sexta-feira, 15 de março de 2013

Maia Celeste e a fundação da CSsr

IR. MARIA CELESTE CROSTAROSA
E A FUNDAÇÃO DA CONGREGAÇÃO DO
SANTÍSSIMO REDENTOR

Pe. Luíz Carlos de Oliveira, C.Ss.R.

Qual o papel de Maria Celeste Crostarosa na fundação da Congregação do Santíssimo Redentor?

Certamente que não há uma só resposta para explicar a fundação da Congregação do Santíssimo Redentor. É todo um movimento do Espírito que converge para que surja na Igreja um novo Instituto. Não se reduza a uma só pessoa, mas são muitos que concorrem para levar a efeito a inspiração.

Temos por certo que Afonso tem consciência de seu papel e missão, como podemos ver no voto que faz dia 28 de novembro de 1732, poucos dias após a fundação: “Hoje, 28 de novembro de 1732, fiz o voto de não deixar o Instituo a não ser que o mandasse Falcoia ou outro diretor sucessor seu. Não quanto às regras; as regras ou estabelecê-las ou mudá-las fica a meu arbítrio. Fica  arbítrio explicá-las ou colocar outras condições.” Quem dá a lei é o fundador.

Mas concorrem nessa empresa Dom Falcoia, Maria Celeste, Sarnelli e outras personalidades de Nápoles.

Maria Celeste entrara para uma reforma do Carmelo em Marigliano em maio de 1718. Fechado este Mosteiro, ela vai para Scala, para um mosteiro da Visitação, fundado por Falcoia e Filangieri em janeiro de 1724. Como noviça, no dia 25 de abril de 1725, depois da Comunhão, tem a revelação de um novo Instituo e as Regras do mesmo. Santo Afonso não tem a ver com a fundação das Monjas Redentoristas, a não ser ter lido os textos, conversado com Maria Celeste e ter dito: “A obra é de Deus”. Isso foi no mês de setembro de 1730. No dia 13 de maio de 1731 funda-se a Ordem do Santíssimo Salvador (depois Ordem do Santíssimo Redentor).

No dia 3 de outubro de 1731 recebe a revelação da fundação do Instituo para os homens, do qual Afonso seria o Superior. No dia seguinte recebe as regras para este Instituto. Os exercícios seriam os mesmos prescritos para as monjas. Estas Regras que estão resumidas em sua autobiografia, estavam nas mãos do primeiro grupo. Quem é familiarizado com as Regras aprovados em 1749, que permaneceram em vigor até 1969, reconhecerá o parentesco existente com vários pormenores das Regras de 1725, como as três meditações, a devoção do 25 de cada mês, o silêncio menor, as virtudes de cada mês que era prática importante da espiritualidade da Congregação.

Maria Celeste comunica a visai a Dom Falcoia. Este chama Afonso e lhe pede para ir a Scala, pois a religiosa tinha algo a lhe comunicar. Pe. Mazzini, testemunha no processo de beatificação: “O Servo de Deus (Afonso) disse-me ‘A Ir. Maria Celeste disse-me que eu deixasse Nápoles e fundasse aqui um Instituo dedicado somente em fazer Missões pelos povoados e aldeias que têm necessidade de auxílios espirituais, que aqui faltam, como não faltavam tanto nas cidades, e em lugares de culto, por ser esta a vontade de Deus...’”.

Note-se que na- há nenhum documento contemporâneo da fundação que indique que Santo Afonso, antes das visões de outubro de 1731, tivesse pensado, e muito menos, decidido, deixar Nápoles e fundar uma congregação dedicada às almas abandonadas do campo.

E os cabreiros? Há documentos no processo que tocam nesse assunto. Contudo eles não ficam abandonados, pois esta experiência conflui para a compreensão do carisma que é dado a Afonso na fundação.

Depois de expulsa de Scala em 25 de maio de 1733, Afonso visita Crostarosa em Nocera, em abril de 1735 e depois em Foggia durante a missão em dezembro de 1745. Conservou duas cartas até o fim de sua vida.

Note-se que as Constituições da Congregação do Santíssimo Redentor, no que se refere à teologia espiritual, têm muito a ver com a teologia espiritual de Maria Celeste Crostarosa. É uma só família com dois ramos que se completam.

A Serva de Deus tem o processo de beatificação em andamento. Há um milagra no Canadá, ainda processo não fora iniciado.

Pelo que vimos, tirar Maria Celeste do momento da fundador, pode ser um risco de negar a história.


Fonte: OLIVEIRA CSSR,  Pe. Luíz Carlos de. Maria Celeste Crostarosa. Informativo da Província. Nº 215, out 2008. pp. 11-13.

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

Mosteiro na Colombia

Mosteiro Senhor dos Milagres
Mosteiro Redentorista de Buga-colombia



Noviços Redentoristas visitam as monjas OSSR na cidade de Buga (Colômbia), esse mosteiro foi fundado no dia 04 de Março do ano de 1988 pelo mosteiro da Imaculada Conceição sediado na cidade de Itú-SP. Roguemos ao Senhor da Messe que envie mais operários a vossa Messe, rezemos em especial por esses dois mosteiro.





A composição da Comunidade desse mosteiro está feita assim
Madre Maria Teresa Benitz (Priora)
Irmã Maria Jacinta
Irmã Maria Lúcia
Irmã Maria Nadalete
Irmã sara Maria
Irmã Ângela Maria
Irmã  Blanca Lídia (Noviça)

sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

Apóstolo das Gentes


São Paulo
O Apóstolo das Gentes

Nem a vida nem a morte podiam separar a Paulo do amor de Cristo. Por isso, dois mil anos depois do início de sua peregrinação terrena, a monumental obra apostólica do Apóstolo das Gentes continua viva e produzindo abundantes frutos para a Igreja.



