sábado, 10 de maio de 2014

Feliz Dia das Mães!






Queremos com nossas orações levar todos os povos ao encontro pessoal com o Cristo Ressuscitado!





Um vídeo de uma música composta pelo querido Padre Joãozinho que expressa nosso amor por aquelas que nos geraram e nos amaram!



Mãe, você foi nove meses de espera
Já me amou sem saber como eu era
Preparou o enxoval para mim.
Mãe, nem sentias o meu carinho,
Mas eu bem lá dentro sozinho
Já te amava e cantava assim

Vou nascer e vou cantar e vou viver,
Vou sorrir e sorrindo vou te agradecer
Vou dizer que tu és a minha flor,
E cantar com carinho,alegria e amor.}2x

Mãe voce foi tanto tempo meus braços,
Minhas pernas eu fui teu cansaço,
O teu colo era um berço pra mim
Mãe, escutavas apenas um choro.
Era o meu coração como coro
Que te amava e cantava assim.

Vou crescer e vou cantar e vou viver,
Vou sorrir e sorrindo vou te agradecer
Vou dizer que tu és a minha flor,
E cantar com carinho,alegria e amor.
Mãe, voce foi tanto tempo amiga,
Me escutou e sorriu na fadiga, 
Quando a vida chorou para mim.
Mãe, eu cresci mas ainda sou filho,
"Te amo" e repito o estribilho 
Que a vida ensinou e é assim

Vou vencer e vou cantar e vou viver,
Vou sorrir e sorrindo vou te agradecer
Vou dizer que tu és a minha flor,
E cantar com carinho,alegria e amor.}2x


Parabéns a todas as Mães!




sexta-feira, 9 de maio de 2014

Papa explica a primeira regra da santidade Existe uma diferença entre heróis e santos, afirmou Francisco hoje em sua homilia

O Papa Francisco afirmou que a primeira regra da santidade é "que Cristo cresça e nós nos rebaixemos".

Francisco falava na homilia da missa desta sexta-feira na Casa Santa Marta, quando comentou a primeira leitura, que narra a conversão de São Paulo.

Sobre a Igreja ser santa, o Papa falou:

"Mas como pode ser santa se todos nós estamos dentro? Somos todos pecadores, aqui. E a Igreja é santa. É a esposa de Jesus Cristo e Ele a ama, Ele a santifica, a santifica todos os dias com o seu sacrifício eucarístico. E nós somos pecadores, mas numa Igreja santa. E também nós nos santificamos com esta pertença à Igreja: somos filhos da Igreja e a Mãe Igreja nos santifica, com o seu amor, com os Sacramentos do seu Esposo."

Nas suas cartas – recordou o Papa –, São Paulo fala aos santos, a nós: “pecadores, mas filhos da Igreja santa, santificada pelo Corpo e o Sangue de Jesus”.

"Nesta Igreja santa, o Senhor escolhe algumas pessoas para que asantidade fique mais evidente, para mostrar que Ele é quem santifica, que ninguém santifica si mesmo, que não existe um curso para se tornar santo, que ser santo não é ser faquir ou algo desse estilo… Não! A santidade é um dom de Jesus à sua Igreja, e para mostrar isso Ele escolhe pessoas em que o seu trabalho para santificar fica evidente."

No Evangelho – observou ainda Francisco –, existem muitos exemplo de santos: há Madalena, Mateus, Zaqueu e muitos outros que nos mostram qual é a primeira regra da santidade: “é necessário que Cristo cresça e nós nos rebaixemos”.

Assim, Cristo escolheu Saulo, que era um perseguidor da Igreja. E de tão grande que era, se tornou pequeno, obedeceu. Mas Paulo não se tornou um herói, explicou o Papa. Ele, que pregou o Evangelho em todo o mundo, “terminou a sua vida com um pequeno grupo de amigos, aqui em Roma, vítima dos seus discípulos”. Do grande homem que era, morreu decapitado. “Rebaixou-se, rebaixou-se, rebaixou-se….” A diferença entre os heróis e os santos – explicou por fim Francisco – “é o testemunho, a imitação de Jesus Cristo. Percorrer o caminho de Cristo, o caminho da cruz. Penso, afirmou ainda, nos últimos dias de São João Paulo II...”:

"Não podia falar, o grande atleta de Deus, o grande guerreiro de Deus acaba assim: aniquilado pela doença, humilhado como Jesus. Este é o percurso da santidade dos grandes. Também é o percurso da nossa santidade. Se nós não nos deixarmos converter o coração por este caminho de Jesus – carregar a cruz todos os dias, a cruz ordinária, a cruz simples – e deixar que Jesus cresça; se não percorrermos este caminho, não seremos santos. Mas se o percorrermos, todos nós testemunharemos Jesus Cristo, que nos ama tanto. E daremos testemunho que, não obstante sejamos pecadores, a Igreja é santa. É a esposa de Jesus."

