajunta o citado autor, nos adverte portanto, o Senhor e no seguir da vocação religiosa, não tem que intervir o conselho dos pais. Aqui deixo as suas palavras textuais: Se Deus quer que uma alma que Ele chama para si esqueça os pais e a casa paterna, dá a entender com isso que essa alma, chamada por Ele para a religião, não deve fazer entrar o conselho de seus amigos carnais e parentes na execução de tal vocação. (In S.Th. 9,189).

São Cirilo, ao explicar a advertência de Jesus Cristo ao jovem do Evangelho: Ninguém que meteu a mão ao arado e olha para trás está talhado para o reino do Céu (Lc 9,62), afirma que quem está à espera de tempo para cuvir o parecer de seus parentes acerca da sua vocação, esse é precisamente aquele que Senhor declara inapto para o Céu: Olha para trás quem procura dilação para ter oportunidade de consultar os parentes. Nisto se funda São Tomás quando adverte aos chamados para a vida religiosa que se precavenham de se aconselharem com os seus parentes sobre a vocação. Dá consulta esse assunto, em primeiro lugar, se deve afastar os parentes.

Aconselha-se que se discutam os nossos interesses com os amigos. Ora, os parentes, neste caso, não são amigos, mas antes inimigos segundo a asserção do Senhor: Os inimigos do homem são os parentes.

Se para seguir a vocação seria grande perigo pedir conselho aos pais, esse perigo subiria de ponto se se espera-se obter a sua licença quando se tentasse alcançá-la, porque tal diligência não poderá fazer-se sem correr o risco de perder a vocação, no caso de se prever que eles se empenhem em pedi-la.

E a verdade é que os Santos quando foram chamados a deixar o mundo, partiram de suas casas sem o comunicar aos seus pais. Assim o fizeram São Tomás de Aquino, São Francisco Xavier, São Felipe Neri, São Luis Beltrão. E sabemos que o Senhor aprovou estas fugas gloriosas.

São Pedro de Alcântara, fugiu a sua mãe, debaixo cuja obediência ficara depois da morte de seu pai, para entrar num mosteiro. Tendo que atravessar um rio encomendou-se a Deus e de repente viu-se transportado para outra margem.

De igual modo Santo Estanislau Kostka, tendo fugido de casa paterna, o irmão partiu de carroça em sua perseguição. Quando estava próximo a alcançá-lo, os cavalos estacaram e, por mais que o chicotassem, não conseguiram que eles dessem um passo em frente. Voltados que foram em direção à cidade, partiram à desfilada.

A beata Orinja de Valdarno na Toscana, prometida por seu pai como esposa a um jovem, fugiu também da casa de seus pais. No seu caminho teve de atravessar o rio Arno. Chegada que foi diante dele, fez uma breve oração; viu separarem-se as água diante dela, formarem-se como dois muros de Cristal, entre os quais pode passar a pé enxuto.

Por conseguinte, irmão caríssimo, se Deus nos convida a deixar o mundo, tende muito cuidado de não dar a conhecer a vossa resolução a vossos pais. Contentai-vos com ser abençoados por Deus e procurai pô-la em execução, o mais previamente que puderes, sem que eles, o saiba, se não o quereis expor-vos ao perigo de perder a vossa vocação.

Como já salientamos, ordinariamente, os parentes, e até mesmos os pais contraíram a execução do chamamento para a vida religiosa. Chega a suceder, que pais, aliás tementes a Deus e piedosos, se deixam cegar pelo interesse e a paixão a ponto de não terem escrúpulo de impedir, sob vários pretextos e por todos os meios, a vocação dos filhos.

Lê-se na vida do padre Paulo Segneri Junior e sua mãe, senhora de muita oração, não deixou pedra por mover para obstar à vocação religiosa de seu filho.