A vocação é um dom concedido liberalmente por Deus. E, por vezes, compraz-se o Senhor em chamar alguém aparentemente contrário à missão para a qual Ele o destina, a fim de manifestar com maior fulgor o poder de Sua Graça e a gratuidade do Seu chamado. Nesses casos, apesar dos aparentes paradoxos e à revelia do próprio interessado, cujas aspirações parecem entrar em choque com os desígnios Divinos, o Senhor vai preparando os caminhos, servindo-Se até dos próprios obstáculos para fazer cumprir sua Santa Vontade.

Jovem fariseu de Tarso

Nada parecia indicar que aquele jovenzinho de rosto vivo e inteligente, de nome Saulo, viesse a transformar-se num intrépido defensor de Jesus Cristo. Nascido em Tarso, na Cilícia, no seio de uma família judaica, o pequeno Saulo esteve, desde muito cedo, sujeito a duas fortes influências que pesariam grandemente na formação de seu caráter.

De um lado, as convicções religiosas que aprendera de seus pais não tardaram em fazer dele um autêntico fariseu, apegado às tradições, anelante pela chegada de um Messias vitorioso e libertador do povo eleito, então submetido ao jugo estrangeiro, e zeloso cumpridor da Lei até em suas mínimas prescrições.

De outro lado, o ambiente de sua cidade natal marcou profundamente a personalidade do jovem fariseu. Tarso — metrópole grega, súdita do Império Romano — tornara-se, por sua localização privilegiada, um dos centros de comércio mais importantes daquele tempo. Regurgitava de gente, proveniente das nações mais diversas, cujas línguas e costumes misturavam-se sob o fator preponderante da cultura helênica. A Providência começava a preparar o jovem fariseu para sua futura missão de Apóstolo das Gentes.

Discípulo de Gamaliel

Apenas saído da adolescência, Saulo abandonou sua pátria para instalar-se na cidade-berço da religião de seus antepassados: Jerusalém. Ali tornou-se assíduo estudioso das Escrituras, instruído pelo douto Gamaliel, um dos mais destacados membros do Sinédrio. Também aqui podemos notar a mão de Deus intervindo em sua vida, pois o conhecimento dos Livros Sagrados, que adquiriu ao longo desses anos, servir-lhe-ia mais tarde para abrir seus horizontes a respeito da realidade messiânica de Jesus Cristo.

Entretanto, se Saulo progredia a passos rápidos nas doutrinas farisaicas, sob o olhar vigilante de Gamaliel, em nada pareceu assimilar a prudência que caracterizava seu mestre, sempre cauto em seus juízos e comedido nas apreciações. Pelo contrário, o jovem aluno dava mostras de um exaltado fanatismo religioso, como ele mesmo confessaria em sua epístola aos Gálatas: “Avantajava-me no judaísmo a muitos dos meus companheiros de idade e nação, extremamente zeloso das tradições de meus pais” (Gl 1, 14).

No interior do discípulo de Gamaliel latejava um coração sincero, à procura da verdade. Buscava-a ardorosamente, desejoso de alcançar o pleno conhecimento dela. Não sabia que o termo desses seus anseios encontrava-se nAquele que, de Si mesmo, dissera: “Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida; ninguém vem ao Pai senão por Mim” (Jo 14, 6).

Sim, Saulo não poderia chegar ao Pai, Suprema Verdade, sem passar por Jesus, o Mediador entre Deus e os homens. A afirmação proferida pelo Divino Mestre, momentos antes de Sua Paixão, ele a veria cumprir-se em sua vida, ainda que contra a sua vontade e apesar de suas relutâncias. E a ocasião se haveria de apresentar justamente quando as convicções de Saulo, chocadas ante o Cristianismo que surgia, haviam-se convertido em ódio profundo contra este.

Encontro de Saulo com o Cristianismo

Saulo passara alguns anos fora de Jerusalém, que coincidiram com o período da vida pública de Jesus. Quando voltou, verificou uma grande mudança. A Cidade Santa não era a mesma que ele conhecera em seus tempos de estudante: após a tragédia da Paixão, pesava sobre a consciência do povo e, sobretudo, das autoridades a figura ensangüentada da Vítima do Gólgota, que eles em vão procuravam lançar no esquecimento. E mais: os discípulos daquele Homem não temiam pregar sua doutrina no próprio Templo, proclamando que esse Jesus a quem haviam matado ressuscitara dos mortos (cf. At 3, 11ss.).

Tais acontecimentos não podiam deixar indiferente um fariseu convicto como Saulo. Não compreendia que aqueles simples galileus se levantassem impunemente contra a religião de seus antepassados, arrastando atrás de si tamanha multidão de seguidores. Sua irritação chegou ao auge quando, estando na sinagoga chamada dos Libertos, onde semanalmente se reuniam judeus de todas as comunidades da Diáspora, deparou-se com um jovem chamado Estêvão, que anunciava denodadamente as glórias do Crucificado.

Momentos mais tarde, tendo sido apresentado Estêvão ao tribunal do Grande Conselho, Saulo escutou atentamente o longo discurso no qual este demonstrou, por meio de exemplos históricos e de profecias, ser Jesus o Messias esperado. O jovem fariseu sentia-se incomodado: as palavras de Estêvão eram tão inspiradas e convincentes, que não se lhe podia resistir (Cf. At 6, 10); de outro lado, a imagem desse Jesus Nazareno, que ele não conhecera, parecia persegui-lo, e constantemente via-se obrigado a ouvir falar a respeito, de tal modo os seus adeptos se espalhavam por Jerusalém. Duro lhe era recalcitrar contra o aguilhão (cf. At 26, 14). E, entretanto, Saulo recalcitrava!

