quarta-feira, 5 de outubro de 2016

Maria Celeste Crostarosa: uma inspiração para a Vida Religio



Celebrar, em 18 de Junho de 2016, a Beatificação de Madre Celeste Crostarosa (1696-1755), é motivo de alegria evangélica não só para a Ordem do Santíssimo Salvador (Redentoristinas) e para a Igreja do mundo inteiro, mas também para nós Redentoristas que somos frutos dessa inspiração divina. Daí se faz fundamental reconhecermos nessa esplendorosa mulher, atualmente beata e apaixonada por Deus, o título de inspiradora da Congregação no Santíssimo Redentor, dentre outros inúmeros títulos que podemos deslumbrar nessa monja exemplar. Porém, aqui nos limitamos a contemplar em Crostarosa alguns traços fundamentais e marcantes de uma bela “alma religiosa chamada por Ele, [Jesus Cristo], em seu seguimento” (CROSTAROSA, Maria Celeste. Trecho da Autobiografia.Trad. J. B. Boaventura, p.17, acréscimo nosso) que é exemplo de motivação tanto para as monjas redentoristas, e as religiosas do mundo inteiro, como para nós, religiosos da Vida Consagrada.
Preliminarmenteo preconceito básico que podemos quebrar é aquele que relega a vida monástica há uma solidão e fechamento para vários aspectos da Vida Religiosa Missionária. Resolutamente as ordens monásticas são tanto religiosas e missionárias como as Congregações ou modos de Vida apostólicos. E diga-se de passagem, que uma coisa comum que nos uni e comungamos, independente de se estar na vida monástica ou apostólica, em casas de formação, ou paróquias missionárias, é a Vida Religiosa Consagrada. Na fundadora das Redentoristinas,Maria Celeste, encontramos essa digna e magnífica expressão de Religiosa. 
Como as primeiras virgens (nas proximidades do século III e IV) que buscaram uma vida em total dedicação as Deus e as coisas divinas, assim também foi Crostarosa, desde os 05 ou 06 anos, quando, conhecendo as misericórdia de Jesus para com ela, quis amá-lo e servi-lo, numa doação total de si mesma. Esse desejoíntimo e inquietante de Deus, que ela não sabia explicar inicialmente, é uma marca característica da radicalidade da Vida Religiosa.  A sua experiência espiritual brotava de uma sensibilidade feminina profunda para com a misericórdia do Pai e um desejo de agradar a Jesus, pois este “Ora dizia ao [seu] coração: Deixa as criaturas, ama-me somente. Ora dizia: Vem a Mim entrega-te toda a meu amor e eu te darei os verdadeiros contentamentos” (Ibidem,p. 19, acréscimo nosso). A radicalidade do amor, numa intimidade profunda, desembocava em um amor apaixonado por Jesus. Assim desde muito nova “ela mandava seus suspiros amorosos a Deus, [e], muito frequentes, tinha desejos e ardor na vontade, e não sabia como satisfazê-los” (Ibidem, p.18). Portanto, esse desejo profundo de fazer comunhão com Deus, a partir dessa sensibilidade profunda de fé é o primeiro elemento da essência de sua religiosidade, que deve inspirar a nossa trajetória, enquanto religiosos (as).
Outro elemento característico de sua espiritualidade, enquanto inspiração para Vida Religiosa, era a oração. Não se trata portanto, de práticas metodológicas e formas oracionais, mas de uma intimidade profunda com Deus, com Jesus misericordioso, que arrebatava-a muitas vezes em um amor profundo porJesus. Os exercícios espirituais de São Pedro de Alcantara, os momentos de profunda meditação, o silêncio interior e exterior, e os momentos de recolhimentos para rezar,a fim de se encontrar com Deus, foramos instrumentos iniciais da sua vidaque a possibilitou progressos na vida de oração e maturidade espiritual. Porém, outros recursos oracionais marcam a experiência crostarosiana. Todos esses meios foram contributos para que ela aprofundasse e amadurecesse sua experiência de fé e comunhão com Deus. Por meio disso, ela crescia na sua unidade com Deus a tal ponto de estar “toda cheia de bons desejos com resolução grande de se dar toda a Deus, e começar verdadeiramente uma vida santa” (Ibidem, p. 21).Neste sentido observamos a amplitude, profundidade e extensão da experiência de oração que Irmã Celeste tinha, tão necessário nos tempos atuais para a Vida Religiosa.