(Rádio Vaticano)

domingo, 27 de abril de 2014

São João XXIII o ‘Papa da docilidade ao Espírito’, São João Paulo II o ‘Papa da família’

Papa Francisco definiu São João XXIII como o ‘Papa da docilidade ao Espírito’e São João Paulo II como o ‘Papa da família’. 
Centenas de milhares de pessoas acompanharam a Missa de canonização dos beatos João XXIII e João Paulo II no Vaticano, na manhã deste Domingo da Divina Misericórdia, 27 abril. Especialmente, marcaram presença os poloneses e fiéis da diocese italiana de Bérgamo vindos da terra natal dos pontífices. Em cerimônia histórica para a Igreja católica, o Papa Francisco canonizou os papas que deixaram sua marca no século XX.
O Papa emérito Bento XVI chegou à cerimônia acompanhado por seu secretário particular e ficou junto aos cardeais e bispos concelebrantes. O Santo Padre Papa Francisco ao entrar cumprimentou e abraçou Bento XVI.


Junto com o Santo Padre concelebraram o bispo de Bérgamo, Francesco Beschi, o ex-secretário particular do Papa João Paulo II e arcebispo de Cracóvia, Stanislaw Dziwisz e o cardeal vigário de Roma, Agostino Vallini. Também concelebraram com Francisco representantes de várias religiões, convidados especiais e cerca de 150 cardeais e centenas de bispos de todo o mundo.papas a
A celebração começou com a Ladainha de todos os Santos, cantada pelo Coral Pontifício, Orquestra Filarmônica de Cracóvia, Polônia, e ainda pelo Coral de Bérgamo. Em seguida, tradicionalmente, foram lidos os decretos de canonização pelo prefeito da Congregação para a Causa dos Santos, Cardeal Angelo Amato.
Após o pedido do Cardeal Amato, o Santo Padre proclamou oficialmente a santidade dos dois Papas ao ler a fórmula de canonização.
“Em honra da Santíssima Trindade, para a exaltação da fé católica e incremento da vida cristã, com a autoridade de nosso Senhor Jesus Cristo, dos Santos Apóstolos Pedro e Paulo e a nossa, após ter longamente refletido, invocado várias vezes o auxílio divino e escutado o parecer de nossos irmãos no episcopado, declaramos e definimos como Santos os Beatos João XXIII e João Paulo II, inscrevemo-los no Álbum dos Santos e estabelecemos que em toda a Igreja eles sejam devotamente honrados entre os Santos. Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo”, foi a fórmula lida pelo Pontífice, que foi seguida de aplausos dos presentes.
Em seguida, entraram os relicários dos dois novos santos que foram colocados junto ao altar. De João Paulo II foi apresentada uma ampola com seu sangue, a mesma da beatificação em 2011, e de João XXIII um fragmento de pele recolhido na exumação, no ano 2000.
A celebração seguiu com a liturgia da palavra e a homilia do Papa Francisco. Em sua reflexão, o destaque para a mensagem litúrgica evidenciada neste domingo dedicado à Misericórdia Divina.
Canonizacao dos Papas (12)“No centro deste domingo, que encerra a Oitava de Páscoa e que João Paulo II quis dedicar à Misericórdia Divina, encontramos as chagas gloriosas de Jesus ressuscitado. Já as mostrara quando apareceu pela primeira vez aos Apóstolos, ao anoitecer do dia depois do sábado, o dia da Ressurreição. Mas, naquela noite, Tomé não estava; e quando os outros lhe disseram que tinham visto o Senhor, respondeu que, se não visse e tocasse aquelas feridas, não acreditaria”, disse o Papa.
“Oito dias depois, Jesus apareceu de novo no meio dos discípulos, no Cenáculo, encontrando-se presente também Tomé; dirigindo-Se a ele, convidou-o a tocar as suas chagas. E então aquele homem sincero, aquele homem habituado a verificar tudo pessoalmente, ajoelhou-se diante de Jesus e disse: ‘Meu Senhor e meu Deus!’. Se as chagas de Jesus podem ser de escândalo para a fé, são também a verificação da fé. Por isso, no corpo de Cristo ressuscitado, as chagas não desaparecem, continuam, porque aquelas chagas são o sinal permanente do amor de Deus por nós, sendo indispensáveis para crer em Deus: não para crer que Deus existe, mas sim que Deus é amor, misericórdia, fidelidade. Citando Isaías, São Pedro escreve aos cristãos: ‘pelas suas chagas, fostes curados’”, completou.