Indignado diante da coragem de Estêvão, aprovou entusiasticamente sua morte (cf. At 8, 1) e considerou como uma honra a missão de custodiar os mantos dos apedrejadores, uma vez que sua idade não lhe permitia levantar a mão contra o condenado.

Surge o perseguidor dos cristãos

A partir daquele dia, o exaltado discípulo de Gamaliel não pôs mais freio à sua fúria. Acreditando “que devia fazer a maior oposição ao nome de Jesus de Nazaré” (At 26, 9), entrava nas casas dos fiéis e arrancava delas homens e mulheres para entregá-los à prisão (cf. At 8, 3); chegava a maltratá-los para obrigá-los a blasfemar (cf. At 26, 11). Não contente com devastar apenas a Igreja de Jerusalém, foi apresentar-se ao príncipe dos sacerdotes, pedindo-lhe cartas para as sinagogas de Damasco, com o fim de prender, nessa cidade, todos os que se proclamassem seguidores da nova doutrina (cf. At 9, 2).

Mas, esse Jesus a quem ele teimava em perseguir (At 9, 5), viria a atravessar-Se de novo em seu caminho, desta vez de modo definitivo e eficaz.

domingo, 20 de janeiro de 2013

Vida Religiosa


Vida Religiosa

O Senhor guia a Igreja, o Senhor está presente nela. Seu Espírito vivifica, suscita, orienta, sustenta... Não nos pede licença, não nos consulta: é soberano! Eleva, rebaixa, exalta, humilha... tudo para nos conduzir a Cristo, tudo para o bem da Igreja, tudo para que o mundo reconheça em Jesus o único Salvador, enviado pelo Pai para toda a humanidade.

Santo Afonso de Ligório entregando as regras às Ordens que fundou:
Congregação (Padres e Irmãos) e Ordem (Monjas) do Santíssimo Redentor    

Afirmo isto pensando na vida religiosa. Ela é uma realidade carismática presente na Igreja: não foi instituída diretamente por Cristo, mas é fruto da ação do seu Espírito Santo, como sinal do Reino de Deus e das exigências para quem deseja seguir o Cristo Jesus. Foi assim que nasceu aquele modo livre, radical, estranho e aparentemente louco de seguir a Cristo: homens e mulheres que deixavam tudo por causa do Senhor e iam viver no deserto uma vida de oração, penitência, constante meditação da Palavra de Deus e serviço aos pobres. Eram loucos, eram incompreensíveis para o mundo... É isto a vida religiosa, nem mais nem menos! E quando deixa de ser isso, perde o sentido, torna-se insossa e definha!

No decorrer dos tempos, as formas de vida religiosa foram mudando, evoluindo: primeiro, monges solitários no deserto; depois, as grandes abadias medievais, com 300, 500 monges, dedicados à oração, ao canto dos salmos, ao trabalho no campo e à vida intelectual; mais adiante, os loucos mendicantes – franciscanos, dominicanos e carmelitas -, que tudo deixavam e andavam pelas ruas das cidades européias, pregando e esmolando por amor de Cristo. Viviam em comunidade, na pobreza, castidade e obediência. Na Idade Moderna surgiram os jesuítas, práticos e eficientes, parecendo um exército de Cristo e do Papa, pronto para a batalha. Depois surgiu uma constelação de congregações com um carisma particular. Era uma novidade: uma vida religiosa com o objetivo não somente de viver simplesmente o Evangelho, mas destinada também a um trabalho (carisma) específico: escolas, hospitais, missões, cuidado dos pobres, trabalho paroquial, etc...

domingo, 6 de janeiro de 2013

Virgem Maria


Virgem Maria contra Satanás


Por que é que Maria é tão poderosa contra o demônio? Por que é que o Maligno treme e foge diante da Virgem? Se até agora já expusemos os motivos doutrinais, é tempo de dizer alguma coisa mais concreta que manifeste a experiência de todos os exorcistas.

Começo precisamente pela apologia da Senhora, que o próprio demônio foi obrigado a fazer. Obrigado por Deus, falou melhor do que qualquer pregador.

Em 1823, em Ariano Irpino (Avelino, Itália), dois célebres pregadores dominicanos, os padres Cassiti e Pignataro, foram convidados a exorcizar um rapaz. Nessa época, discutia-se entre os teólogos sobre a verdade da Imaculada Conceição, que haveria de ser proclamada dogma de fé, trinta e um ano depois, em 1854. Pois bem, os dois frades impuseram ao demônio que demonstrasse que Maria era Imaculada, obrigando-o a fazê-lo através de um soneto: uma poesia de catorze versos hendecassílabos com rima própria obrigatória. Note-se que o endemoniado era um menino analfabeto de doze anos.

Imediatamente Satanás pronunciou estes versos:

quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

Virgem Maria

Maria e o mistério do Reino de Deus

Nossa Senhora nos ajuda a acolher Jesus Cristo, o Reino dos Céus, em nossas vidas.


O Reino de Deus é um mistério, pois se faz presente no meio de nós através da semente divina, que foi plantada em nosso coração. “Jesus disse à multidão: ‘O Reino de Deus é como quando alguém espalha a semente na terra. Ele vai dormir e acorda, noite e dia, e a semente vai germinando e crescendo, mas ele não sabe como isso acontece” (Mc 4, 26-27). Esta semente é o dom da fé, ainda que pequena como um grão de mostarda, pode chegar a ser uma grande hortaliça, a maior delas (cf. Mc 4, 30-34). Por ser grande esse mistério de Deus, não cabe a nós questionar os seus desígnios, mas precisamos nos entregar enquanto sementes, para que germinemos, cresçamos e produzamos frutos. Porém, enquanto terreno, precisamos receber a semente do Reino de Deus numa terra boa, para que esta germine, cresça e produza os frutos que o Senhor espera.