O mesmo fato se refere na vida de Monsenhor Cavalieri, bispo de Tróia, cujo pai, ainda que senhor de muita piedade, tentou por todos os modos impedir que seu filho entrasse (como de fato entrou) na Congregação dos pios operários, indo ao ponto de instaurar um processo no Tribunal Eclesiástico.

E quantos outros pais e mães, apesar de serem pessoas devotas e de oração ao tratar-se da vocação de seus filhos se transformam como se tivessem possessas do demônio!

É que o inferno para nenhuma outra se arma de ponto em branco, como para impedir a entrada na vida religiosa aqueles que para ela são chamados.

Por isso, repito, tende muito cuidado em não comunicar a vossa vocação aos amigos, os quais não terão escrúpulos, se não de vos aconselhar, ao menos de publicar, o segredo, de modo que os vossos facilmente chegaram aos conhecimento de vossos intentos.

2º- Da oração

Em segundo lugar, é preciso não esquecer que a vocação religiosa apenas por meio da oração se pode conservar.

Quem largar a oração, largará também certamente a vocação. É negócio que requer oração. Por isso, quem se sente chamado por Deus para a vida mais perfeita, nunca deixe de fazer uma hora de oração pela manhã, ou ao menos, meia hora em casa ou na igreja se em casa não puder ter o recolhimento preciso; e outra meia hora antes de se recolher. Não omita de modo nenhum a visita diária ao santíssimo Sacramento e a Maria Santíssima para obter a perseverança na vocação. Comungue três ou, ao menos, duas vezes por semana. O ponto na meditação seja quase sempre a vocação, considerando como fui grande a graça que Deus lhe fez chamando, quanto assegura mais a salvação eterna, se lhe obedecer com fidelidade; em que perigo se põe, pelo contrário, se lhes não obedece. Ponha muito especialmente diante dos olhos a hora da morte, e considera a alegria e a satisfação que então sentirá de ter ouvido a voz de Deus e a pena e remorsos que o hão de torturar, se acabar seus dias no século. Com este propósito ajuntaremos no fim algumas considerações sobre as quais se poderá fazer a oração mental.

Necessário é, por tanto, que todas as orações feitas a Jesus e a Maria, muito principalmente depois da comunhão e durante a visita ao Santíssimo, tenham por fim alcançar a santa perseverança. Quer na oração, quer na comunhão, renovai sempre a doação de vós mesmos a Deus, com essa fórmula: Eis me aqui, Senhor, já não sou meu, sou vosso. Já me entreguei a Vós, a Vós de novo me torno a entregar. Aceitai-me e dai-me força para Vos ser fiel e para me retirar quanto antes para a vossa santa casa.

3º- Do Recolhimento

Em terceiro lugar é necessário o recolhimento e este não se pode ter sem nos retirarmos do trato e divertimentos mundanos. Que é que nos pode enquanto estamos no século, fazer perder a vocação? Um nada. Bastará um dia de diversões: o embuste de um amigo, uma paixão mal dominada, uma afeição desordenada, um temor vão, uma tristeza não vencida. Tudo isto bastará, repito para fazer perder a resolução tomada de retirar-se do mundo e dar-se todo a Deus. Por isso, impõe-se a necessidade de um recolhimento total de um desprendimento de tudo o quanto seja o mundo.

Neste tempo outra não deve ser a vossa ocupação que a oração, a freqüência dos Sacramentos, a casa e a igreja. Quem assim não proceder e se entregar a passa tempos e diversões, tem que se convencer de que perderá a vocação. Ficará com remorsos de a não ter seguido, mas de certo a não seguirá. Quantos por desprezarem este conselho - de se entregar ao recolhimento - perderam a vocação e com ela a alma.

sábado, 18 de fevereiro de 2012

Vocação 1ª parte


Da vocação religiosa
(I Parte)

por Santo Afonso Maria de Ligório* 

 “Levá-lo-ei ao deserto e lhe falarei ao coração” (Os 2,14).