A partir dessa reflexão, Francisco afirmou a santidade dos novos santos ao dizer que eles “não tiveram vergonha da carne de Cristo” e por isso, foram “dois homens corajosos, cheios da parresia do Espírito Santo, e deram testemunho da bondade de Deus, de sua misericórdia, à Igreja e ao mundo”.
“João XXIII e João Paulo II tiveram a coragem de contemplar as feridas de Jesus, tocar as suas mãos chagadas e o seu lado traspassado. Não tiveram vergonha da carne de Cristo, não se escandalizaram d’Ele, da sua cruz; não tiveram vergonha da carne do irmão, porque em cada pessoa atribulada viam Jesus. Foram dois homens corajosos, cheios da parresia do Espírito Santo, e deram testemunho da bondade de Deus, de sua misericórdia, à Igreja e ao mundo. Foram sacerdotes, bispos e papas do século XX. Conheceram as suas tragédias, mas não foram vencidos por elas. Mais forte, neles, era Deus; mais forte era a fé em Jesus Cristo, Redentor do homem e Senhor da história; mais forte neles, era a misericórdia de Deus que se manifesta nestas cinco chagas; mais forte era a proximidade materna de Maria”, frisou.
Segundo o Papa, em João Paulo II e João XXIII habitava uma “esperança viva” que se apresentava por meio de uma “alegria indescritível e irradiante”.
“A esperança e a alegria que Cristo ressuscitado dá aos seus discípulos, e que nada e ninguém os pode privar. A esperança e a alegria pascais, passadas pelo crisol do despojamento, do aniquilamento, da proximidade aos pecadores levada até ao extremo, até a náusea pela amargura daquele cálice. Estas são a esperança e a alegria que os dois santos Papas receberam como dom do Senhor ressuscitado, tendo-as, por sua vez, doado em abundância ao Povo de Deus, recebendo sua eterna gratidão”.
A respeito do legado de São João XXIII, o Santo Padre recordou o revigoramento espiritual da Igreja proporcionado pelo Concílio Vaticano II. “Na convocação do Concílio, João XXIII demonstrou uma delicada docilidade ao Espírito Santo, deixou-se conduzir e foi para a Igreja um pastor, um guia-guiado. Este foi o seu grande serviço à Igreja; foi o Papa da docilidade ao Espírito”, sublinhou o Pontífice.
Sobre a contribuição de São João Paulo II para a Igreja, Francisco enfatizou sua preocupação com a família.“Neste serviço ao Povo de Deus, João Paulo II foi o Papa da família. Ele mesmo disse uma vez que assim gostaria de ser lembrado: como o Papa da família. Apraz-me sublinhá-lo no momento em que estamos vivendo um caminho sinodal sobre a família e com as famílias, um caminho que ele seguramente acompanha e sustenta do Céu”. 
“Que estes dois novos santos Pastores do Povo de Deus intercedam pela Igreja para que, durante estes dois anos de caminho sinodal, seja dócil ao Espírito Santo no serviço pastoral à família. Que ambos nos ensinem a não nos escandalizarmos das chagas de Cristo, a penetrarmos no mistério da misericórdia divina que sempre espera, sempre perdoa, porque sempre ama”, concluiu Papa Francisco, a homilia histórica.
Canonizacao dos Papas
Ao final da celebração, o Santo Padre rezou a oração do Regina Caeli, o Ângelus, e aproveitou para agradecer a presença de todos os fiéis e peregrinos que vieram a Roma, bem como as diversas delegações oficiais, os inúmeros cardeais e bispos, padres, religiosos e religiosas. Aos fiéis das dioceses de Bérgamo e Cracóvia, o Santo Padre pediu para que honrem a memória de seus conterrâneos. ”Queridos, honrem a memória dos dois Papas santos seguindo fielmente os seus ensinamentos”.
Por fim, o Papa se dirigiu em oração à Imagem da Virgem Maria, a quem São João XXIII e São João Paulo II amaram com devoção.
Participaram da celebração de canonização mais de 120 delegações provenientes de várias partes do mundo, das quais 24 entre chefes de Estado e monarcas, e 10 chefes de governo. Também estiveram presentes 26 mil voluntários e 10 mil policiais. Foram disponibilizadas 77 ambulâncias, muitas delas da Cruz Vermelha Italiana.
A praça, a Via da Conciliação e demais ruas adjacentes ao Vaticano permaneceram lotadas de peregrinos nos últimos dias. Vigílias de orações foram realizadas nas igrejas de Roma na madrugada deste domingo. Muitos fiéis dormiram em sacos de dormir espalhados pelas ruas e quando a Praça São Pedro foi aberta às 5h30 da manhã, eles entraram para dentro da Praça e esperaram o horário da celebração. 