Este grande mistério, que é o Reino do Céus, precisa ser acolhido em um coração humilde, que aceite ouvir ouvir a voz do Senhor. As exigências do Reino e a sua grandeza precisam ser ouvidas, meditadas e guardadas no coração (cf. Lc 3, 51), pois não somos capazes de compreender imediatamente os desígnios de Deus. Nesse sentido, Maria é para nós o grande modelo de acolhimento do Reino, na Anunciação, pois Ela recebeu o Espírito Santo, do qual ficou cheia, e o próprio Verbo de Deus, que é o Reino de Deus em pessoa (cf. Lc 1, 26-38).

Nossa Senhora nos confirma em nossa fé, ainda que ela seja pequena como um grão de mostarda (cf. Mt 13, 31-32). O seu ventre foi o solo fecundo, no qual o Reino de Deus foi plantado no meio de nós. Ela não somente acolheu, mas cooperou para que o Reino de Deus, que é Jesus, fosse formado nela. Enquanto Mãe de Jesus, ela gerou o Reino durante os meses de sua gestação, mas também formou o próprio Autor da vida no seu dever de mãe e educadora.

Para acolher esse grande mistério, que é o Reino de Deus em nossa vida, precisamos olhar para aquela que mais cooperou para a sua realização. Precisamos imitar-lhe as virtudes, o seu silêncio, a sua humildade, a sua simplicidade. Mais do que isso, precisamos confiar-lhe nossas vidas, pois o próprio Autor da vida se confiou inteiramente a ela. Nela somos gerados para Deus, o Reino dos Céus é formado em nós, pois ela gera o próprio Cristo em nós.

Assim, como Jesus Cristo, somos chamados a nos confiar inteiramente a Virgem Maria, para que ela faça germinar, crescer e produzir frutos a semente do Verbo que foi plantada em nós pelo Espírito Santo. Pois, ela nos ajuda a acolher Jesus em nossa vida na humildade de coração, fazendo-nos escravos do Senhor, para fazermos a Sua vontade. E, para viver com mais intensidade essa escravidão de amor a Cristo pelas mãos de Maria, somos chamados a uma consagração total a ela. Nesta consagração somos formados por aquela que podemos chamar de Mãe e Mestra, pois ela realizou estas missões na vida do próprio Jesus. Não tenhamos medo de nos confiar inteiramente a Maria, pois assim o fez o Senhor. Ele confiou-se inteiramente nas suas mãos, por isso, nos confiemos também nós Nossa a Mãe na qualidade de consagrados

terça-feira, 18 de dezembro de 2012

Espiritualidade

A folha de irmã Maria Celeste não chegou até nós na sua versão original. Conhecemos somente a síntese que, cerca de vinte anos mais tarde, ela redigirá na sua Autobiografia (escrita em Foggia, provavelmente entre 1750-1755; cfr. Majorano o. c. 129-130). No dia 4 de outubro de 1731, festa de São Francisco:

"Sua alma foi novamente surpreendida por uma claridade e uma luz no Senhor, entendendo que deveria inscrever na fórmula do Instituto aquelas palavras do Evangelho: ‘Ide e pregai a toda criatura que está próximo o reino dos céus' (Mt 10,7; 28,19). E que sobre essas palavras continuasse a forma de vida que ele ditava em seu nome. Os exercícios diários e espirituais eram os mesmos indicados nas Regras já escritas (1725, para o mosteiro feminino de Scala), assim como o modo de vestir igual em tudo, como estava prescrito nas mencionadas Regras.

Mas que todos os congregados devessem viver em pobreza apostólica, como aquele seu servo amado cuja festa se celebrava, que o imitara tão de perto. Que todos os seus bens temporais fossem depositados aos pés do superior; que se fizesse um fundo comum que se chamasse fundos dos pobres para as missões, para dar esmolas a viúvas e órfãos, segundo a necessidade e a decisão do superior; mas se, por esmola, lhes fossem dados capitais ou rendas, poderiam ser recebidos e postos nesse fundo dos pobres. E que o superior, como de coisa não própria, mas alheia, pudesse tirar desse fundo o necessário para cobrir as necessidades dos irmãos, como pobres. Nas viagens não estivessem muito longe de suas moradias, que andassem dois a dois, pregando a penitência.

sábado, 15 de dezembro de 2012

Padre Geral

Roma,16 de dezembro de 2012

Caríssimos Confrades, Irmãs e amigos,

Ao você receber esta edição de Dezembro do Scala, estaremos mais do que o meio do caminho do Advento e prestes a começar a Novena para o Natal. Eu gostaria de aproveitar esta oportunidade para refletir com você sobre o significado deste tempo. Para Santo Afonso, a Encarnação que celebramos no Natal é o primeiro ‘Mistério da Redenção’. Durante o Tempo do Advento e, especialmente, durante a Novena, aguardamos com jubilosa esperança, rezando para que Deus aumente nosso apetite para a grande festa que vem.