Se a Vida Consagrada tem sua expressão espiritual e jurídica nos votos evangélicos, para a Beata Celeste tal profissão religiosa não se sustenta como práticas ou normas formais. Se certa tradição do seu tempo relegou os votos na sua experiência formal negativa do “não pode”, em Crostarosa tal experiência é substituída por um significado profundo único e atual: a unidade e permanecia no amor misericordioso de Deus. A sua forma de viver a profissão era mais do que normaspráticas acéticas que não possuíam sentido em si mesma. Segundo sustenta Domenico Capone sobre Celeste, ela “professa não a pobreza, mas Cristo pobre; não a obediência, mas Cristo obediente; não a castidade, mas Cristo que, com a pureza de seu ser,[...] ama a Deus e ama a todos os homens”(CAPONE, 1999, p.25).Na sua experiência religiosa, os votos e regras de vida, eram prescindidos de umafonte motivadora, que impulsionava-a para a liberdade evangélica e realização da Vida Consagrada de modo mais substancial, e além das regras. Era a comunhão dialogal, espiritual, experiencial com a Santíssima Trindade, e de modo especial Jesus, seu esposo, que fazia com que ela não só vivesse a Vida Religiosa Monástica, mas empreendesse um espírito renovado e autônomo a frente de seu tempo. Podemos dizer que a inspiração de Crostarosa na Vida Religiosa é a abertura da consciência livre e autônoma para as investiduras que o Espírito nos chama, nesse modo de vida, para realizar com maestria a vontade de Deus.
Outro fator característico desta Beata é a experiência da fraternidade evangélica. Ora se a vida monástica a colocava em vários momentos de oração, contemplação e recolhimento, por outro lado se tinha os momentos de encontros, entretenimentos e recreios comunitários. Nessa experiência podemos dizer que ela possuía um projeto de vida que atendia as necessidadesevangélicas de suas irmãs. A partir da sua regra de vida, emitida pela experiência espiritual com Jesus, ela se orientava na vida fraterna para habitar e conviver entre as irmãs, a fim “de ajudar sua eterna salvação e o bem de suas almas” (Ibidem, p. 39). A fonte dessa disposição fraterna era a experiência do seu amado Jesus: “Amarás o teu próximo, e não lamentarás de qualquer coisa que te for feita por ele” (Ibidem, p. 40). Assim se expressava Jesus na experiência dialogal dela: “Quando tu sentires as graças e os bens que eu compartilho com teu próximo, tu te comprazerás como se o tivesses recebido” (Ibidem.). Essa é a alegria com o crescimento de felicidade evangélica do outro. É expressão da verdadeira fraternidade e caridade que brota do coração de Deus. A fraternidade presente em Crostarosa é estímulo iluminante para a Vida Religiosa.
Outro elemento significativo no itinerário da vida de Crostarosa, exemplar para a Vida Religiosa, é a prática das virtudes evangélicas teologais: fé, esperança e caridade. Estas, apesar de não ser explicitada nas regras monásticas feita por ela, estavam contidas nas nove regras do Instituto. Sobre as virtudes praticadas por ela podemos destacar a humildade, a abnegação de si e a mansidão profética, dentre outras. Em suma, todas as virtudes possuem sua fonte na experiência espiritual com Cristo. “Ele é uma escada mística onde o homem sobe da terra ao Céu[...]. Portanto o homem ascende das misérias desta terra por meio desta escada mística de ouro que são as virtudes da vida de nosso Senhor Jesus Cristo”(Ibidem, p.56). Se a vida de Celeste e a construção das regras religiosas são marcadas pelo progresso virtuoso, as vias para tal empreendimento “são as obras e as virtudes de Jesus Cristo que se fazem obras da [sua] própria alma pela graça”(Ibidem. Acréscimo nosso).
Assim, de tal modo podemos perceber que a beata vida não consiste nas práticas formais, mas em uma experiência baseada nas verdades da fé, em que esta “é infusa em nosso intelecto por dom sobrenatural”(Ibidem.), isto é, por dom divino que transcende a natureza humana, como acentua São Paulo em relação a graça de Deus(2Cor.12, 7-9). “E a vida é o amor, e a união com o amado Verbo. E portanto se conclui ser Ele peregrino naqueles que são unidos a Ele por amor e unção verdadeira pela fé, pelas obras santas e pela graça do Espírito Santo”(Ibidem.).
A leitura-oracional-meditativo-contemplativo das Sagradas Escrituras, a Celebração eucarística, a Adoração ao Santíssimo Sacramento e a Confissão são práticas sacras e litúrgicas de fé, constantemente realizada por Crostarosa na sua Vida Religiosa. Sem tais elementos não é possível entender a sua espiritualidade cristocêntrica e muito menos a mística que se desabrocha na sua espiritualidade. Esse percurso deve nos inspirar para a radicalidade evangélica, no itinerário da Vida Religiosa, e para encontrarmos as fontes fundamentais dos novos caminhos de evangelização. Em Crostarosa também encontramos elementos significativos da piedade popular como as práticas devocionais da reza do terço e as meditações oracionais de são Francisco de Sales. Neste sentido, a piedade popular e práticas devocionais são recursos que auxiliam na promoção da Vida Religiosa.