Fonte: Rádio Vaticano, Agência Ecclesia. 

domingo, 20 de abril de 2014

Momento de Espiritualidade!


A espiritualidade Redentorista se sustenta no amor infinito do Redentor que se fez criança no seio da Virgem Maria, anunciou o Reino de Deus aos pobres, doou-se totalmente na cruz e, ressuscitado, está vivo na Eucaristia. O Salmo 129 expressa a alegria do salmista ao reconhecer que “No Senhor a redenção é abundante”. Santo Afonso Maria de Ligório assume o anúncio dacopiosa redenção como fundamento da vida missionária Redentorista. Olhando o Cristo que traz vida nova aos mais abandonados (Cf. Lc 4, 18ss), Afonso e seus companheiros assumem uma missão pascal de renovar o mundo por meio do amor misericordioso de Jesus.
Conduzidos pela Espiritualidade Redentorista, compreendemos que o Mistério Pascal de Cristo implica também nossa participação ao Mistério. Essa participação é mística, isto é, realizada em símbolos materiais e acontecida em nós pela fé. Deste modo, como estivemos unidos a Cristo a uma morte semelhante à sua, somos uma só coisa com Ele na Ressurreição (Rm 6,5). “Se morremos com Cristo, temos fé de que também viveremos com Ele” (Rm 6,8).
Homem sempre atento à escuta da Palavra de Deus, Afonso assumiu a Vida Nova do Cristo Ressuscitado não somente como dom, mas também como tarefa pessoal e comunitária. É preciso, a cada dia, renovar a opção fundamental por aquele que nos doou totalmente sua vida por nós e, a partir daí, ser missionário e anunciar essa vida que Cristo continua a nos oferecer.
A Constituição Redentorista nº7 diz: “Testemunhas do Evangelho da graça de Deus (cf. At 20,24), os Redentoristas proclamam, antes de tudo, a sublime vocação do homem e do gênero humano. Sabem que todos os homens são pecadores, mas sabem igualmente que esses mesmos homens já foram de um modo mais profundo escolhidos, salvos e reunidos em Cristo (cf. Rm 8,29ss.).
Cabe a todos nós, que vivemos a Espiritualidade Redentorista, assumirmos a missão pascal que brota do Cristo Ressuscitado presente na Eucaristia. Afonso foi missionário da Eucaristia e levou-nos todos a acolhermos esse Deus que se faz pão para nos alimentar. Foi no pão da Eucaristia que Afonso contemplou o Cristo Ressuscitado e nele encontrava a verdadeira fonte de Vida.
Nesta Páscoa, reconheçamos nossa sublime vocação à vida Plena que vence a morte e triunfa na Ressurreição com Cristo. Nosso coração é um sacrário vivo a levar o Redentor a todas as pessoas em atitude missionária.   

Padre Anisio Tavares
Padre Anísio Tavares, C.Ss.R.
Missionário Redentorista



Feliz Páscoa!

segunda-feira, 14 de abril de 2014

Semana Santa- Meditemos com Maria Celeste Crostarosa



Esposo à alma:

Filha, tu me procuras sempre a morte de teu próprio ser, assim em ti mesma como no mundo, e eu para atender-te em tão justo desejo, segundo o meu beneplácito que com muita eficácia sempre me pedes, "sinto dever-te" dar humilhações para sempre mais fortificar-te no bem.
                                                            (Diálogos da Alma 4)

quarta-feira, 9 de abril de 2014

Testemunho da noviça!