Para Afonso, a Encarnação é a celebração e a afirmação da vida. Ele escreve, “Merecidamente faz o Apóstolo chamar Jesus Cristo de nossa vida. Observe o nosso Redentor, vestido com carne e feito uma Criança, e ele nos diz: ‘Eu vim para que tenham vida’.” Nós celebramos esta vida em nossas famílias e em nossas paróquias. As luzes brilhantes e as decorações, os hinos que cantamos, a alegria de nossas liturgias e as saudações que compartilhamos com os outros, tudo isso são sinais de vida que Deus partilha conosco. Afonso continua: “Desde o primeiro momento da Encarnação, Jesus abraçou nossa redenção com entusiasmo. Ele se alegra em adormecer um gigante para executar seu curso, e vem saltando sobre as montanhas e saltidando sobre as colinas”.

E por que tanta alegria? Afonso escreve que Deus se fez homem para poder conversar conosco como um amigo. Ele anseia que conversemos com Ele e que O encontremos na manjedoura, para que O reconheçamos no mundo, entre os pobres e abandonados, e que O acolhamos e àqueles que Ele traz com Ele. É um mistério da amizade.

Que vocês possam experimentar toda a alegria e bênçãos do Natal! Que o mistério da Encarnação atraia vocês mais profundamente ao mistério da amizade com Jesus Redentor, bem como com a comunhão com o menor de seus irmãos e irmãs. Desejo-lhes um Feliz e Abençoado Natal.

Em Jesus, nosso Redentor

Michael Brehl, C.Ss.R.
Superior Geral

Fonte: Boletim Scala

sábado, 8 de dezembro de 2012

Virgem Maria

A IMACULADA CONCEIÇÃO

“Piedosa crença” que se tornou dogma

A Imaculada Conceição da Maria Virgem - singular privilégio concedido por Deus, desde toda a eternidade, Àquela que seria Mãe de seu Filho Unigênito - preside a todos os louvores que Lhe rendemos na recitação de seu Pequeno Ofício. Assim, parece-nos oportuno percorrer rapidamente a história dessa "piedosa crença" que atravessou os séculos, até encontrar, nas infalíveis palavras de Pio IX, sua solene definição dogmática.

Onze séculos de tranquila aceitação da "piedosa crença"

Os mais antigos Padres da Igreja, amiúde se expressam em termos que traduzem sua crença na absoluta imunidade do pecado, mesmo o original, concedida à Virgem Maria. Assim, por exemplo, São Justino, Santo Irineu, Tertuliano, Firmio, São Cirilo de Jerusalém, Santo Epifânio, Teódoro de Ancira, Sedulio e outros comparam Maria Santíssima com Eva antes do pecado. Santo Efrém, insigne devoto da Virgem, A exalta como tendo sido "sempre, de corpo e de espírito, íntegra e imaculada". Para Santo Hipólito Ela é um"tabernáculo isento de toda corrupção". Orígenes A aclama"imaculada entre imaculadas, nunca afetada pela peçonha da serpente". Por Santo Ambrósio é Ela declarada "vaso celeste, incorrupta, virgem imune por graça de toda mancha de pecado". Santo Agostinho afirma, disputando contra Pelágio, que todos os justos conheceram o pecado,"menos a Santa Virgem Maria, a qual, pela honra do Senhor, não quero que entre nunca em questão quando se trate de pecados".

Cedo começou a Igreja - com primazia da Oriental - a comemorar em suas funções litúrgicas a imaculada conceição de Maria. Passaglia, no seu De Inmaculato Deiparae Conceptu, crê que a princípios do Século V já se celebrava a festa da Conceição de Maria (com o nome de Conceição de Sant'Ana) no Patriarcado de Jerusalém. O documento fidedigno mais antigo é o cânon de dita festa, composto por Santo André de Creta, monge do mosteiro de São Sabas, próximo a Jerusalém, o qual escreveu seus hinos litúrgicos na segunda metade do século VII.

Tampouco faltam autorizadíssimos testemunhos dos Padres da Igreja, reunidos em Concílio, para provar que já no século VII era comum e recebida por tradição a piedosa crença, isto é, a devoção dos fiéis ao grande privilégio de Maria (Concílio de Latrão, em 649, e Concílio Constantinopolitano III, em 680).

Em Espanha, que se gloria de ter recebido com a fé o conhecimento deste mistério, comemora-se sua festa desde o século VII. Duzentos anos depois, esta solenidade aparece inscrita nos calendários da Irlanda, sob o título de "Conceição de Maria".

Também no século IX era já celebrada em Nápoles e Sicílias, segundo consta do calendário gravado em mármore e editado por Mazzocchi em 1744.

Em tempos do Imperador Basílio II (976-1025), a festa da "Conceição de Sant'Ana" passou a figurar no calendário oficial da Igreja e do Estado, no Império Bizantino.

No século XI parece que a comemoração da Imaculada estava estabelecida na Inglaterra, e, pela mesma época, foi recebida em França. Por uma escritura de doação de Hugo de Summo, consta que era festejada na Lombardia (Itália) em 1047. Certo é também que em fins do século XI, ou princípios do XII, celebrava-se em todo o antigo Reino de Navarra.
Séculos XII-XIII: Oposições

No mesmo século XII começou a ser combatido, no Ocidente, este grande privilégio de Maria Santíssima.

Tal oposição haveria ainda de ser mais acentuada e mais precisa na centúria seguinte, no período clássico da escolástica. Entre os que puseram em dúvida a Imaculada Conceição, pela pouca exatidão de idéias à matéria encontram-se doutos e virtuosos varões, como, por exemplo, São Bernardo, São Boaventura, Santo Alberto Magno e o angélico São Tomás de Aquino.

segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

Sr. Maria Josefa


Serva de Deus Maria Anna Josefa da Ressurreição
(1772 - 1841)

Nascieu em Gretz em Styria em 22 de Janeiro de 1772, filha do conde Godefroy Suardi, foi nomeado Antônia. Seu pai, depois de ter ocupado um cargo importante na Styria, foi criado Chanceler ao imperador austríaco. Ela recebeu uma educação realizada pelas mãos das freiras Visitandina - Tendo a posse perfeita de cinco línguas e para a realização adicional de um virtuoso do piano. Ela se casou com o muito honrado conde Joseph Welsenheimb e ficou viúva em 1811. Posteriormente, ela se entregou a obras de piedade.