Por fim, podemos perceber que a Beata Crostarosa passou por um bom discernimento na sua maturação religiosa espiritual. E isso se fez pela colaboração dos diretores espirituais, confessores, amigos próximos, irmãs e irmãos religiosos. Sua postura de diálogo, comunhão, críticas, conflitos e inspiração divina, no seu tempo, só acentua o caráter comunitário de sua religiosidade e a necessidade de responder, conforme os desígnios de Deus, as exigência do seu tempo, na realidade da vida monástica.  A fundação da Ordem do Santíssimo Salvado, as reformas e mudanças que ela empreendeu nos mosteiros por onde passou, qualifica-a como pioneira do seu tempo, e devem nos inspirar para empreender semelhante renovação na Vida Religiosa Consagrada conforme os sinais do tempos atuais e suas as diversas realidades.Que a Bem aventurada Maria Celeste Crostarosa nos ajude a ser sal da terra e luz do mundo no cotidiano da vida religiosa.

Noviço Redentorista Isaias

quarta-feira, 15 de junho de 2016

Em preparação a beatificação de nossa fundadora, mais um texto do Livro "Orar 15 duas com Veneravel Maria Celeste Crostarosa"

RETRATOS VIVOS DE MEU FILHO...

Para que minhas criaturas guardem a lembrança desse amor eterno com que as amei, desejei escolher este Instituto, a fim de que seja para o mundo inteiro uma Memória viva de tudo o que meu Filho se pôs a fazer pela salvação da humanidade, durante os trinta e três anos que viveu e caminhou como homem pelo mundo...Gravem, pois, sua vida em suas almas, assim como sua verdadeira imagem e lembrança. Sejam sobre a terra retratos autênticos e bem vivos de meu Filho bem - amado. È ele o único líder e único Rei de vocês! (F-M, n. 1 Règles, But et Idée).

            Retratos vivos de meu Filho...Uma Memória viva de tudo o que meu filho fez... Essas palavras figuram na primeira página das Regras do novo Instituto e aparecem muitas vezes nos escritos referentes à fundação, revelando um aspecto inovador da imitação do Cristo. Numa época em que a maioria das pessoas considerava essa imitação como um simples copiar as virtudes de Jesus, Maria Celeste insiste nas raízes evangélicas e no caráter global dessa imitação.
            Em outras palavras, para ela não se trata tanto de copiar, uma a uma, as virtudes do Cristo, e sim de se impregnar de sua maneira de ser e de agir, de se fazer um com Ele, de a Ele se unir para que nos transforme a ponto de fazermos ver seu rosto, entender sua mensagem, sentir seu amor, e nos tornar assim "uma viva memória do Filho do eterno Pai".
            Além disso, para Maria Celeste, essa imitação não deev ser individual, mas comunitária. Trata-se de, a um tempo, em Igreja, fazer ver o Cristo e descobrir seu amor para salvar todos os homens. Ou seja, não é para se fugir do mundo, mas para salvá-lo. Assim, num tempo em que muitos entravam para a vida religiosa procurando sua santificação pessoal, Maria Celeste faz ver que se deve entrar para a vida religiosa primeiro para evangelizar o mundo, como o lembrará alguns séculos depois o Concílio Vaticano II. É a essa imitação que Jesus chama sem cessar Maria Celeste

Minha filha, eu serei luz para sua conduta, e sua alma nutrirá do alimento da vida eterna, alimento oculto durante a vida que aqui vivi. Este há de ser o espírito de seu Instituto: minha memória e minha imitação, tudo como se eu vivesse entre vocês. Portanto, agora, minha filha, ordeno que escreva algo sobre minha pessoa, para que se possa conhecer tudo o que você recebeu de luzes e  benefícios desta fonte que sou eu... Onde estão os fundamentos sobre os quais se apóiam as Regras que vocês adotaram? Tudo repousa sobre minha vida, sobre a humildade e sobre a caridade (L, cap. III).

            O essencial da espiritualidade de Maria Celeste é o Evangelho, a Boa Nova do Deus Amor. Para isso é preciso contemplar o Cristo. Ele revela o verdadeiro rosto de Deus, Pai e Mãe a um tempo, infinitamente pródigo de amor para conosco, desejoso de a todos perdoar e de promover o crescimento de todos, sobretudo dos mais humildes e mais pobres. Maria Celeste se lembra de confidências que lhe fez Jesus a esse respeito:

Já desde minha vinda ao mundo, eu detestava em você tudo o que você amava e que eu não podia amar por se opor a mim. Desde que cheguei, detestava as honrarias dos homens. Eu nasci num estábulo, pobre e desconhecido; fui expulso, posto para fugir e perseguido pelos homens; vivendo em extrema pobreza, odiei as riquezas. Eu era o último dos homens, sem casa,perseguido, amaldiçoado por todos. Amava a abjeção, dava minha preferência aos pobres, aos simples, aos ignorantes, aos pecadores, e conservava com eles. Para Fugir às honrarias que os homens tanto estimam, ocultei minha divindade por um milagre do Todo- poderoso. Para condenar o apego ao bem- estar e ao conforto, eu me alimentava e me vestia pobremente, abraçando todos os incômodos, andando descalço em minhas longas viagens, suportando as intempéries e o ardor do sol, para a glória de meu Pai e a salvação das almas. Como recompensa por meus inúmeros milagres e benefícios, os homens prepararam para mim uma cruz, espinhos, chicotadas, cravos e fel. Zombaram de mim! Fui injuriado, blasfemado, amaldiçoado, castigado e carregado de dores, sem alívio nem consolo. Meu abandono e meu aniquilamento foram totais quando, sobre a cruz, entreguei o espírito, não sem antes ter rogado e lançado um olhar de misericórdia sobre todos os que me haviam ofendido e levado à morte. Veja quanto eu amava e abraçava o que você detesta e abomina, e quanto condenava o que você tinha amado! (L, Oitavo diálogo)
                                                                                                      
            Maria Celeste fica transtornada com essa confidência. E descobre que ninguém há mais humilde que Deus: para nos revelar seu amor, o Senhor quis passar pelo aniquilamento e pela morte. Ela quer segui-lo e nos convida a tomar o mesmo caminho. Mas, como bem diz Sabatino Majorano, não devemos, colocar o acento "sobre exemplos  de Cristo, e sim sobre o seu exemplo". Disso estava convencida Maria Celeste. em todos os seus escritos, ela fala disso. Trata-se, para ela, de fazer uma união de vida com Jesus, principalmente na hora da eucaristia:

Em dado momento, ela (a alma em oração) entra nele pelo amor e se une a todas as suas fadigas e alegrias, e se vê, ao mesmo tempo, cumulada de extrema felicidade amorosa e toda cercada de dores e sofrimentos, à semelhança desse modelo que nela se imprime como um sinete na cera derretida... Dá-se esse tipo de oração geralmente na ação de graças após a comunhão; a alma, no entanto, fica sob sua influência até a comunhão do dia seguinte. Com freqüência o Senhor se compraz em renovar esse favor muitos dias seguidos (L, Degrau Décimo Primeiro).