RomildaPor que a vida contemplativa? Por que redentorista? A história é muito legal se eu acho que até dois anos atrás eu não entendia a utilidade da vida de clausura e eu não tinha ideia da existência da Ordem do SS. Redentor.
Eu me perguntava por um longo tempo sobre qual era a minha vocação. Durante vários anos eu vivia entre a luz e a sombra, a voltar para Deus e a fuga em busca de uma vida "normal". Até que, depois de uma luta final, eu aceitei Deus dispondo-me a ouvir o que eu perguntava, percebendo que era bom para mim e para muitos, estava na mais confiante.
A sensação de clausura eu nunca entendi, embora muitas vezes eu tentei. Enquanto eu passei um pouco "de tempo em uma casa de religiosas de vida ativa que eu estava, de repente abriu um mundo inteiramente novo na frente: para a beleza da minha vida, para o deleite de meu encontro com Deus, que eu tinha que agradecer aquele eremita, aquela monja, que estava oferecendo a sua vida por mim, embora talvez nunca teríamos conhecido.
Comecei a sentir que Jesus repetiu hoje o seu grito: "Tenho sede", em muitas almas que estão longe de Mim, a partir da experiência do Amor. Trata-se, em Cristo, Deus uniu indissoluvelmente a nossa humanidade, e ainda sofre de fome, sede, solidão,  necessidade, e eu ajudar porque muitas chamadas e eis que a vida religiosa dedicada à educação ou serviço dos mais abandonados, aqui estão as missões nos países mais pobres. Mas ele sofre em união com a nossa humanidade em tantas almas também é outro tipo de sede que podem ser compartilhados e aliviou a sua própria de uma maneira que parece improvável e inútil oferecendo sua vida em silêncio e reclusão de um mosteiro.
escalaEntão me aproximei da espiritualidade da Venerável Celeste Crostarosa com um sentimento fascinado por ela. Então eu conheci essa Comunidade, encontrando-se lentamente o meu lugar, aqui descobrindo o lugar onde Deus sempre esperando por mim. E 13 de janeiro de 2013, aos 24 anos, eu comecei a minha aventura aqui no Mosteiro de Scala.
A 11 de fevereiro de 2014 eu fiz a minha entrada no noviciado. Todos os dias eu contemplo com espanto as maravilhas de Deus em um sempre novo conhecimento de mim mesmo e Ele, como nas realizações de derrota. E o Redentor não perde qualquer oportunidade para cavar sempre um pouco de "mais espaço dentro de mim, lembrando-me que quer viver em meu lugar, e assim dando o valor da salvação em tudo que faço. E essa é a beleza e o maior presente!
                                                                                     Noviça Romilda Riccio