Ela conheceu, na Áustria, Eugenie Gauvenet, o futuro Madre Marie Alphonse da Vontade de Deus, penitente de Venerável Pe. Passerat e se juntou a ela na Fundação Redentoristas projetada. No fim, como Madre Maria Afonsa, a beber o espírito do instituto na sua fonte, os dois foram enviados pelo padre Passerat ao Convento das Redentoristas de Sant'Agata de Goti na Itália para fazer o noviciado. Depois de ter recebido o hábito religioso em Roma, e tendo venerada no Santuário de Loreto, voltaram a Viena.

Elas fizeram os votos perpétuos e definir sobre o fundamento dos Redentoristas sobre os Alpes. Mais tarde, Madre Maria Anna Josefa teve a alegria de acolher o mais novo de seus oito filhos dentro dos muros de seu mosteiro em Viena. Ela adormeceu no Senhor em 25 de Fevereiro de 1841. 

domingo, 11 de novembro de 2012

Jubileu de Ouro


Irmã Maria Afonso

No dia 14 de julho de 2012, foi celebrada no mosteiro da Imaculada conceição o jubileu de ouro da irmã Maria Afonso (Redentoristina). A celebração foi presidida pelo missionário Redentorista e bispo emérito de Coari Dom Joercio, e concelebradas por diversos sacerdotes. Os animadores da celebração foram os noviços de Tietê e houve uma grande participação de fieis entre familiares, religiosos e amigos. Agradecemos ao Pai Eterno por essa vida feita "Memoria do Redentor"!

E pedimos que Ele envie mais operários para a vossa messe!

Se você jovem busca ser "Memoria viva do Redentor", entre em contato!

















 .

sexta-feira, 9 de novembro de 2012

Espiritualidade



O projeto espiritual de Maria Celeste é sempre a transformação em Cristo pela ação do Espírito Santo que nos faz retratos animados do Verbo. No ensinamento de Maria Celeste a centralidade da pessoa de Jesus Cristo é considerada sempre como Filho, o Verbo feito Homem. Mas a recordação constante da divindade serve para ressaltar a importância da humanidade. Em diversos momentos Maria Celeste lembrará que a “humanidade de Cristo é sempre a porta para se estar em Deus”. Jamais pode a alma se esquecer da sagrada humanidade, por mais sublime que seja o grau de união que tenha alcançado. “ Onde estão os se atrevem a dizer que a alma deve prescindir desta humanidade, esquecê-la e ignorá-la, sendo que recebeu todo o bem do Deus feito homem?” (Jardim interior, 6 de abril).

A natureza humana assumida pelo Verbo recebeu a plenitude das perfeições divinas em grau tão eminente que pode comunicá-las a todas as almas que se unem a ele pelo amor. E o verbo se revestiu da natureza humana e a natureza foi revestida das perfeições divinas. Jesus Cristo é o novo Adão o homem novo criado como verdadeira imagem de Deus não deformada pela culpa e possui a plenitude de todos os dons e virtudes da graça. Assim como Jesus é a imagem do Pai nós somos imagem de Jesus. Deus olha com complacência a alma de Jesus e “a alma de Jesus olha para Deus com a mesma complacência com que é olhada; com esta complacência de amor impetra para as alma os mesmos bens que ele tem e as veste de sua inocência, de sua justificação, de amor, porque é sua digna esposa, imaculada e pura, Jesus o comunica às almas a sua própria graça. Participamos de sua veste riquíssima de graças, de modo que, sendo Deus e homem, nosso irmão mais velho e cabeça da Igreja, nós feitos gratuitamente membros seus, recebemos no Sacramento do Batismo a mesma veste de nossa cabeça e formamos um só corpo com Jesus Cristo. Com Ele desfrutamos de todos os adornos das virtudes e graças com as quais o Espírito Santo amou e por amor deu a alma santíssima de Jesus Cristo. (Exercício de amor de Deus... 3 de fevereiro).


Para Maria Celeste, Jesus Cristo é, já o dissemos, “como um selo na mão do gravador com o qual se marcam todas as almas justas no ser da justiça. Com este selo de amor são gravadas todas as almas eleitas, e assim, com um só fazem-se muitos retratos vivos de seu único amor”. Vendo-nos em Jesus “como membros unidos à nossa cabeça, o Pai que nos ama com amor infinito que é o mesmo amor com o qual o seu Filho amado e nô-lo dá na humanidade assumida; o Homem-Deus dá ao Pai todos nós em si mesmo. Este dom lhe é tão grato e excelente que impetra para todos nós almas criadas por ele um amor infinito do próprio Deus. Assim por meio de Cristo é nos dada a graça de o mesmo Espírito Santo como esposo verdadeiro de nossas almas; por isso ama-nos como membros de nossa cabeça e, Cristo nos ver como verdadeiros filhos seus por amor por graça”. (Exercício de amor de Deus...6 de fevereiro)

O Pai nos chama, pois, pelo Cristo e no Espírito a ser hoje uma Memória viva do Cristo Redentor. (Capítulo I das Constituições).