            Esta intuição do mistério pascal, na vida e nos escritos de Maria Celeste, nós a encontramos na exortação apostólica de João Paulo II, de 25 de março de 1996, sobre a vida consagrada: "A vida consagrada constitui verdadeiramente uma memória viva da maneira de viver e de agir de Jesus enquanto Verbo encarnado diante do PAi e diante dos homens"(Vie Consacrée, n. 22).


E nós, hoje?
              Quando rezamos, nossa oração se dirige a um grande personagem, de infinita majestade, como aos grandes deste mundo, ou ao Deus do Evangelho, o Deus humilde?
            Seguindo Inácio de Antioquia, Irineu e os padre da Igreja, Maria Celeste acreditava que "Deus se fez homem, para que o homem pudesse tornar-se Deus". Será que acreditamos nesse "plano do Pai", a divinização do homem?
              Compreendemos bem que o chamado de Deus Pai para que sejamos "retratos vivos de seu Filho" não se destina apenas a freiras e religiosos, mas a todos os cristãos? Todos somos chamados a ser "retratos vivos de Cristo" e "memória viva de tudo o que ele fez". Por quê? Porque as pessoas que nos rodeiam não irão, em sua grande maioria, ouvir ou ler os quatro evangelhos do Novo Testamento, mas serão numerosos os que aceitarão ler o "quinto evangelho", aquele que nós escrevemos, dia a dia, individual e comunitariamente, com nossas palavras, com nossos atos, com nossa vida. Peçamos, pois, ao Senhor que envie seu Espírito, para que nosso "quinto evangelho" seja de acordo com o Evangelho de Jesus, aquele que ele escreveu ao longo dos trinta e três anos de sua vida terrena.


Oremos com Maria Celeste

Pai Santo,
tu me amaste com predileção.
Consagraste-me a reviver teu amor
sobre os passos do Cristo Redentor,
que me pede morrer a tudo o que não é virtude e bem.
Derrama sobre mim teu Espírito,
e faze que por seus dons
eu possa crescer e me empenhar
em tudo o que devo fazer a teu serviço,
pelo mundo e pela Igreja...
Reveste-me de tua beleza, Senhor,
para que consiga te revelar a todos.
Assim, que todos os que se aproximarem
sintam tua presença
e tenham confiança, luz e segurança em ti
somente.
Eu me confio a ti,
em ti me abandono.
Amém (VM, n. 20, p. 15)



quarta-feira, 23 de março de 2016

A alma pode alegrar-se nos desprezos

Continuando rezando com Beata Maria Celeste nessa Semana Santa!



Meu, sumo bem de minha alma, nessas coisas vivo sofrendo por vós, parecendo-me que aqueles juízos humanos estão bem longe de vossa suma pureza. E por que quis que todo meu homem interior e exterior pensasse e amasse somente a vós.
Muito mais "sofro" porque o meu espírito, o meu coração não está acostumado a ter outro movimento que de vós, não vos contradizendo os meus sentidos, "porque"unidos à parte superior da vontade, estão quase sempre de acordo no vosso amor.

Portanto por aquele amor com o qual usastes de tanta misericórdia para comigo ao morrer por minha salvação, peço-vos queirais conceder-me que eu esteja totalmente morta ao amor de mim mesma. E mais que me alegre com o meu aviltamento por vosso amor. (CROSTAROSA, Beata Maria Celeste. Diálogos da Alma: Quarto diálogo. Papercores: Belo horizonte, p. 176)

segunda-feira, 21 de março de 2016

Momento de Espiritualidade na Semana Santa

Nessa grande semana Santa, queremos compartilhar uma meditação da autobriografia de nossa fundadora Beata Maria Celeste Crostarosa


Buscar Consolação nas chagas de Cristo

Filha, estas chagas são "como colo" para os aflitos, e assim enxugo as lágrimas dos olhos dos que me amam. Os quais, como meus filhinhos diletos, vêm a mim, como fazem as criancinhas com suas mães, gemendo, quando se apresentam diante dela, contando-lhes quanto lhes aconteceu, acrescentando-lhe, com tanto alivio, o que as atingiu e desgostou. E essa mãe para que a criancinha se esqueça dessa dor, a aperta ao seio, e assim a tranquiliza e aquieta docemente.
Assim eu faço com meus amados filhinhos quando são perseguidos pelo demônio ou pelas criaturas: eles recorrem a mim e eu os escondo no seio de minha eterna caridade, alimentando-os com as minhas chagas Mando-lhes, saindo delas, um licor tão suave às suas almas, que envia a seu espírito um vapor substancioso, com o qual os faço dormir no sono do amor e esquecem quanto lhes foi feito, e lhes amargurava o espírito.