sexta-feira, 28 de março de 2014

Formação Espiritual

Iluminados pelo Sol divino


Na Espiritualidade de Maria Celeste Crostarosa é particularmente cara a simbologia do sol. Ela, que nascida em Nápoles contempla o sol que inunda sua terra natal de uma luminosidade que “doura tudo”, compreende que este mesmo sol é uma alusão a imagem de Cristo Redentor que a ensina e conduz, e do qual ela está em perfeita “simbiose” de fé, amor e comunhão. Nos seus escritos, Maria Celeste deixa transparecer e se envolver pelo encantamento e delicadeza deste Sol, que inunda todo o seu ser.
O Sol que é Cristo envolve de luz e sentido a nossa história, pois pelo mistério de sua encarnação, a nossa humanidade é plenificada e divinizada, e, portanto, porta aberta para se chegar a Deus. Ignorar a humanidade de Deus em Jesus Cristo é ignorar a comunicação de amor que se estabelece entre o Cristo, Verbo do Pai e o ser humano, revestindo-o de todas as graças e virtudes.
Sob o Sol do Amor que é Cristo, Maria Celeste fundamenta a sua espiritualidade. Em seus escritos, ela assim descreve esta intuição mística: “Este sol que você vê no mundo visível, foi criado como símbolo do Sol divino que, por sua divindade, ilumina o íntimo da alma. Esses são os efeitos que produz minha divina presença nas almas que criei. Você agora, a partir desse sol material que brilha todos os dias, você admirará minhas divinas perfeições”[1]. Como o Filho é imagem do Pai, e nós somos a imagem do Filho, através do Verbo, o Pai nos comunica sua graça e nos faz participantes de sua divindade, isto é, imprime em nós o seu SER para sermos vivas memórias do Redentor.
Diante deste Sol divino que é o Cristo, não temos outra coisa a fazer senão deixar ser transformado por Ele. Se expor diante de sua luminosidade para ser purificado pelo seu amor: “De teu divino Ser desprende-se um amor doce e flamejante. À luz dessa chama que, de teu coração, passa para o meu, eu compreendo coisas maravilhosas”[2].
Para Maria Celeste, Cristo é uma “presença continuamente experimentada”[3]. Ela vive desta presença sempre experimentada, e deixa-se impregnar pelo jeito de agir e ser de Cristo, que cada vez mais ela passa tornar-se sua viva memória no mundo. Essa presença é particularmente experimentada no momento da eucaristia: “Depois da santa comunhão, minha alma entrou em ti; mas como já havias entrado em meu coração, eu mesma me perdi, enquanto me revelavas uma grandeza infinita... Fez-se no intimo de minha alma um clarão, através do qual eu contemplei o Sol eterno...”[4] É através da Eucaristia que Cristo se faz mistério luminoso para aquele que crê, e assim, toda a sua vida é divinizada e purificada por Ele, a ponto de dizer como São Paulo: Eu vivo, mas já não sou eu que vivo, pois é Cristo que vive em mim” Gl 2, 20. Ao expressar a sua intimidade para com Jesus presente na eucaristia, Celeste dirá que Jesus inventou a eucaristia para nos transformar n’Ele.
A proposta espiritual de Maria Celeste é um convite a todo cristão para redescobrir na Eucaristia Aquele que é o Sol divino da nossa existência, que nos comunica sua vida e quer ser próximo de cada um de nós, e deseja a nossa transformação para que desta forma, nós continuemos a sua obra de redenção no mundo. Cabe a cada um de nós se expor a luminosidade do Cristo, para acolhermos a graça que nos converte e imprime em nós o selo do amor do Pai e os mesmos sentimentos do Filho.
Rodrigo Costa Silva,
Noviço Redentorista,
Graduado em Filosofia/UFJF




[1] SÉGALEN, Jean-Marie. Orar 15 dias com Maria Celeste Crostarosa: uma mística da Eucaristia do Século XVIII. Aparecida/SP: Editora Santuário, 2008, p. 34.
[2] Idem, p. 35.
[3] CAPONE, Domenico; LAGE, Emílio; MAJORANO, Sabatino. Maria Celeste e sua espiritualidade. [tradução Ivo Montanhese]. Aparecida/SP: Editora Santuário, 1999, p. 19.
[4] SÉGALEN, Jean-Marie. Orar 15 dias com Maria Celeste Crostarosa: uma mística da Eucaristia do Século XVIII. Aparecida/SP: Editora Santuário, 2008, p. 35.

segunda-feira, 17 de março de 2014

Nossa formação



 A nossa formação não tem outro sentido a não ser, fazer com que nossas vocacionadas se aproximem e se deixem apaixonar pelo Santíssimo Redentor, por isso nossa formação é divida por etapas, afim de que nossas jovens vá crescendo no amor pela Copiosa Redenção.


Vocacionada: Esse é o primeiro contato da jovem com nossa ordem, começamos a caminhar e amadurecer a vocação afim de que possamos dar um sim generoso ao chamado de Jesus. Essa etapa dura no minimo seis mês e no máximo um ano. O acompanhamento se dá por meio de cartas, telefonemas e visitas a nossa portaria.


Aspirantado: Após o acompanhamento vocacional a jovem que se sente chamada a esse estilo de vida  tem a oportunidade de nos conhecer mais de perto, podendo conviver em nossa clausura num periodo de um a três meses afim de aprofundar seu chamado.
 (Aspirante com noviça de Scala)




Postulantado: Após o aspirantado a jovem retorna para sua casa e se vê que esse estilo de vida é o que quer pode fazer o pedido de ingresso na etapa do postulantado. Assumindo assim, a radicalidade da vida monástica Redentorista, bem como seus direitos e deveres. Nessa etapa tem um aprofundamento da vida catequetica, história da Igreja e conhecimento da família Redentorista.