“Viva memória do Cristo Redentor. O projeto espiritual de Maria Celeste é sempre a transformação em Cristo. Em contraste com uma mentalidade ascética, que propugna principalmente o exercício metódico para adquirir as virtudes necessárias para se chegar à perfeição, Maria Celeste insiste na ação do Espírito Santo que nos transforma em Cristo. Desse modo, a comunidade redentorista será uma viva memória do amor do Pai demonstrada em Cristo. Para atingir esta meta, os membros da comunidade deve imprimir em seu espírito a vida de Cristo e a “verdadeira semelhança de sua imitação” e “ser na terra vivos retratos animados do Filho”. Citando São João 17, 10-11, Irmã Maria Celeste propõe a característica fundamental da comunidade: Ser “uma só alma e um só coração numa perfeitíssima caridade divina, eles se amarão mutuamente num só espírito e num só amor”.

A fórmula viva memória é como um resumo das Regras e da doutrina espiritual da Irmã Maria Celeste. Viva Memória significa ser e ter viva lembrança de Cristo na comunidade, porque hoje Cristo, por meio das almas nas quais vive uma vida de amor, continua a obra de amor realizada durante sua vida terrena, quando era peregrino neste mundo. (Pe. Emílio Lage - Livro:M. Celeste Crostarosa e sua espiritualidade).

“Quanto mais nos esforçarmos por viver o amor do Cristo, mais os pensamentos e os sentimentos do Cristo encherão nosso espírito e nosso coração, e mais nos tornaremos suas imagens fiéis, e poderemos ser testemunhas autênticas de amor Daquele que é nosso princípio e nosso fim, nosso caminho e nossa Vida, nosso Pastor e nosso Mestre.

Para permanecer no amor do Senhor e para nele progredir sem cessar, esforçar-nos-emos em pautar sempre mais nossa vida pelo Evangelho. Lembrar-nos-emos também que a Eucaristia é o Sacrifício de amor e de louvor por excelência. É na Eucaristia e por ela que estaremos de modo melhor em comunhão com o Senhor e que aprenderemos a ser nós mesmas, como Ele, Eucaristias para o mundo.

“A contemplação assídua dos Mistérios de Cristo desenvolverá em nós esta nota de alegria irradiante, de natural simplicidade e de verdadeira caridade, que nós consideramos como uma característica de nossa comunidade”. (Capítulo I das Constituições).

          "- Filha, está desejosa de saber como poderias dar-me mais gosto neste mundo...”  Vive este modo de vida.  “Entrarás na memória de minha vida e em todas as horas que são prescritas na minha e tua Regra:  isto quer dizer viver no meu Espírito e nas mesmas obras de minha vida”.

          “- Filha, eu serei a lâmpada de tuas ações... Este é o espírito de teu Instituto:  a viva memória e minha imitação, como se eu vivesse entre vós”.

          “- A vossa vida consiste em fazer o ofício de Madalena na santa contemplação: felizes serão aquelas Religiosas que praticarem com amorosa vigilância... A minha memória”.

(Solilóquio Nono)

O ideal

É seguir ao Cristo que reza, continuando pela Oração e Doação a Deus a Obra do Cristo Redentor, da Salvação do mundo – Cristo Vivo no Evangelho é o fundamento de nossa vida e nosso modelo, incluindo o chamado universal a santificação, o qual todo cristão é convidado. 

A Vida

Vivemos em Mosteiro contemplativos, empenhadas na imitação de Cristo orante a interceder junto ao Pai pelo Bem e pela Salvação da Humanidade. Vivemos nossa Consagração a Deus, por Votos Solenes, em Comunidade; e por nossas Orações e Vida de União com Deus, cooperamos na Obra Missionária da Igreja, para que Deus abra os corações dos homens para a Riqueza da sua Graça.


Espiritualidade é ser Memória Viva. Aseguir texto da Venerável Maria Celeste Crostarosa.

Memória Viva


O Senhor me disse-no interior do coração:

'Quero ser o teu guia.
Quero te conduzir.
Não procure outro, mas a mim,
eu serei teu mestre.'
'Deves imitar minha vida.
Unida às obras da minha vida
realizarás tuas próprias obras.'
O projeto de vida que nos propõe
está contido na frase exclusiva
de Maria Celeste:
"Ser Memória Viva
de Jesus Cristo".

quinta-feira, 8 de novembro de 2012

Fundação

Dia 9 de novembro de 1732 o Instituto do Santíssimo Salvador é reconhecida canonicamente como Congregação Religiosa a pedido do Papa Clemente XII passa a ser Congregação do Santíssimo Redentor, na ocasião já havia a Congregação do Santíssimo Salvador.

No dia em que a Congregação do Santíssimo Redentor irá fazer 280 anos de fundação eis algumas  fotos dos Redentoristas e das Redentoristas que tem laços fraternos e mantem ao longo dos tempos um bom dialogo e uma estima benevolente. Fotos de destaque dos Redentoristas.


São Geraldo Magela, por sua reconhecida virtude da pureza, tinha a permissão dos bispos em visitar e entrar em dois mosteiros de clausura, de Ripacandida e da Redentorista de Foggia, na imagem acima. 

Santo Afonso de Ligório e Madre Maria Celeste

quarta-feira, 31 de outubro de 2012

Bibliografia

Alguns livros publicados


  • CALVER O.SS.R.Irmã Joan. Em Memória de Mim – Jesus Redentor na Espiritualidade de Maria Celeste Crostarosa. Editora Santuário. 


  • CROSTAROSA, Maria Celeste. Essa Desconhecida (e esquecida) Venerável Maria Celeste Crostarosa – Mãe Espiritual das e dos Redentoristas. Traduzão Pe. João Batista Boaventura Leite, C.Ss.R. Papercores Gráfica e Editora Ltda.