(CROSTAROSA, Beata Maria Celeste. Diálogos da Alma: Quarto diálogo. Papercores: Belo horizonte, p. 177)

Quem disse que a vida Contemplativa não é missionária em todos os sentidos?

Nesse espírito compartilhamos a noticia da comunidade de Liguori, que envia a irmã Maria Celeste para sua nova missão na Comunidade de Maitland, Austrália. rezemos.






Em missão para Austrália

Irmã Maria Celeste, O.Ss.R. Liguori despediu finalmente para começar sua muito aguardada viagem para Austrália. Mais de um ano atrás, Irmã Maria Celeste foi escolhida para servir como mestre de noviças no Mosteiro Santíssimo Redentor em Maitland, New South Wales.

"Esta é uma missão que Deus me deu. Três mulheres que desejam entrar no mosteiro das Redentoristas, e três mulheres estão em discernimento vocacional", disse. "Não é falsa humildade quando eu digo que não sou uma mestra, mas apenas uma freira simples. Mas vou oferecer meu coração para amar e ajudar, e de bom grado compartilhar o modo de vida das Redentoristas, sendo uma memória viva de Jesus, nosso Redentor ".
Embora a espiritualidade redentorista e carisma são as mesmas em todo o mundo, a vida é diferente em cada mosteiro. "Em sua sabedoria, o bispo William Wright, da diocese de Maitland-Newcastle sugeriu que eu tenha tempo suficiente para aprender o ritmo da vida, e conhecer o tempo das candidatas", disse a irmã Celeste.
Localizado a três horas ao norte de Sydney, o Mosteiro do Santíssimo Redentor é construído nas alturas de Bolwarra Hunter Valley com vista para um belo lago e uma paisagem natural que faz fronteira com as florestas que cobrem as montanhas de Paterson. As Redentoristas na Austrália são a única comunidade Inglês falando que ainda usam vestes compridas de vermelho e azul e observar uma forma tradicional de vida religiosa: A Missa diária, o Ofício Divino sete vezes por dia, meditação,trabalho,  leitura espiritual, penitência, o silêncio sagrado e recreação.
John P. Schmidt, diretor do Centro saúde  São Clemente , organizou a cerimônia de envio de missão de Irmã Maria Celeste na semana passada. comunidades redentoristas de Liguori e área de São Louis se uniram as Redentoristas para desejar-lhe as bênçãos de Deus, apoio sincero, a amizade e a oração para sua viagem. "Eu só esperava para compartilhar a oração da noite, uma bênção e jantar, mas a tarde era melhor do que eu poderia ter imaginado", disse ela.
Depois de dirigir para apresentar uma bênção especial, Padre John deu à Irmã Maria Celeste um cruz missionária. "Eu sou muito grato, mas agora eu tenho mais uma cruz para carregar!", Brincou.
"Eu fui às lágrimas quando o padre John e eu levamos o ícone do Perpétuo Socorro em torno da capela para que todos venerassem. Eu dei-lhes um pequeno presente como símbolo da minha gratidão, e agradeceu a Deus por toda a bela tarde cheia de graça e a noite maravilhosa", disse ela.

Irmã Maria Celeste considera Liguori  como sua casa. Ela chegou em 1993, e depois de 18 anos foi uma das quatro Redentoristas enviados para estabelecer a nova fundação na Tailândia, em 2011. O acordo com o mosteiro da Austrália é de quatro anos, mas disse: "Tudo o que Deus quiser. Eu farei todo o possível com a ajuda e orações de todas as pessoas que se comprometeram recordarem de mim, como eu os recordo em minhas orações diárias.




John P. Schmidt e Irmã Maria Celeste apresentado o ícone do Perpétuo Socorro irmão Paul Yasenak à veneração durante a cerimônia de entrega.



por Kristine Stremel

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2016

Orar 15 dias com Maria Celeste Crostarosa

Continuando nosso momento de espiritualidade, compartilhamos o quinto dia de meditação com nossa Mãe fundadora Maria Celeste Crostarosa.


Eu Lavarei e Purificarei você de Todas as suas Faltas



Maria Celeste havia acabado de receber a santa hóstia, e Nosso Senhor se lhe mostrou com o lado aberto. Colocou-a em seu divino coração e lhe disse: "Entre nesta chaga, e eu lavarei e purificarei você de todas as suas faltas". Ao ouvir essas palavras, ela sentiu, em inexprimível doçura, toda limpa e pura. E o Senhor lhe disse ainda que lhe havia perdoado todos os pecados. Depois disso, ela chorou muito, mas com a alma cheia de doces sentimentos, ao que se seguiu um profundo recolhimento. Isso durou várias horas (L, cap. III).