 Quanto importa seguir a vocação para a vida religiosa

 É verdade indiscutível que a nossa eterna salvação consiste na escolha do nosso estado. O Padre Granada chamava à eleição do estado a roda mestra da vida. Assim como nos relógios, descentrada a roda mestra, anda mal todo o relógio, assim também no negócio da salvação.

Na eleição do estado, se queremos assegurar a salvação eterna, é mister que sigamos a vocação divina, pois só assim nos concede Deus o auxílio necessário para alcançar a bem-aventurança.

E esta asserção é corroborada por São Cipriano de Cartago, que afirma: “A virtude do Espírito Santo não é dada segundo o nosso arbítrio, mas segundo a sua vontade.” Por isso diz São Paulo: “Cada um recebe de Deus o próprio dom” (I Cor. 7,7). E isto quer dizer, como explica Cornélio a Lápide, que Deus talha a cada um a sua vocação e lhe assinala o estado em que o quer salvar.

Meditações de Afonso de Ligório

AS SETE MEDITAÇÕES SUGERIDAS POR
Santo Afonso Maria de Ligório
Bispo, Confessor
Doutor Zelosíssimo da Igreja
Criou um sistema teológico, a saber, Teologia moral
Fundador da Congregação do Santíssimo Redentor
Diretor Espiritual da Ordem do Santíssimo Redentor

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Fundção

A fundadora das Ordem do Santíssimo Redentor é a Venerável Madre Maria Celeste Crostarosa. Fator decisivo para a fundação da Ordem foi a ajuda de Santo Alfonso Maria de Ligório e Dom Tomas Falcoia. (Imagem do Mosteiro de Foggia). Na imagem acima Madre Maria celeste referenciando Cristo crucificado, Santo Afonso maria de Ligório segurando Cristo crucificado, de cabelo grisalho Dom Falcoia e ao fundo a esquerda as freiras da Ordem monástica.

A Comunidade de Scala (Itália) alguns anos atrás.

A Comunidade de Magliano Sabina em torno 
Pe. Michael Brehl, C.Ss.R. Geral dos Redentoristas. (Itália)

Animação vocacional promovida pela comunidade da Irlanda

domingo, 1 de janeiro de 2012

Espírito da Ordem


O Espírito do Instituto

 - a Viva Memória -

"- Filha, está desejosa de saber como poderias dar-me mais gosto neste mundo...”  Vive este modo de vida.  “Entrarás na memória de minha vida e em todas as horas que são prescritas na minha e tua Regra:  isto quer dizer viver no meu Espírito e nas mesmas obras de minha vida”.

“- Filha, eu serei a lâmpada de tuas ações...  Este é o espírito de teu Instituto:  a viva memória e minha imitação, como se eu vivesse entre vós”.

“- A vossa vida consiste em fazer o ofício de Madalena na santa contemplação:  felizes serão aquelas Religiosas que praticarem com amorosa vigilância...  A minha memória”.

(Solilóquio Nono)

A finalidade da Ordem das Monjas Redentoristas é formar algumas almas que se proponham tomar por exemplo vivo Jesus, seu Divino Mestre.

O Mosteiro de vida contemplativa há as monjas coristas, que reza o ofício Divino, um ano de postulado, um ano de noviciado. E as monja conversa, que não reza o ofício Divino, dois anos de postulado e dois anos de noviciado.


Terminado o noviciado, a noviça emite os votos temporários por três anos.  Após este tempo emitirão os votos solenes. O noviciado começa com a vestição da postulante. A noviça recebe o nome, o hábito, o véu branco, uma coroa de espinhos, e o rosário no dia da vestição. Após este período, a noviça emite os votos temporários por três anos, emseguida emitirão os votos solenes. Na profissão, a irmã recebe uma cruz, o escapulário azul, o breviário, a aliança, o véu preto, a vela, uma coroa de flores e novamente o rosário.

“Como abraçastes a vida espiritual, morrei ao mundo, para viver inteiramente a Deus.”