(postulantes da Polônia)   
(postulantes do México)   




Noviciado: a etapa do noviciado tem a duração de dois anos e é conhecido como o ano da graça, onde a jovem amadurece sua vocação num tempo dedicado ao grande deserto. Com o auxilio da mestra de noviça aprofundará a vida de nossa Fundadora Maria Celeste, bem como Santo Afonso e demais santos e beatos redentoristas. Estudará os escritos da venerável bem como nossas constituições e estatutos.
(primeira noviça da Tailândia) 



Juniorato: Após a experiencia do grande deserto a jovem que quer se doar totalmente ao divino Esposo como "uma memória viva" do seu amor radicaliza sua escolha com a profissão religiosa, prometendo viver
os conselhos evangélicos de pobreza, obediência e castidade.







(irmã Monic-juniora das filipinas)




Venha fazer parte de nossa família!
Entre em contato
mosteiroredentorista@ig.com.br




sexta-feira, 7 de março de 2014

Nossas irmãs pelo mundo- Série 2


Apresentamos nossa segunda série de fotos de nossas irmãs, que seja um motivo de animo para as jovens se entregarem ao chamado de Deus!



Irmãs de São Fidélis-RJ

















 Comunidade de Cebu



Comunidade do México


 Mosteiro de Quilmes


Comunidade da Tailândia



Comunidade da Irlanda




 Comunidade de Madri

 Irmãs de Ried



E claro! não poderíamos faltar nossa comunidade!

(Irmãs Marli e Gorette)

Jovem venha se juntar á nós!
entre em contato!


quarta-feira, 5 de março de 2014

Conheça-nos!



Jovem venha ser uma Monja Redentorista !

(Primeira vocação da Ucrania- rezemos pela instação do mosteiro naquele território de missão!)

Convidamos todas as mulheres que buscam  consagrar-se a Cristo e à Igreja através do ministério da oração!
Sendo uma irmã Redentorista:
  • Viverá em um comunidade monástica estável, mas não muito grande.
  • Praticará a oração comum- louvores completos, buscando fomentar todo o ritual e pratimônio Espiritual da Igreja.
  • Oração pessoal, nossa vocação na Igreja
  • Simplicidade, unidade e amor mútuo na comunidade - o nosso ideal primeiro.
  • hospitalidade a todos os que vêm até nós (nós não vamos as pessoas, mas sempre estamos prontas para receber aqueles que precisam de ajuda.).
  • Nossa missão especial é a unidade, no sentido mais amplo da palavra, o espírito de cooperação dos missionários Redentoristas com nossas orações pelos seus diversos apostolados.


Foto das duas irmãs que fecharam o mosteiro Bélgica e se juntaram a comunidade da Irlanda!




terça-feira, 4 de março de 2014

Francisco: rezar a Deus pelas vocações, para que envie sacerdotes e religiosas com o coração só para Ele

Cidade do Vaticano (RV) - Rezar a Deus pelas vocações, para que envie sacerdotes e religiosas com o coração só para Ele, livres da idolatria, da vaidade do poder e do dinheiro: é a exortação feita pelo Papa Francisco na manhã desta segunda-feira na missa na Casa Santa Marta.

O Evangelho do homem rico que se lança de joelhos diante de Jesus para pedir-lhe o que deveria fazer para herdar a vida eterna, foi o foco da homilia do Papa Francisco. Este homem - disse o Santo Padre – “tinha um grande desejo de ouvir as palavras de Jesus”: era “um homem bom, porque desde a sua juventude tinha observado os mandamentos. Um homem bom”, portanto, “mas isso não era suficiente para ele: queria mais. O Espírito Santo o impulsionava”. Jesus olha para ele com amor e lhe faz a proposta: “Venda tudo e vem comigo pregar o Evangelho”. Mas ele, ouvindo estas palavras, “fechou a cara e foi embora triste”, porque possuía muitos bens:

“O seu coração inquieto, por causa do Espírito Santo que lhe impulsionava a chegar perto de Jesus e a segui-lo, era um coração cheio, e ele não teve a coragem de esvaziá-lo. E ele fez a escolha: o dinheiro. O coração cheio de dinheiro... Mas não era um ladrão, um criminoso, não, não! Ele era um homem bom: nunca roubou, nunca! Nunca enganou: era dinheiro honesto. Mas seu coração estava preso ali, estava ligado ao dinheiro e não tinha a liberdade de escolher. O dinheiro escolheu por ele”. 