            Eu lavarei você...É Jesus quem fala. O mesmo Jesus que na tarde da Quinta-feira Santa lavou os pés de seus discípulos. Todos eram pecadores, como também Maria Celeste. Na hora da comunhão, acolhe o perdão que a purifica. Ela não fez cursos de teologia sobre os sacramentos ou sobre o mistério pascal, mas ela encontrou Jesus. E Ele se revela a ela, que se deixa transformar por ele; antes, porém, ela se deixa lavar e purificar por meio dessa união com ele. Tanto que Jesus aproveitou o tempo para explicar isso para ela:

Esta purificação íntima eu a opero de maneira muito particular na união que se segue à comunhão sacramental, pela qual realmente você se transforma em mim. É uma união de infinitas particularidades que, em plenitude, você nunca poderá compreender. No tempo que vivi aqui na terra, bastava o toque em minhas vestes para curar os doentes; um só olhar que humildes e pecadores me dirigiam obtinha o perdão da falta e da pena de seus pecados. como, depois disso, cada vez mais que eu entro na íntimo de almas queridas, que em seguida à minha vinda suspiram com humildade e amor para se unirem a mim e não fazer senão um espírito comigo, como poderia eu admiti-las ao beijo de minha boca, sem antes purificá-las no fogo de minha caridade? Esse fogo divino consome as manchas involuntárias contraídas por fragilidade. É por isso que, quando me recebe sacramentalmente, você deve desejar revestir-se da veste batismal, lavada em meu sangue, no meu coração (L, Segundo Diálogo)

            União de amor com o Cristo, purificação por amor, transformação no amor, essas são as características da comunhão da qual Maria Celeste, maravilhada, faz a experiência todos os dias
De todos os momentos de minha vida, os mais preciosos são os da comunhão sacramental...O Senhor começou, na santa comunhão, a me fazer sentir uma transformação de mim mesma em Jesus. Naqueles momentos, envolta por uma luz divina, todas as virtudes da santíssima vida de Nosso Senhor Jesus Cristo eram impressas em mim, e nisso minha alma experimentava um sentimento de plenitude e de infinita alegria (F, n. 69).

           
Por ocasião do Ano Eucarístico de 2005, João Paulo II convidou o povo cristão a redescobrir o sacramento da eucaristia e, ao mesmo tempo, a humildade do Senhor: "Na eucaristia... a glória de Cristo está velada. O Sacramento da eucaristia é o mistério da fé por excelência. É , pois, precisamente pelo mistério de seu ocultamento total que o Cristo se faz mistério luminoso, graças ao qual quem crê é introduzido na profundeza da vida divina. Não é senão por uma feliz intuição que o célebre ícone da Trindade de Roublev, ostenta de maneira significativa a eucaristia no centro da vida trinitária"(Mane nobiscum Domine, n. 11)

            O que o papa falou recentemente, Maria Celeste já o experimentara em vida. A seu modo, ela mesma o explica: Jesus, para nos transformar nele mesmo, inventou a eucaristia:

Seu divino amor inventou uma...invenção divina. A mais surpreendente, a mais admirável, invenção que nossa mente jamais conseguiria naturalmente conceber. Quem poderá falar dessa humilhação, desse aniquilamento, uma vez que se trata da mais inexplicável delicadeza de seu divino amor: humilhar-se e fazer-se a comida substancial, real e divina do homem! Jesus fez isso com o unico objetivo de transformar o homem em Deus e de lhe comunicar suas divinas perfeições (S, pp.40-41, Déclaration de l'esprit de l'Institut).


            No século do jansenismo, do rigorismo sob todas as formas (erros que seu amigo Afonso combaterá a vida inteira), esse texto é audacioso e, entretanto, profundamente verdadeiro. Maria Celeste volta frequentemente a esse tema da transformação da pessoa que comunga. Para ela, é o começo maravilhoso de sua divinização:


Não acontece aqui como com os alimentos naturais com os quais nos alimentamos, que se transformam em nossa substância. Este alimento celeste e espiritual faz que nós nos transformemos e nos convertamos em sua divina substância. Por seu próprio divino poder, ele nos transforma nele mesmo (S, p. 41, Jardin intérieur, 4 juin).


            Maria Celeste, porém, não é ingênua. Não ignora que há celebrações eucarísticas pobres, comunhões distraídas e sem valor, porque feitas sem "fé viva". com firmeza, ela estimula quem comunga a reavivar sua fé nesse Deus amor que vem a seu encontro:


Nem todas as almas fazem a experiência desses efeitos. Apenas aquelas que crêem com uma fé viva...Vemos todos os dias muitas almas se aproximarem da mesa eucarística. Grande número dessas almas até se alimenta com frequÊncia do Pão sobrenatural. Poucas, no entanto, seguem os caminhos do Senhor (S, p. 42, Jardin intérieur, 3 juin).


Ou seja, Maria Celeste exorta vigorosamente as Monjas de sua Ordem e os cristãos de todos os tempos a se unirem ao Senhor com fé e coragem, pois a eucaristia nos transforma individualmente, transforma-nos para nos ajudar a transformar o mundo. Para ela, ninguém comunga só para si, mas para cooperar com Jesus Salvador na redenção dos homens. Já desde os quartoze anos não lhe havia o Senhor lançado esse apelo?


Você deve imitar minha vida e trabalhar unida a minhas obras (S, p. 43).


E nós, hoje?


            Quando nós rezamos e sobretudo quando celebramos a eucaristia, compreendemos que o Senhor nos oferece seu perdão? Ele no-lo oferece antes que o peçamos. A nós, como a Maria Celeste, ele não cessa de prometer: "Eu lavarei e purificarei você de todas as suas faltas". Mas espera nosso propósito sincero: arrependimento e desejo de conversão. Estamos conscientes de nossas falhas e sequiosos por acolher o perdão de Deus?
            Durante a celebração da eucaristia, contentamo-nos em ser espectadores de uma liturgia sagrada ou somos celebrantes? Celebrantes que se nutrem da Palavra de Deus? Celebrantes que se deixam transformar por esse alimento substancial, Pão da Vida, Verbo de Deus? Celebrantes que se deixam divinizar pelo corpo glorificado do Cristo? Celebrantes felizes por continuar a missão de Jesus Salvador, sendo testemunhas do Evangelho no mundo de hoje?