  • LAGE C.SS.R., Pe. Emílio. Afonso e Celeste. PS Editorial. Covarrubias, Madrid.

  • CAPONE, Domenico; LAGE, Emílio; MAJORANO, Sabatino. Maria Celeste Crostarosa e sua espiritualidade. Editora Santuário.

terça-feira, 30 de outubro de 2012

Vocacional

A fundadora das Ordem do Santíssimo Redentor é a Venerável Madre Maria Celeste Crostarosa. Fator decisivo para a fundação da Ordem foi a ajuda de Santo Alfonso Maria de Ligório e Dom Tomas Falcoia. (Imagem do Mosteiro de Foggia). Na imagem acima Madre Maria celeste referenciando Cristo crucificado, Santo Afonso maria de Ligório segurando Cristo crucificado, de cabelo grisalho Dom Falcoia e ao fundo a esquerda as freiras da Ordem monástica.


A Comunidade de Scala (Itália) alguns anos atrás.

A Comunidade de Magliano Sabina em torno 
Pe. Michael Brehl, C.Ss.R. Geral dos Redentoristas. (Itália)

Animação vocacional promovida pela comunidade da Irlanda

Monjas

As Freiras Redentoristas pede que oremos pela Beatificação de Madre Maria Celeste e que comuniquemos as graças obtidas por sua interseção ao Mosteiro de Cristo Redentor em Madrid, Espanha pelo e-mail ossrmadrid@hotmail.com. Ou ao Mosteiro mais perto de você, acesse Mosteiro RedentoristasDesejamos que falte muito pouco para que chegue o dia em que seja reconhecida por toda a Igreja como Santa e se realize o que já em sua morte já diziam em Foggia: "A morre a Santa Priora!" Seu corpo permanece incorrupto na cidade em que viveu a última etapa de sua vida.
Rezemos pela beatificação de Maria Celeste Crostarosa 


Santíssima Trindade, Eu te adoro do fundo do meu ser e agradeço pelos dons e privilégios dado a tua serva Madre Maria Celeste. Peço-Te que exaltá logo encontrou-se desejam também aqui na terra, por intermédio de sua intercessão. Peço-lhe por misericórdia, e espero que com humildade da misericórdia de seu pai. Amém
3 x Glória ao Pai, Ave Maria ...

quinta-feira, 18 de outubro de 2012

Irmãos na fé

Serva de Deus Maria Crostarosa e o São Geraldo
Andarilhos a caminho da casa do Pai

Em 13 de Maio de 1733 Maria Celeste é despojada do hábito que vestia havia dois anos no Mosteiro de Scala. No dia seguinte, 14 de Maio, abandona seu Mosteiro vestindo hábito emprestado das beneditinas de Scala.

Andarilha fiel à vontade de Deus, dirige-se a Pareti, pequena aldeia de Nocera, e é recebida no Mosteiro da Anunciação com o fim de permanecer três meses.

"Compreendi que Deus me havia conduzido até ali para ajudar aquelas religiosas... e recebi ordem do bispo para assumir o cargo de superiora sem escusa nenhuma, por três anos, e realizar a reforma daquele Mosteiro."

Enquanto se ocupa da reforma do Mosteiro, recebe cartas convidando-a para fazer fundações em Perugia e também Rocapiemonte.

Atendendo as insistências do Duque de Rocapiemonte, ela segue para realizar a fundação no mês de Novembro de 1735; de reformadora converte-se em fundadora. Inicia-se, para Maria Celeste, um período de paz e fecundidade em que ela escreve suas obras.

Em seguida Maria Celeste é convidada a fundar em Foggia e parte, confiante na vontade de Deus. Quem busca a Deus na interioridade necessariamente é um andarilho. A 22 de Março de 1738 a fundação foi realizada com solenidade e participação do povo.

"Uma manhã, ouvi do Senhor sua voz em meu interior:'Vá a Foggia, quero que se faça ali a fundação de um Mosteiro'. Comecei colocando a Regra primitiva que o Senhor me havia revelado em Scala, já tendo algumas jovens se apresentado."

Nesta época, é importante lembrar a presença atuante de São Geraldo Magela, ele conduz ao Mosteiro sua sobrinha e outras jovens. Na clausura ele dirige exercícios espirituais. Geraldo e Celeste mantém uma santa e calorosa amizade, partilham experiências místicas de oração e se afervoram, crescendo no amor de Deus, de modo que não se sabe se ela o ajuda ou é ajudada por ele. Esta amizade dura até o fim de suas vidas. São Geraldo, em 16 de Outubro de 1755, em seu leito de morte, diz: "Vi Celeste, como uma pomba, subir para o céu".

Em Foggia a "Santa Priora" passa a última etapa de sua vida, aí termina seus escritos. Em 14 de Setembro de 1755, numa sexta-feira, pede que seja feita a leitura da Paixão de Nosso Senhor Jesus Cristo, e, às quinze horas da tarde, parte, agora para a casa do Pai.

"A primeira lição que Tu me deste é a de manter o olhar continuamente fixo em teu Divino Ser." Maria Celeste é extremamente contemplativa? É apostólica? Vai mais além, sua vida é transparência radiante de Cristo.

segunda-feira, 8 de outubro de 2012

Memória Viva


Memória Viva

O Senhor me disse
no interior do coração:
'Quero ser o teu guia.
Quero te conduzir.
Não procure outro, mas a mim,
eu serei teu mestre.'
'Deves imitar minha vida.
Unida às obras da minha vida
realizarás tuas próprias obras.'

O projeto de vida que nos propõe
está contido na frase exclusiva
de Maria Celeste:
"Ser Memória Viva
de Jesus Cristo".