“Quantos jovens - continuou o Papa Francisco - sentem em seus corações este chamado para se aproximar de Jesus, e ficam entusiasmados”, “não têm vergonha de se ajoelharem” diante d’Ele, para dar uma demonstração pública de sua fé em Jesus Cristo” e “desejam segui-lo? Mas quando eles têm o coração cheio de outras coisas e não são muito corajosos para esvaziá-lo, voltam para traz, e a alegria se torna tristeza”. Ainda hoje existem muitos jovens que têm vocação, mas às vezes há algo “que os impede”:

“Devemos rezar para que o coração destes jovens possa se esvaziar, se esvaziar de outros interesses, de outros amores, para que o coração se torne livre. E esta é a oração pelas vocações”: “Senhor, envie-nos religiosas, envie-nos sacerdotes, defenda-os da idolatria, da idolatria da vaidade, da idolatria do orgulho, da idolatria do poder, da idolatria do dinheiro. E a nossa oração é para preparar esses corações para poder seguir de perto a Jesus”.

O homem deste Evangelho - afirmou o Papa - é “tão bom, mas também muito infeliz”. Hoje há tantos jovens assim. Por isso, precisamos elevar a Deus uma oração intensa:

“É a oração: “Ajudai, Senhor, esses jovens, para que eles sejam livres e não sejam escravos, para que tenham o coração só para Vós, e assim o chamado do Senhor possa chegar e possa dar frutos. E esta é a oração pelas vocações. Devemos fazer muitas: rezar. Mas, sempre estar atentos: existem vocações. Devemos ajudar para que cresçam, para que o Senhor possa entrar naqueles corações e dar esta alegria indizível e cheia de glória que tem cada pessoa que segue de perto a Jesus”. (SP)


Texto proveniente da página http://pt.radiovaticana.va/news/2014/03/03/francisco:_rezar_a_deus_pelas_voca%C3%A7%C3%B5es,_para_que_envie_sacerdotes_e/bra-778061
do site da Rádio Vaticano 

domingo, 2 de março de 2014

“Reinventar-se a partir do pó”

cinzas

“Lembra-te, ó homem, que és pó e ao pó hás de voltar” (Gn 3,19). A advertência que, na Quarta-Feira de Cinzas, chama a atenção do ser humano para sua finitude e provisoriedade, por outro lado, apresenta-se como uma porta aberta para a criatividade de quem abre o próprio coração para “reinvertar-se”. Já dizia a poetisa Cecília Meireles: “A vida só é possível reinventada”.
O crente do Antigo Testamento derramava sobre a cabeça um punhado de cinzas para se recordar o quanto era insignificante diante da grandeza de Deus! Sem abandonar por nenhum instante seus atributos grandiosos, Deus se dispôs a fazer-se um de nós no espaço e no tempo: Jesus Cristo, embora sendo em tudo semelhante a Deus, não se apegou a esta condição e se fez Grão de Trigo que, triturado no flagelo da cruz, tornou-se farinha, pó, pão, Pão da vida… Jesus é a presença encarnada de um Deus criativo, que nos chama à mesma criatividade na reinvenção. De uma situação totalmente desfavorável, da aniquilação total em todos os níveis, Jesus se reinventa e, Ressuscitado, eterniza sua presença entre os seus e os convida à mesma dinâmica: reinventar-se significa converter-se, buscar o melhor de si mesmo, com humildade e comprometimento.
Se o pó remete a situações de morte e abandono, também pode ser sinal da doação de muitos elementos que se unem em favor da vida. Basta lembrar-se da sagrada multimistura distribuída em todo o Brasil pela Pastoral da Criança e que vem salvando milhões de vidas infantis das doenças provenientes da desnutrição. Pó da vida. Cada um daqueles ingredientes se doa totalmente, se mói, se destrói para dar origem à mistura da vida e da salvação. É assim que o cristão é chamado a se portar: morrer para si, para o próprio egoísmo, para os interesses superficiais com o objetivo de se integrar a esta grande mistura (comunhão) de vida que é o Reino de Deus.
Que as cinzas recebidas nesta Quarta-Feira sejam sinal deste compromisso em tentarmos ser diferentes, sempre para melhor, sem medo ou qualquer espécie de tristeza por sermos tão pequenos e precários, pois mesmo assim Deus nos ama incondicionalmente. Revistamo-nos do pó que realmente somos, sem lamúria ou complexo de inferioridade, dando graças e louvores a Deus por Ele, mais uma vez, nos convidar a este esforço de conversão.

Frei Gustavo Medella (http://www.franciscanos.org.br/?p=53319)



quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

Nossas irmãs pelo mundo-Série 1



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