Oremos com Maria Celeste

Ó Verbo de infinita sabedoria,
quando te seguirá meu coração?
Vejo-me sem palavras diante de ti,
coberta de confusão,
e o melhor para mim é me calar em tua presença.
Condenas minha ignorância,
não para me confundir, mas para me salvar.
Sou como a serpente, que vive se arrastando
pelo chão,
ou como o largato, que deixa sua toca para
esquentar-se ao sol.
Prendo-me assim às coisas terrenas
e excito minhas paixões e más inclinações
ao calor de meu indomado amor-próprio.
Para me curar de minhas feridas,
ó Senhor de minha alma,
cumulaste-me de dádivas sem conta!
(L, Quarto Diálogo).


terça-feira, 5 de janeiro de 2016

Festa de Natal

É tradição na Ordem celebrar com muito amor a festa da Encarnação do Verbo de Deus.  É tão forte essa data, que muitas de nossas comunidades tem o costume de oferecer rosas ao Menino Jesus, ou então renovarem seus votos nesse dia tão especial.


Aqui temos pois, algumas fotos das comunidades.







Reze pelas Vocações, divulgue esse lindo Carisma.

terça-feira, 15 de setembro de 2015

Festa da Exaltação da Santa Cruz




Na festa da Exaltação da Santa Cruz, lembramos do amor generoso do Humano e Divino, Jesus por toda a humanidade, a tal ponto de ser capaz de doar a própria vida pelos seus irmãos.
Compartilhamos o hino das vésperas do dia

Do Rei avança o estandarte, 
fulge o mistério da Cruz, 
onde por nós foi suspenso 
o autor da vida, Jesus. 

Do lado morto de Cristo, 
ao golpe que lhe vibraram, 
para lavar meu pecado 
sangue e água jorraram. 

Ó Árvore, a mais bela, 
de rubra púrpura ornada, 
de os santos membros tocar 
digna, só tu foste achada. 

Ó Cruz feliz, dos teus braços 
do mundo o preço pendeu; 
balança foste do corpo 
que ao duro inferno venceu. 

Ó salve, altar, salve vítima, 
eis que a vitória reluz: 
a vida em ti fere a morte, 
morte que à vida conduz. 

Ó salve, cruz esperança, 
concede aos réus remissão; 
dá-nos o fruto da graça, 
que floresceu na Paixão. 

Louvor a vós, ó Trindade, 
fonte de todo perdão, 
aos que na Cruz foram salvos, 
dai a celeste mansão. 

Nesse mesmo dia Celebramos a Memória de Nossa fundadora, Madre Maria Celeste e rogamos a Deus por sua Interseção. 




 “Ó meu rei, deixa que te diga algo do muito que és, manso e soberano, para minha consolação. É assim que te considero: meu eterno sol, vestido por teu Pai, artífice supremo e sapiente. Ele, querendo iluminar o mundo envolto nas trevas, e transparente, que é a tua humanidade, por onde brilhassem teus esplendores divinos e todos os tesouros e riquezas infinitas encerradas em ti, que és o seu Verbo, servisse de luz a todos os homens.”








Que Nossa Senhora Das Dores, junto a Cruz de Jesus e por intercessão da Venerável Maria Celeste abençõe-nos o Deus rico em Bondade. Rezemos pelas vocações!






quinta-feira, 6 de agosto de 2015

Festa da Transfiguração





 Nessa festa da Transfiguração de Jesus, somos também convidados a fazermos nossa Transfiguração. Com o Batismo nós  de fato somos chamados a participar na glória do próprio Senhor. Nesse dia 06 de agosto lembramos também da primeira vez que à Venerável Maria Celeste Crostarosa e suas irmãs vestiram pela primeira vez o hábito Redentorista. Que consistia em um manto vermelho escuro, como sinal do amor incompreensível de Deus para toda a criação. Com isso, Maria Celeste nos recorda das Palavras do Pai "Este é o meu Filho amado, em quem me comprazo; ouvi-l!"(Mt 17, 5). com isso, desejamos que a cada dia todos os homens e mulheres possam ser transfigurados pelo espírito, a fim de que, suas vidas sejam um hino de amor e alegria para todo o mundo.



Fotos da primeira profissão de irmã Sujjita




sábado, 1 de agosto de 2015

Festa de Santo Afonso



Nesse dia em que celebramos Santo Afonso, fundador da Congregação do Santíssimo Redentor nos reunimos com nossos irmãos Redentoristas para render graças a Deus pela vida e testemunho de tão grande homem. Nos alegramos por ele ter feito parte deste o inicio da fundação de nossa ordem e por ter uma bonita amizade com nossa fundadora.





Aqui vai um retrato de tão grande  amizade anotado no caderno de Afonso "Coisas de Consciência"

"Jesus me ama porque sigo suas pegadas; e faz que me digam para que lhe seja mais agradecido.
Também a Virgem me ama entre seus filhos mais queridos...
Jesus me confiou a Ela para que me acompanhe na conversão das almas.
O demônio maldiz a hora em que me entreguei a Deus e tudo o que tenho feito por este mosteiro: Jesus ao contrário bendiz tudo.
(Celeste) viu meu nome gravado no coração de Jesus: predestinado.
E (viu) que Jesus se compraz em minha devoção a Maria.
(Celeste) me conheceu entre os filhos de Maria.
Celeste, sempre estaremos unidos na graça de Deus".(p. 47)



A verdadeira Esposa de Jesus Cristo
(irmãs neoprofessas bebendo da fonte Crostarosiana e alfonsiana)

V. Uma esposa de Jesus Cristo deve ser toda dele 
17. — É bem grande a alegria de Jesus Cristo, quando recebe uma virgem no número de suas esposas, como no-lo assegura no Cântico dos Cânticos: “Sai, filhas de Sião, e vede o rei Salomão com o diadema, com que sua mãe o coroou no dia de seus desposórios e no dia da alegria de seu coração”50. Isto se entende das virgens que se dedicam sem reserva ao amor do divino Esposo e se preparam assim para se unirem a ele. É para tais núpcias que ele quer que todo o paraíso se regozije e ponha em festa, cantando: “Alegremo-nos e saltemos de jubilo e lhe demos glória, porque chegou a hora das bodas do Cordeiro e está preparada a sua esposa”51. Os ornamentos com que Jesus quer ver preparadas suas esposas são as virtudes, especialmente a 23 caridade e a pureza, figuradas nos Cânticos dos Cânticos pelas cadeias de ouro marchetadas de prata 52. Tais são os vestidos e as jóias preciosas com que o Senhor se compraz de ornar as suas esposas, segundo Sta. Ignez: Cingiu a minha destra e o meu colo com pedras preciosas; revestiu-me de uma túnica tecida de ouro e me decorou com imensos colares

Viva Santo Afonso!

segunda-feira, 1 de junho de 2015

Profissão da jovem Elvira


Videos da profissão Religiosa da noviça Elvira da comunidade de San Cristobal, Venezuela!
Rezemos pelas vocações!



O Hábito da Redentorista- Manto



Postamos sobre o uso do manto na Ordem. Após o concilio como forma de adaptar deixou-se que cada comunidade escolhesse usar ou não.

Dois dias depois, a referida religiosa foi comungar, mas ainda com temores e dúvidas sobre o que lhe sucedera, e andava humildemente a pedir ajuda do Senhor. Mas à vista de Nosso Senhor Jesus Cristo, Logo se afugentaram aquelas treva s, por que na Hóstia Sacrossanta se fez ver o Senhor  vestido com o hábito da Ordem, que era de cor vermelha fosco, e com manto da mesma forma do hábito que as religiosas deviam vestir. Esta vista foi de um momento, e foi espiritual, não  já com os olhos do corpo. Mas foi com tanta luz e clareza que não se pode com nenhuma comparação declarar. O manto parecia que era um céu sereno, e a sua túnica colorida como púrpura, e toda resplendente. Ele indicava à  alma todo o modo e a maneira que está anotado nas Regras. E ainda lhe disse que era Ele, e não o demônio, como ela pensava e lhe agradava que ela vivesse de sua vida.(Autobiografia)

Haiti

Colombia


Irlanda

Burkina Faso

Alemanhã








 O hábito da Redentorista é cheio de simbolismo.
  A Túnica, vermelho-escuro, para significar a infinita Caridade de Deus para com o gênero humano.
  O cinto, do mesmo pano e da mesma cor da túnica, é para significar a união de Cristo com os fiéis e com a Igreja sua Esposa.  Serve também de símbolo o amor, da estreita união das Irmãs no Coração de Jesus.
manto azul-celeste contém três significações:
 1ª - Que Jesus tomou sobre Si todo trabalho, opróbrio, mortificação e amarguras do sofrer mais acerbo, para nos dar o exemplo.
 2ª - Para lembrar que a vida  da Redentorista deve ser toda celeste, de pensamentos elevados da Terra e colocados  no Céu, é para comemorar o desejo que Jesus cristo teve de sofrer na Cruz pela salvação das almas.
 3ª - Para mostrar que Jesus Cristo com seus trabalhos e Cruz uniu o Céu à Terra, e o homem terrestre tornou-se cidadão celeste.
 véu branco é um sinal da pureza e candura que devem ornar sua mente e seu coração pela reta intenção e do amor e zelo com que devem guardar-se para corresponder ao divino e puro amor de Jesus Cristo.
 O véu preto é um sinal da morte de Jesus e como um luto perpétuo da fidelidade inviolável ao amor de Jesus Cristo e que devem  ser totalmente desconhecidas e mortas para o mundo.
 coroa de espinhos que recebem na Vestição é um sinal que são Esposas do Rei das Dores.
 sapato branco é para recordar que Jesus nada tomou do mundo, e que, também elas  não terão apego às coisas da terra.
 Imagem de Jesus Cristo presa ao escapulário é para mostrar a todos que Jesus vive em seu coração e este sinal de amor lhes servirá para serem reconhecidas no Reino do Pai Celeste.
 O Rosário que trazem na cintura com os sinais da Paixão  e Morte de Cristo é em memória do que Jesus sofreu pela salvação dos homens, e para que este sinal seja como uma armadura de defesa contra o mundo, o demônio e a carne.
escapulário azul igual ao manto é o sinal da consagração a Nossa Senhora.



Tailandia- as irmãs escolheram usar recentemente